quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O "LUGAR COMUM" DE SUA VIDA

Tenho pensado muito e muitas vezes, nos últimos meses, na seguinte frase: "a vida é uma só". E acrescento: "passa muito rápido". Sei que ouvimos essa frase inúmeras vezes durante a dita VIDA. Mas tenho refletido bastante em seu significado, seu sentido, na moral da frase. O que ela representa é algo tão profundo que acaba se tornando comum ou, como os professores de redação falam, lugar comum. Todo mundo fala e, por isso, torna-se banal, uma frase a mais.
Acho que essa frase se assemelha à de Renato Russo: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã".
Talvez estivesse pensando muito naquela frase por estar "comovido", envolvido pelo espírito final do ano, Natal e Ano Novo. Mas não! Tenho pensado pois vejo pessoas fazendo e pensando coisas como se pudessem deixar o tempo passar e errar tanto, pois teriam uma segunda oportunidade, uma outra vida.
Não ser lembrado no aniversário porque você não tem facebook e isso ser normal para aqueles que esqueceram é algo que, para mim, expõe a deterioração nas relações carnais, presenciais que as relações virtuais têm imputado a nós, seres humanos, de carne e osso que, agora, são mais conhecidos por seres de perfil e fotos (do instagram, é claro!). Sim, eu não tenho facebook! E vivo mesmo assim. Não estou dizendo que nunca farei. Mas garanto que ele nunca ditará minha rotina diária, nem será o motivo principal das fotos que tiro. Como trago a nostalgia como companheira inseparável, tenho, inevitalvemente, que lembrar-me do tempo em que íamos na casa do aniversariante, como presentes ou sem eles (isso era o de menos!), apenas para desejar-lhe Parabéns. Quando não havia condições de ir in loco, o mais cibernético que fazíamos era ligar, de um telefone fixo, hein!? Sinto, sinceramente, saudades disso! A título de curiosidade e estatística, afora os amigos que foram na minha casa, no meu aniversário, aqueles que eu chamei, sabe quantos me ligaram? 50? 20? 10? ledo engano... 2 pessoas!!! A vida é uma só e os amigos podem ir embora a qualquer momento, pois a vida deles também é uma só.
Pergunto... por que irmos em eventos ou fazermos coisas apenas se elas forem grandiosas? Por que não saímos para tomar um café e papear? Tudo bem, sou "cafeinado", vulgo viciado em café, mas hall de coisas simples a serem feitas é homérico. Visitar os lugares bonitos de sua cidade, mesmo que sejam simples, pequenos e esquecidos pela maioria da população (por estar ocupada muito tempo com redes socio-virtuais), jogar um joguinho de tabuleiro ou mesmo de cartas, dominó e tantos outros que foram se perdendo no tempo. Assistir um bom filme, comendo pipoca e guaraná (alguém lembra da propaganda "pipoca e guaraná que programa legal..."?), em especial, uma boa comédia, dar boas risadas. Como faz bem! A vida é uma só e você pode, por qualquer motivo, não conseguir mais fazer essas, ditas, pequenas coisas.
Deixar de fazer uma viagem por não ter dinheiro é uma coisa. Deixar de fazer uma viagem por ter dinheiro "empatado" em um financiamento de apartamento que você não planeja morar, é outra. E para mim, é desperdiçar tempo precioso (outro lugar comum) de sua única vida. Trabalhamos e recebemos algo em troca de nossa força de trabalho para podermos usufruir do que recebemos, mesmo que não seja dinheiro. Se prefiro guardar dinheiro por dois, três, dez anos, para poder comprar uma casa ou um carro melhor, e deixo de viajar, de criar boas lembranças em minha mente, estou, em meu modo de ver, deixando a vida passar para construir minhas boas memórias só na velhice ou quanto estivermos mais velhos. E, talvez, nem possamos aproveitar daquilo que economizamos. Se é que chegaremos lá, sendo trágico, mas realístico, pois... a vida é uma só e não somos não que estabelecemos a idade de partir. Algumas vezes, uma pessoa decide quando deve ser nossa partida.. e não é Deus!
Tenho convivido, nos últimos 5 dias com pessoas que podem ou não fazer parte da minha vida pelo resto dela. A família da minha namorada. Claro que quero estar e ficar com ela, mas todos hão de convir que nós podemos nos separar. Exemplos de separações inimagináveis todos têm aos montes. Mas se eu viver pensando nisso, não aproveito meus momentos, não aproveito minha namorado, não aproveito essas horas com a família dela, não aproveito a cidade e os amigos dela. E vou esperar ter certeza de que ela é a mulher que terminará a vida comigo quando? Quando minha vida tiver passado quase por completo? Se não der certo, não tenho que achar culpados e pensar que perdi tempo da minha vida. Tenho que fazer minha parte para que dê certo. Continuar aumento meu sentimento por ela, passando por brigas e dificuldades e superando cada uma delas. Fazendo isso, estarei vivendo minha vida, que é a único que tenho e que passa muito rápido.
Talvez todo esse texto não sirva de nada nem mude sua vida. Mas ela continuará sendo uma só. Disso tenho certeza! Então, você aproveita sua vida como achar melhor. A minha, viverei a cada momento, sem pensar muito no futuro. Claro, planejamento mínimo é necessário. Mas o planejamento também passa pelo momento atual. Não se planeja nada, sem saber o que se tem atualmente.
A vida é uma só, passa muito rápido, CARPE OMNIUM (Viva o momento!) e, transforme o lugar comum "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã" em lugar incomum, no qual se reflete toda vez que se pensa.

