5 ANOS DE VIDA... NOVA
Das simplicidades que a vida nos apresenta, muitas vezes tentamos enxergar apenas as dificuldades, o mais complexo. Somos levados a crer que nossa vida sempre é a mais difícil. A grama do vizinho sempre é a mais verde. No engarrafamento, a fila do lado sempre anda mais rápido. E há tantos que se deixam levar completamente por essa sensação, por esse sentimento, falso, de que o Universo conspira contra nós. Ou mesmo que Deus não olha por mim.
Mas quantas peças a vida nos prega. Os exemplos de multiplicam para mostrar claramente que o nosso sofrimento nunca é o pior. Quantas pessoas possuem deficiências as mais diversas e vivem em um nível de felicidade que, talvez, nunca alcancemos? Mães que cuidam sozinhas de seus filhos - às vezes, mais que um - recebendo salários não condizentes com um mínimo de dignidade. Quem visita um hospital pode entender, perfeitamente, o que é sofrimento. Em alguns, isso é mais gritante. A dor, o abandono, o desprezo, a falta de esperança são alguns dos sentimentos que convivem em leitos e, até mesmo, corredores desses locais que deveriam ser de recuperação. Há 5 anos, pude vivenciar o que é, realmente, ver que a sua grama, muitas vezes, é mais verde que a do vizinho.
Passar 4 dias dentro de um hospital de emergência, em quartos sem a higiene básica necessária, com 5 leitos no local onde deveria haver somente 3. Ver que pessoas são esquecidos por todos. Passam dias sem que ninguém venha os visitar. Sentir a impotência no olhar das pessoas que poderiam ajudar muito mais, caso lhes fossem dadas condições, como enfermeiros e nutricionistas.
E olhar para si próprio naquele momento e ver que eu tenho uma família linda demais, que esteve comigo nos piores momentos, sofrendo junto comigo. Mesmo os que não são de sangue, mas que se tornaram família. Perceber que tenho vários, inúmeros amigos, pessoas que se preocupam verdadeiramente comigo. Que ficam felizes pelo simples fato de eu estar vivo. Sentir que Deus venceu uma batalha que se travou naquele momento com alguma força negativa que quis me roubar a vida. Não dá, nem eu posso dizer que não sou privilegiado por todas essas coisas.
Sempre fui muito agradecido a Deus por tudo o que aconteceu na minha vida. E ele sempre será o grande responsável por tudo o que coloca de bom nela. Mas, há cinco anos, minha gratidão se amplificou. Sei que algumas pessoas não acreditam na sua existência. Não preciso tentar convencer essas pessoas com palavras de persuasão. Eu já sou uma prova viva de que Deus cuida de cada um de nós. Basta olhar... e querer ver!
Um espaço para opiniões pessoais sobre assuntos variados relacionados a educação, trabalho, política, reclamações de nossa cidade e país, algumas reflexões e, é claro... Flamengo.
domingo, 26 de julho de 2015
sexta-feira, 24 de julho de 2015
CONSCIÊNCIA TRANQUILA É O MELHOR REMÉDIO CONTRA INSÔNIA!
Uma perguntinha básica aos amigos estatísticos e àqueles que gostam de relações e análises de representação: 6,54% é uma amostra representativa de um universo? Sem uma avaliação estatística apurada, pode-se dizer que não é representativa. Ou seja, aquilo que se observa na amostra não representa, com grande chance probabilística, as características do universo estudado.
Pois, hoje, cerca de 6,54% dos professores da Universidade Federal da paraíba decidiram manter a greve e são "representantes" de cerca de 2506. Sem contar que esses dados do relatório de 2014 da UFPB. Hoje em dia existem mais professores. Sabe quantos professores votaram no Campus de Areia? 10. Quer que escreva? dez professores. Em Bananeiras, 20 assinaram a lista, mas só 10 votaram. Como assim? Interessante é observar a foto tirada na assembleia do Campus João Pessoa. Bem fechadinha pra não mostrar o quão vazia estava.
