Havia pensado em comentar algo mais ameno, suave, como a
proximidade do início dos jogos paraolímpicos ou talvez a amizade e os
verdadeiros amigos, mas ouvindo o que nossa Presidente falou a respeito dos
funcionários públicos, ele não me deixou outra alternativa a não coloca-la como
pauta de hoje.
Ela afirmou, nessa semana, que os principais responsáveis
pelo impasse nas negociações são os funcionários federais. Para ela temos “sangue-azul”,
ou seja, detentores de nobres títulos e posses imensuráveis. Para agravar, um
funcionário de sua equipe econômica reforça o julgamento: "Esses
sangues azuis têm que entender que os tempos de reajustes expressivos acabaram.
Vivemos em outra realidade. Não dá para comprometer o Orçamento da
União com ganhos absurdos para uma pequena classe privilegiada e deixar a
maioria à margem"
Primeiramente, quem mais
se aproxima do status de nobreza, de onde surgem os “sangues-azul”, é a própria
Presidente, que recebeu da população o direito de governar o país, sem fazer
concurso, prova, seleção pautada em requisitos técnicos ou qualquer outro
processo de verificação de mérito. Apenas herdou e entrou no vácuo deixado por
Lula. Tal qual os títulos de nobreza da realeza “sangue-azulina”, adquiridos
por herança familiar. É até difícil aceitar que tal rotulagem vem de uma
partidária do PT, partido caraterizado por lutas sindicais, mobilizações
históricas, conquistas expressivas a custo de confrontos com policiais, defesa
incondicional do direito dos trabalhadores... mas... hoje em dia, isso não é
mais tão difícil de imaginar. Convenhamos! Qual a identidade que o PT tem hoje?
Parece o Novo Gol, que tem cara de tudo, menos de Gol. Isso daria um outro
post, um documentário, quiçá um livro.
Passando para a bisonha declaração
do senhor funcionário da equipe econômica da Presidente de “sangue-azul”
(repasso o título a quem lhe é de direito), algumas coisas devem ser apontadas.
Ah, só para registrar, se ele é funcionário da equipe, então, é um Funcionário Público
também. Olha que interessante!
Pode até ser verdade que o
tempo de reajustes expressivos acabou, mas o de farra do orçamento público
ainda não. E nessa festa o Governo tem sido um ótimo anfitrião, distribuindo
presentes a todos os mais abastados ou aliados, como queiram.
Falta verba para a Educação
Pública Superior, mas surge dos confins do covil guaranil R$ 17 Bi... isso
mesmo.. bilhões, para “perdoar” a dívida de Faculdades Particulares. Será que
podemos encontrar alguém de sangue-azul na direção dessas faculdades?
Falta verba para outras categorias de FPF, mas sobre
subsídio para as grandes montadoras de automóveis, com a redução do IPI. Sofre
de um mal conhecido por cegueira quem não quer ver que isso nada mais é do que
um auxílio à desova de carros dos pátios das montadoras. O papo de geração de
empregos, para conversa de bêbado: “alguém falou, mas não lembro quem e nem sei
se aconteceu mesmo”. Continuamos com uma
taxa de desemprego muito alta e com poucas oportunidades de emprego.
O mesmo acontece para tratores.
Realmente, o investimento em educação, assim como em saúde,
é muito baixo, cerca de 3% do PIB para cada pasta. Mas será que 46,9%
reservados para pagamento de dívida interna, não é muito? Será que é? Não sei,
tenho minhas dúvidas!!!
enfim, teria mais alguns argumentos a colocar, mas sei que
já estão cansados de ler. Assim como eu estou cansado de escutar abobrinhas de
todos os que se dizem representar o Governo.
É um tratamento de bobo. O governo se omite em suas responsabilidades, alegando
falta de recurso, tenta catequizar seus súditos de que isso é verdade, manipula
a Imprensa e ainda transfere a responsabilidade para o Funcionalismo Público.
Aguardemos os próximos apelidos carinhosos que nos serão
dados pela excelentíssima Presidente Dilma “memória curta” Rousseff. E, como
bom serviçal da nobreza, refrescarei a memória da Presdiente sobre suas
palavras, ainda na campanha para a presidência, sobre a prioridade da educação
dentro do seu Governo
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