ALIKE-se
Após um longo e tenebroso inverso... resolvi voltar a escrever algumas idéias. E o que me motivou? Uma série de coisas, mas, em especial, um curta chamado ALIKE. Impressionantes 8 minutos que trazem diversas temáticas apoiadas em um misto de drama e comédia infantil.
A motivação pra reativar o blog veio da crítica que a animação faz à ausência de criatividade nas pessoas, nas suas rotinas, nas suas vidas. Soou como um desafio pra mim! Volte a escrever!
ALIKE leva-nos a pensar na capacidade de inovar que perdemos, pouco a pouco, todos os dias, sem sequer notarmos. Desde pequenas as crianças já se acostumam a assistir vídeos "padrão". Que o diga a onipresente Galinha Pintadinha. Entramos na escola e o que vemos hoje em dia? Uma rotina que priva a criatividade em detrimento do "treino" para o ENEM. Isso, desde muito cedo, essa maldita avaliação direciona como vamos estudar, como vamos aprender. E mais, o que é preciso aprender, a saber: aquilo que "cai no ENEM.
E você entra no curso superior e o que acontece? Professores quadradinhos, que querem A resposta correta, seguindo O caminho correto. Diga-se de passagem, é o caminho que ele escolheu.Fugiu disso, avaliação ruim. Não podemos errar. Não podemos gastar o tempo com possibilidades, Temos que investir em certezas. Mas... e quando não se pode ter certeza? Ou não se quer.
O senso empreendedor fica para aqueles que montam novos negócios. Se você trabalha em uma empresa privada ou pública, desista! Inovar e empreender não fazem parte do jargão da grande maioria dos gestores.
E assim, como mostra ALIKE, a vida vai passando. E sabe o que é pior? Ela não volta. Por isso, desafie suas idéias! Abra seu repertório mental. Preencha esse repertório com elementos fora da sua rotina. Ouça música clássica! Leia autores que você não costuma ler! Escreva com a mão esquerda se você é destro - já há vários estudos que comprovam os benefícios desse tipo de desafio.
E por fim, outro ponto dramático - mais ainda para quem é recém-pai, como eu - que o curta aborda é a paternidade. Mais especificamente, a ligação que um filho tem como seus pais. A certeza que ele carrega de que seu pai sempre será sua fortaleza, aquele que o apoio em todas as decisões. E a decepção que é gerada quando esse sentimento não é correspondido. Minha filhinha tem quase 3 meses, agora. E não quero me arrepender de não ter tentado fazer o melhor. Posso até não conseguir. Mas terei tentado. Essa é a essência da paternidade. Se preciso for, aprendo até violino, porque ALIKE mostra que a tentativa, quando sincera, pode até gerar o erro, mas também traz a capacidade inventiva a reboque.