Acho que já passou a hora dessa piadinha acabar. As decisões têm de ser um reflexo do que o universo de professores deseja. Já temos condições e instrumentos para fazer votações online. E não apenas obrigar que aqueles que querem votar tenham que assistir essas assembleias que mais parecem um juri popular, da era medieval. Ninguém persuade ninguém. Cria-se apenas os times, os que querem a greve e os que não querem. E a assembleia se desenrola como uma briga de torcidas. 4 ou 5 professores expõem, realmente, questões relevantes e interessantes. O restante é replicação e ambão de status.
Concordo com todos os pontos apresentados pelo Sindicato Nacional de nossa categoria (ANDES). Todos! Mas esse não é o momento. Tivemos um bom momento em 2012. Tudo propício para conseguirmos, se não tudo, boa parte do que estávamos reivindicando. O que aconteceu? Recuamos em um momento crítico e ficamos sem conquistas. E ainda demos ao Governo Federal o álibi para, agora, "passar na cara" a falácia: "Não sei porque pedem aumento se já receberam um nesse ano". Poucos sabem que o aumento desse ano é a última parcela do aumento acertado em 2012. E, por sinal, a inflação já nos roubou. Assinamos, naquela época, um Atestado de submissão. Aceitamos que estaríamos em 2015 com um poder de compra inferior ao de 2012.
Dessa vez, pior do que aquela, a quantidade de professores que participa das decisões é ínfima, pífia. É, sinceramente, revoltante, ver que o semestre ficou totalmente comprometido - mais uma vez - que a pós-graduação não para suas atividades, o que denota uma greve branca. É triste ver que, até mesmo os alunos, estavam a favor da greve, pelo simples fato de que ganhariam algum tempo para colocar seus estudos e atividades em dia. Alguém aí está estudando?
Alguns me perguntam quando a greve vai acabar. Alguns dos cerca de 32.000 alunos matriculados nos cursos da UFPB e que também estão sem aulas. E falo aqui apenas dos graduandos e em cursos presenciais. Sabe minha resposta? Não sei. Isso, "não sei" é minha resposta. Não há horizonte, não há uma perspectiva, não há sequer uma decisão unânime entre as Universidades de que a greve é o melhor instrumento nesse momento. Algumas ainda continuam suas atividades normalmente.
Talvez por isso, infelizmente, que as piadinhas sobre professores vagabundos, servidores públicos que não trabalham ganhem tanto eco entre a sociedade. Parte em razão do desconhecimento de quem assim avalia. Por não conhecer a realidade das Universidades Federais. Parte pela manipulação de fatos, palavras e mídias que nossa Impressa realiza. Mas, nessas partes todas, façamos nossa mea-culpa. Se vale de alguma coisa, não faço parte dos 137 que votaram a favor da manutenção da greve. Bom, pra mim vale. Consciência tranquila é o melhor remédio contra insônia!
Uma perguntinha básica aos amigos estatísticos e àqueles que gostam de relações e análises de representação: 6,54% é uma amostra representativa de um universo? Sem uma avaliação estatística apurada, pode-se dizer que não é representativa. Ou seja, aquilo que se observa na amostra não representa, com grande chance probabilística, as características do universo estudado.
Pois, hoje, cerca de 6,54% dos professores da Universidade Federal da paraíba decidiram manter a greve e são "representantes" de cerca de 2506. Sem contar que esses dados do relatório de 2014 da UFPB. Hoje em dia existem mais professores. Sabe quantos professores votaram no Campus de Areia? 10. Quer que escreva? dez professores. Em Bananeiras, 20 assinaram a lista, mas só 10 votaram. Como assim? Interessante é observar a foto tirada na assembleia do Campus João Pessoa. Bem fechadinha pra não mostrar o quão vazia estava.
