O QUE SE LEVA DE UMA VIAGEM...
As lembranças que temos e construímos na vida são tesouros
que jamais serão confiscados, roubados ou expropriados. No máximo, esquecidos!
Durante 8 dias pude enriquecer muito em minha vida.. em cultura, em
convivência, em sentimentos, em lembranças naturais.
Estive no Chile, com minha namorada. Um sonho bem antigo que
tinha. E agora, realizei, com muito mais do que eu esperava, pois estava com a
pessoa que tem me feito muito feliz nos últimos 15 meses.
Comi boa comida, bons vinhos e alguns lugares um pouco mais requintados. Até porque muita coisa no Chile é meio “chic” mesmo.
Comi boa comida, bons vinhos e alguns lugares um pouco mais requintados. Até porque muita coisa no Chile é meio “chic” mesmo.
Mas isso não foi o mais importante. Perceber que a natureza
se apresenta de formas tão diferentes das que vejo constantemente aqui no
Brasil foi uma das coisas que mais marcaram. Sentir o gelo dos Andes, a
paisagem que muda tão rapidamente, outros animais, outra vegetação. Isso me
marcou muito. Ver a grandiosidade da natureza perto da pequenez do ser humano,
principalmente, na imponência do paredão branco das montanhas de Valle Nevado frente
às pessoas que lá esquiam. São, realmente, pontinhos muito pequenos ante os
3200 metros de altitude.
E os animais! Todos com muito pelo. Artifício da própria natureza para garantir a sobrevivência das espécies. Até os cachorros são muito peludos. Por falar nisso, é impressionante a quantidade de cachorros que existe em Santiago. E todos são gordos e, até certo ponto, bem cuidados. As pessoas os dão comida, vestem roupinhas neles. Vi, no meio da rua, husky, hottweiler, pastor alemão e por aí vai...
E os animais! Todos com muito pelo. Artifício da própria natureza para garantir a sobrevivência das espécies. Até os cachorros são muito peludos. Por falar nisso, é impressionante a quantidade de cachorros que existe em Santiago. E todos são gordos e, até certo ponto, bem cuidados. As pessoas os dão comida, vestem roupinhas neles. Vi, no meio da rua, husky, hottweiler, pastor alemão e por aí vai...
Outro ponto interessante e que sempre é algo a ser lembrado
em qualquer viagem é o contato com pessoas tão diferentes. Conversei com
Brasileiros que moram em Israel e sempre passam por Santiago, com muitos
chilenos de classes diferentes, como taxistas, garçons, donos de restaurante,
policiais (carabineros), vendedores etc. Também tive contato com pedintes – lá
também existe miséria – motoristas, crianças chilenas, enfim, uma diversidade
de pessoas e culturas que enriquece muito mais a vida do que o dinheiro – la
plata, para os chilenos – que é volátil e se acaba com rapidez. Diferente das
memórias e experiências vividas.
O desafio de estar longe de casa, em outro país e outra
língua sempre causa um certo receio. E se engana quem pensa que falar espanhol
é fácil. Acho que os desafios, quando vivenciados e digamos “vencidos” deixam
marcas muito boas no rastro de nossas vidas.
Há coisas quem vão ficar na memória por meio de fotografias;
há outras que ficarão apenas no HD cerebral. Há sensações que jamais poderão
ser explicadas, pois foram vivenciadas e são intransferíveis; há outras a serem
esquecidas. Para tudo isso é que servem as viagens. Levarei, do Chile, muita
coisa boa. Muito mais das pessoas e da natureza do que daquilo que o dinheiro
me ajudou a comprar.
