PRESSA X PACIENCIA
Já publiquei neste blog um texto do meu pai. Vez por outra ele escreve alguns textos, todos bem interessantes. E sempre que me envia, gosto de lê-los e, quando possível, publicá-los. Nessa semana que me mandou mais um. E disse que havia escrito após ler um outro post que fiz sobre minha última viagem.
Segue, então, o texto que ele escreveu...
O ser humano ao ser gerado, inicia a
vida intrauterina que tem a duração de, aproximadamente, 9 meses, segundo
princípios biologicamente concebidos. Todavia, algumas vezes “tenta-se“
antecipar esse período de “reclusão” e a coisa não funciona ou provoca na vida
a se iniciar, extrauterina, prejuízos a posteriori.
Nesse caso pode-se admitir, sem qualquer
juízo de valor que: “a pressa é inimiga da perfeição”.
Na sociedade moderna as pessoas estão sempre
muito apressadas, principalmente nos centros urbanos, onde acontecem as
transformações num mundo, de há muito, globalizado. Daí, para “não perder o
bonde” as pessoas ficam estressadas, tentando vencer a disputa pelas melhores
posições, seja no lado da formação profissional ou no que se refere a outros
conceitos que a vida mundana lhe impõe
como parâmetros da regra do “bom viver”.
Dessa maneira, o que importa mesmo é “ganhar
tempo” e estar sempre à frente, muito embora não se tenha, muitas vezes,
capacidade para tanto. Prevalece aí a vontade gananciosa do TER em detrimento
do SER.
E dessa constatação advém a dúvida: vale a
pena “morrer” para conseguir acumular bens
tangíveis muito além das necessidades – aí sim – para viver de forma saudável,
juntamente com a família, sempre de maneira compartilhada? Acredito que não.
“O bom da vida”, pra mim, é saber aproveitar
o tempo “disponível” que se tem para se construir novas e benfazejas relações
de amizades, quer seja na comunidade em que vivemos ou, melhor ainda, através
de viagens a outros lugares – conhecidos ou não – onde se possa vivenciar momentos culturais e de lazer,
fundamentos indispensáveis ao bem estar de qualquer pessoa.