Acho que já passou a hora dessa piadinha acabar. As decisões têm de ser um reflexo do que o universo de professores deseja. Já temos condições e instrumentos para fazer votações online. E não apenas obrigar que aqueles que querem votar tenham que assistir essas assembleias que mais parecem um juri popular, da era medieval. Ninguém persuade ninguém. Cria-se apenas os times, os que querem a greve e os que não querem. E a assembleia se desenrola como uma briga de torcidas. 4 ou 5 professores expõem, realmente, questões relevantes e interessantes. O restante é replicação e ambão de status.
Concordo com todos os pontos apresentados pelo Sindicato Nacional de nossa categoria (ANDES). Todos! Mas esse não é o momento. Tivemos um bom momento em 2012. Tudo propício para conseguirmos, se não tudo, boa parte do que estávamos reivindicando. O que aconteceu? Recuamos em um momento crítico e ficamos sem conquistas. E ainda demos ao Governo Federal o álibi para, agora, "passar na cara" a falácia: "Não sei porque pedem aumento se já receberam um nesse ano". Poucos sabem que o aumento desse ano é a última parcela do aumento acertado em 2012. E, por sinal, a inflação já nos roubou. Assinamos, naquela época, um Atestado de submissão. Aceitamos que estaríamos em 2015 com um poder de compra inferior ao de 2012.
Dessa vez, pior do que aquela, a quantidade de professores que participa das decisões é ínfima, pífia. É, sinceramente, revoltante, ver que o semestre ficou totalmente comprometido - mais uma vez - que a pós-graduação não para suas atividades, o que denota uma greve branca. É triste ver que, até mesmo os alunos, estavam a favor da greve, pelo simples fato de que ganhariam algum tempo para colocar seus estudos e atividades em dia. Alguém aí está estudando?
Alguns me perguntam quando a greve vai acabar. Alguns dos cerca de 32.000 alunos matriculados nos cursos da UFPB e que também estão sem aulas. E falo aqui apenas dos graduandos e em cursos presenciais. Sabe minha resposta? Não sei. Isso, "não sei" é minha resposta. Não há horizonte, não há uma perspectiva, não há sequer uma decisão unânime entre as Universidades de que a greve é o melhor instrumento nesse momento. Algumas ainda continuam suas atividades normalmente.
Talvez por isso, infelizmente, que as piadinhas sobre professores vagabundos, servidores públicos que não trabalham ganhem tanto eco entre a sociedade. Parte em razão do desconhecimento de quem assim avalia. Por não conhecer a realidade das Universidades Federais. Parte pela manipulação de fatos, palavras e mídias que nossa Impressa realiza. Mas, nessas partes todas, façamos nossa mea-culpa. Se vale de alguma coisa, não faço parte dos 137 que votaram a favor da manutenção da greve. Bom, pra mim vale. Consciência tranquila é o melhor remédio contra insônia!
segunda-feira, 20 de julho de 2015
QUANTOS DIAS DO AMIGO?
Hoje recebi uma mensagem de "feliz dia do amigo". E sempre fico questionando qual realmente seria o dia do amigo. Porque, com certeza, há mais de um durante um ano. Deve ser um do amigo, outro da amizade, do coleguismo.
Mas, depois pensei melhor e, deveria haver mais do que um dia do amigo mesmo no ano. Afinal, são tantas as nomenclaturas, as definições, classificações, que a amizade acaba se tornando uma das coisas mais interessantes, mais estranhas e menos compreensíveis do mundo. Temos amigos do peito, "irmã de vida", amigos e ponto, amigões. Há amigos que fizeram parte de sua história e voc~e nem os vê mais, sequer sabe como estar, se estão mesmo vivos. Mas, amigos de verdade, continuam tendo um espaço grande em nossas vidas, mesmo distantes, mesmo ausentes... mesmo mortos. São pedaços que grudam de uma forma inabalável e fecham hermeticamente suas melhores lembranças.
há os amigos do sofrimento, quando você acaba namoro, casamento, eles estão alí, com a programação completa do fim de semana, pra lhe tirar da fossa. Às vezes, até descobrimos, mais tarde, que não passavam de amigos de balada, superficiais demais para fazer parte de nossas vidas de forma verdadeira.
