domingo, 1 de janeiro de 2023

Lá vem o título de novo... DEMAIS DO MESMO

 Iniciamos mais um ano e algumas coisas se repetem. As promessas de regime, de maior foco nos estudos/trabalho, mais tempo para si mesmo. E tudo o que já estamos acostumados a prometer e escutar os outros prometendo. Mas, neste ano, com a posse de um novo (mais uma vez) presidente, uma coisa, em especial, que me incomoda bastante, surge novamente: Ministros nada técnicos. Ministros políticos. Se não, vejamos...

Nosso novo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, bacharel em direito, mestre em economia e doutor em filosofia. Tudo bem, uma passagem pela economia. Mas só atuou em instituições ou cargos que tangenciam a economia até 2004, quando participou da equipe do Ministério do Planejamento. Depois, só candidaturas. Fracassadas, diga-se de passagem.

Temos um novo Ministério, Igualdade Racial. Entregue, literalmente, a Anielle Franco. Se não recorda, irmã de Marielle Franco. Ex-vereadora, assassinada por conta de sua ativa vida em defesa dos direitos humanos. Mas, movimentos e participações em organizações e/ou cargos diretamente ligados à luta racial, não se encontra em sua biografia. Muito mais simbolismo do que merito!

Pasta cada vez mais importante e numa crescente exponencial, Ciência e Tecnologia, estará nas mãos de Luciana Santos. Não conhece, não é!? Formada em engenharia elétrica. Opa! Agora vai. Mas só exerceu cargo ligado ao assunto como integrante da comissão de Ciência e tecnologia e secretária estadual da mesma pasta em Pernambuco até 2010.

O que dizer de um vice-presidente que recebe uma pasta de ministro? E quando o presidente estiver afastado de sua função. Alckmin assume! E deixa o ministério. Muito sensato! Realmente, não há ninguém no Brasil que possa assumir o Ministério de Indústria e Comércio. Um pequeno detalhe: Alckmin é médico.

Quando eu curtia micaretas, gostava demais de Margareth Menezes. Mas não tanto para, atualmente, aceitar que seja um bom nome para a pasta de Cultura. Qual a função gerencial que ela exerceu até hoje, na esfera da cultura? Ah, ela é fundadora de duas ONG's. Mas há de se convir que é muito diferente de gerenciar um Ministério, de alcance nacional, com recursos infinitamente maiores. 

Minas e Energia e Alexandre Silveira. O que há em comum? Só o fato dele ter nascido em Minas Gerais. Minas no cargo. Minas no nascimento. Cômico, não fosse trágico! Ele é técnico em contabilidade, advogado e foi delegado de polícia. Já foi secretário de saúde de MG. E coordenou o DNIT. É, talvez, infraestrutura de transporte tenha uma relação interessante com Minas e Energia. Façam um esforço para encontrar!

Um País que tem como uma de suas grandes fontes de renda o turismo deve ter um(a) grande Ministro(a). Óbvio! Eis que apresento... Daniela do Waguinho. É.. a famosa! Waguinho é o esposo, prefeito de Belford Roxo (RJ). Deve ter formação na área. Não. É pedagoga. Deve ter experiência na área. Não. Foi Secretária de Assistência Social e Cidadania de Belford Roxo (A cidade do marido, lembra!?). Mas foi a Deputada Federal mais votada no RJ. Talvez isso ajude. Não sei como.

E tantas outras aberrações nos nomes que irão comandar as pastas que gerenciam assuntos tão complexos e delicados. Isso é novidade? Não. E antes que alguém já venha me colocar na prateleira dos bolsonaristas, adianto-me e digo que meu voto foi NULO. 

Só acredito que as escolhas deveriam ser estritamente técnicas. Isso ajudaria demais o Brasil a crescer e, antes disso, organizar-se. Se não há experiência em gestão no assunto do Ministério que se coordena, não há como trazer lições aprendidas. E vamos, mais uma vez, viver a interferência da política de favores no gerenciamento de um País.

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