6 comentários:

  1. Pow nareba. Sempre leio seus posts. Seu blog ta na minha barra de favoritos. E a cada post voce vai ficando melhor nisso. Parabens ae. Abração

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  2. Muito bom venta, texto excelente meeeesmo. Tow lendo seus blogs agora, antes tarde do q nunca rsrsrs afinal a vida é uma só mas ainda há tempo! ;)
    só queria deixar um recadinho, tipo, sabemos q vc cafeinado, mas adoraria (eu no caso) de receber uma ligação, ou msg sua para ir tomar um café, passear na praia, coisas simples. Adorei qd vc falou da noltágia... realmente aquela época era muito boa! mas nada impede da gente ligar pra casa um do outro né, afinal ainda temos nossos telefones fixos! kkkkk a vida é uma só, bem dito por vc, tomamos assim a iniciativa para nao perdemos mais tempo!

    O nego.

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  3. Sábias palavras Fábio! Grande abraço, Cláudia.

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  4. Bela mensagem!

    Me faz refletir... ...
    é verdade tudo isso ai e muito mais! Passaria horas e horas falando sobre este assunto!

    Nossa! rsrsrrsrs!

    Valeu Fábio!
    beijão!

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  5. É disso que sinto falta meu amigo, os cafés! Cada um mais simples que o outro, porém mais cheiroso, mais saboroso, em um lugar comum e outro incomum... Jogar "buraco", ou a brincadeira do "albatroz, arara"... São exatamente as coisas e situações mais puras que nos fazem sentir as alegrias da vida, mas como dissestes, essa, passa rápido, sem que percebamos o que é verdadeiramente bom. Eu jamais irei esquecer todos esses momentos que a vida me proporcionou, sabendo que fiz tudo pra valorizar as pessoas que estavam comigo nesses momentos especiais e eternos.
    Com carinho e saudades da amiga, Monia

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  6. Como disse o Neguim: "Antes tarde do que nunca".
    E aqui estou eu, mil séculos depois, lendo seus textos. Lembro dos seus emails quando você estava em São Carlos e me dei conta de que nos falávamos mais, mesmo que virtualmente.
    Ao final do texto, refletindo sobre suas palavras, chego a conclusão de que tudo é relativo. A comunicação virtual parece afastar mais os "mais próximos" e unir mais os "mais distantes". Parece contraditório...mas é isso que acontece!
    O carnaval acabou de passar...eu tive a oportunidade de compartilhá-lo com parte dos meus grandes amigos e amei os dias que se passaram. Mas, ao mesmo tempo, me dei conta de quanto tempo fazia que não conversava com eles, sobre tudo...sobre nada. O melhor dia para mim: O dia que ficamos em ksa, sentados no tapete, tomando cerveja e jogando conversa fora.
    Alguns podem chamar isso de velhice, eu chamo MATURIDADE. E a cada dia que passa, aprecio mais as coisas simples da vida: os amigos, a família, meu lar, minhas cidades (JPA e REC)...
    Obrigada pela leitura...obrigada pela reflexão.
    Um beijo bem grande e um abraço apertado.
    (Nara J. Vieira)

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