Namoradas-amigas. Amigos que viram namorados. Interessante é que alguns namoram anos, noivam, casam e, só depois, percebem que não são casal, continuam apenas amigos. Amizade é compartilhar, é ter quando precisar, ter uma palavra, ter um silêncio. É receber uma bronca bem dada. Daquelas que você sai dizendo "você não é meu amigo!". E depois percebe que as palavras eram daquele que se preocupa com você. Palavras de um amigo verdadeiro. Porque aquele que só te trata bem, que acoberta suas burradas, que enaltece até mesmo seus piores erros.. ah amigo, esse não é amigo.
Até pra diversão criam um amigo. O amigo-da-onça. E quem nunca buscou o pior defeito de uma pessoa pra lhe dar um presente de amigo-da-onça que o fizesse lembrar, exatamente, disso? Mas você só sabia do defeito porque era um grande amigo.
"amigo é um irmão que a gente escolhe", "Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro (Ecl. 6, 14-17)", "a amizade é um amor que nunca morre". Falaria um dia inteiro sobre frases de amigos ou amizade. Falaria, talvez, uma vida inteira.
E que venham os novos amigos! Nunca é demais, porque o ciclo da vida continua. Alguns antigos irão se afastar; outros se mostrarão não tão confiáveis (e isso em amizade é impossível). Assim, haverá perdas, mas sempre se esperam ganhos. Novos amigos preenchem. São novos papos, novas parcerias, novos momentos, enfim.
Se há tantas formas de amizade, nada mais justo do que ter mais de um dia no ano. Feliz dia do amigo, seja você meu amigo ou não.
Hoje recebi uma mensagem de "feliz dia do amigo". E sempre fico questionando qual realmente seria o dia do amigo. Porque, com certeza, há mais de um durante um ano. Deve ser um do amigo, outro da amizade, do coleguismo.
Mas, depois pensei melhor e, deveria haver mais do que um dia do amigo mesmo no ano. Afinal, são tantas as nomenclaturas, as definições, classificações, que a amizade acaba se tornando uma das coisas mais interessantes, mais estranhas e menos compreensíveis do mundo. Temos amigos do peito, "irmã de vida", amigos e ponto, amigões. Há amigos que fizeram parte de sua história e voc~e nem os vê mais, sequer sabe como estar, se estão mesmo vivos. Mas, amigos de verdade, continuam tendo um espaço grande em nossas vidas, mesmo distantes, mesmo ausentes... mesmo mortos. São pedaços que grudam de uma forma inabalável e fecham hermeticamente suas melhores lembranças.
há os amigos do sofrimento, quando você acaba namoro, casamento, eles estão alí, com a programação completa do fim de semana, pra lhe tirar da fossa. Às vezes, até descobrimos, mais tarde, que não passavam de amigos de balada, superficiais demais para fazer parte de nossas vidas de forma verdadeira.
Namoradas-amigas. Amigos que viram namorados. Interessante é que alguns namoram anos, noivam, casam e, só depois, percebem que não são casal, continuam apenas amigos. Amizade é compartilhar, é ter quando precisar, ter uma palavra, ter um silêncio. É receber uma bronca bem dada. Daquelas que você sai dizendo "você não é meu amigo!". E depois percebe que as palavras eram daquele que se preocupa com você. Palavras de um amigo verdadeiro. Porque aquele que só te trata bem, que acoberta suas burradas, que enaltece até mesmo seus piores erros.. ah amigo, esse não é amigo.
Até pra diversão criam um amigo. O amigo-da-onça. E quem nunca buscou o pior defeito de uma pessoa pra lhe dar um presente de amigo-da-onça que o fizesse lembrar, exatamente, disso? Mas você só sabia do defeito porque era um grande amigo.
"amigo é um irmão que a gente escolhe", "Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro (Ecl. 6, 14-17)", "a amizade é um amor que nunca morre". Falaria um dia inteiro sobre frases de amigos ou amizade. Falaria, talvez, uma vida inteira.
E que venham os novos amigos! Nunca é demais, porque o ciclo da vida continua. Alguns antigos irão se afastar; outros se mostrarão não tão confiáveis (e isso em amizade é impossível). Assim, haverá perdas, mas sempre se esperam ganhos. Novos amigos preenchem. São novos papos, novas parcerias, novos momentos, enfim.
Se há tantas formas de amizade, nada mais justo do que ter mais de um dia no ano. Feliz dia do amigo, seja você meu amigo ou não.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
MUITOS COM POUCO; POUQUÍSSIMOS COM... BILHÕES
Estava lendo ontem um livro bem interessante que se chama O ócio criativo e um dado me chamou atenção. Era uma comparação que afirmava que somente no mercado de ações de Londres são negociados, por ano, 75 milhões de dólares. Isso seria igual a vinte e cinco vezes o valor de todos os bens que o mundo inteiro produz, nesse mesmo intervalo. Bizarro!
Então, juntei isso ao que já queria falar desde a época da Copa América. Isso mesmo, aquela nova brincadeirinha de mal gosto com nossa história futebolística, que em nada se parece com essa sujeira que impera em nossos campos.
Mas vamos lá... uma das lutas que anualmente se travam entre população e governo - mesmo que o primeiro nunca possa sequer opinar - é a pelo valor do Salário Mínimo. Não há melhor nome, é mínimo mesmo. Com alguns codinomes: micro, irrisório, miséria etc. Sairemos dos atuais R$ 788,00 para vultosos R$ 855,00. Que maravilha, 67 reais a mais. Aqui em João Pessoa dá 27 passagens de ônibus. Mas queria trazer à discussão o gênio, o xodó brasileiro, o craque, o prodígio... tá bom, nem jornalista da globo eu sou... mas, que entre Neymar. Amigos, aquele cara que na Copa América fez aquela palhaçada toda, que teve a postura de qualquer coisa, menos de um Capitão da Seleção Brasileira (mais irresponsável ainda o técnico que deu-lhe a braçadeira!) recebe um salário anual de 12 milhões de euros. Você já deve estar fazendo as contas. Vou lhe ajudar, são 42 milhões de "brasilis". Difícil mensurar? Isso representa R$ 3,5 milhões pooooor mês. Sabe quanto tempo uma pessoa que recebe salário mínimo tem que trabalhar para receber o que o Herói de chuteiras Tupiniquim recebe em um ano? 4094 anos... ANOS!!! Ah, considerei o salário mínimo do ano que vem, hein! Vale à pena ficar torcendo pra esses caras? Entendo perfeitamente que não é fácil simplesmente se abster da vontade de ver um jogo da seleção. Nossa tradição ainda fala mais alto do que a completa desproporcionalidade monetária que o futebol assumiu, perante o prazer do jogo, perante a paixão que sentimos, em especial pelo escrete canarinho! Mas é um caso a se pensar.
Ainda dentro das cifras astronômicas que tendem ao infinito - os amigos engenheiros vão lembrar, de cara, das malditas integrais dos cálculos inacabáveis - trago mais uma. Sabe aquelas listas de pessoas mais ricos do mundo? Quem são os trilionários, os bilionários, os mega ricos, os macro ricos, os ricaços e por aí vai? A lista desse ano, construída por uma Organização Britânica, a Oxfam, aponta que as 80 pessoas mais ricas do mundo tem a mesma riqueza que 50% da população mais pobre do planeta. E ainda piora. Segundo o mesmo estudo, já em 2016, 1% da população mundial terá mais riqueza do que os 99% restantes.
Enquanto Bill Gates, Jim Walton (Walmart), Carlos Slim (Telecomunicações) e o, ainda, milionário Neymar procuram no que gastar suas onças e peixes, no "Brasil Guaranil" Saúde e Educação engrossam o caldo dos 50% mais pobres. E só para arrematar, além dos 9 bilhões cortados da pasta da Educação neste ano, surge uma nova todo dia. Essa é fresquinha: mais um "taio" na carne, 75% de corte no PROAP (Programa de Apoio à Pós-graduação). Essa verba sustenta a maioria dos programas de pós-graduação do Brasil. Sempre vem mais pra quem acha que chegamos no volume morto verde e amarelo.
Estava lendo ontem um livro bem interessante que se chama O ócio criativo e um dado me chamou atenção. Era uma comparação que afirmava que somente no mercado de ações de Londres são negociados, por ano, 75 milhões de dólares. Isso seria igual a vinte e cinco vezes o valor de todos os bens que o mundo inteiro produz, nesse mesmo intervalo. Bizarro!
Então, juntei isso ao que já queria falar desde a época da Copa América. Isso mesmo, aquela nova brincadeirinha de mal gosto com nossa história futebolística, que em nada se parece com essa sujeira que impera em nossos campos.
Mas vamos lá... uma das lutas que anualmente se travam entre população e governo - mesmo que o primeiro nunca possa sequer opinar - é a pelo valor do Salário Mínimo. Não há melhor nome, é mínimo mesmo. Com alguns codinomes: micro, irrisório, miséria etc. Sairemos dos atuais R$ 788,00 para vultosos R$ 855,00. Que maravilha, 67 reais a mais. Aqui em João Pessoa dá 27 passagens de ônibus. Mas queria trazer à discussão o gênio, o xodó brasileiro, o craque, o prodígio... tá bom, nem jornalista da globo eu sou... mas, que entre Neymar. Amigos, aquele cara que na Copa América fez aquela palhaçada toda, que teve a postura de qualquer coisa, menos de um Capitão da Seleção Brasileira (mais irresponsável ainda o técnico que deu-lhe a braçadeira!) recebe um salário anual de 12 milhões de euros. Você já deve estar fazendo as contas. Vou lhe ajudar, são 42 milhões de "brasilis". Difícil mensurar? Isso representa R$ 3,5 milhões pooooor mês. Sabe quanto tempo uma pessoa que recebe salário mínimo tem que trabalhar para receber o que o Herói de chuteiras Tupiniquim recebe em um ano? 4094 anos... ANOS!!! Ah, considerei o salário mínimo do ano que vem, hein! Vale à pena ficar torcendo pra esses caras? Entendo perfeitamente que não é fácil simplesmente se abster da vontade de ver um jogo da seleção. Nossa tradição ainda fala mais alto do que a completa desproporcionalidade monetária que o futebol assumiu, perante o prazer do jogo, perante a paixão que sentimos, em especial pelo escrete canarinho! Mas é um caso a se pensar.
Ainda dentro das cifras astronômicas que tendem ao infinito - os amigos engenheiros vão lembrar, de cara, das malditas integrais dos cálculos inacabáveis - trago mais uma. Sabe aquelas listas de pessoas mais ricos do mundo? Quem são os trilionários, os bilionários, os mega ricos, os macro ricos, os ricaços e por aí vai? A lista desse ano, construída por uma Organização Britânica, a Oxfam, aponta que as 80 pessoas mais ricas do mundo tem a mesma riqueza que 50% da população mais pobre do planeta. E ainda piora. Segundo o mesmo estudo, já em 2016, 1% da população mundial terá mais riqueza do que os 99% restantes.
Enquanto Bill Gates, Jim Walton (Walmart), Carlos Slim (Telecomunicações) e o, ainda, milionário Neymar procuram no que gastar suas onças e peixes, no "Brasil Guaranil" Saúde e Educação engrossam o caldo dos 50% mais pobres. E só para arrematar, além dos 9 bilhões cortados da pasta da Educação neste ano, surge uma nova todo dia. Essa é fresquinha: mais um "taio" na carne, 75% de corte no PROAP (Programa de Apoio à Pós-graduação). Essa verba sustenta a maioria dos programas de pós-graduação do Brasil. Sempre vem mais pra quem acha que chegamos no volume morto verde e amarelo.
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