quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O QUE SE LEVA DE UMA VIAGEM...

As lembranças que temos e construímos na vida são tesouros que jamais serão confiscados, roubados ou expropriados. No máximo, esquecidos! Durante 8 dias pude enriquecer muito em minha vida.. em cultura, em convivência, em sentimentos, em lembranças naturais.
Estive no Chile, com minha namorada. Um sonho bem antigo que tinha. E agora, realizei, com muito mais do que eu esperava, pois estava com a pessoa que tem me feito muito feliz nos últimos 15 meses.

Comi boa comida, bons vinhos e alguns lugares um pouco mais requintados. Até porque muita coisa no Chile é meio “chic” mesmo.
Mas isso não foi o mais importante. Perceber que a natureza se apresenta de formas tão diferentes das que vejo constantemente aqui no Brasil foi uma das coisas que mais marcaram. Sentir o gelo dos Andes, a paisagem que muda tão rapidamente, outros animais, outra vegetação. Isso me marcou muito. Ver a grandiosidade da natureza perto da pequenez do ser humano, principalmente, na imponência do paredão branco das montanhas de Valle Nevado frente às pessoas que lá esquiam. São, realmente, pontinhos muito pequenos ante os 3200 metros de altitude.
E os animais! Todos com muito pelo. Artifício da própria natureza para garantir a sobrevivência das espécies. Até os cachorros são muito peludos. Por falar nisso, é impressionante a quantidade de cachorros que existe em Santiago. E todos são gordos e, até certo ponto, bem cuidados. As pessoas os dão comida, vestem roupinhas neles. Vi, no meio da rua, husky, hottweiler, pastor alemão e por aí vai...

Outro ponto interessante e que sempre é algo a ser lembrado em qualquer viagem é o contato com pessoas tão diferentes. Conversei com Brasileiros que moram em Israel e sempre passam por Santiago, com muitos chilenos de classes diferentes, como taxistas, garçons, donos de restaurante, policiais (carabineros), vendedores etc. Também tive contato com pedintes – lá também existe miséria – motoristas, crianças chilenas, enfim, uma diversidade de pessoas e culturas que enriquece muito mais a vida do que o dinheiro – la plata, para os chilenos – que é volátil e se acaba com rapidez. Diferente das memórias e experiências vividas.
O desafio de estar longe de casa, em outro país e outra língua sempre causa um certo receio. E se engana quem pensa que falar espanhol é fácil. Acho que os desafios, quando vivenciados e digamos “vencidos” deixam marcas muito boas no rastro de nossas vidas.
Há coisas quem vão ficar na memória por meio de fotografias; há outras que ficarão apenas no HD cerebral. Há sensações que jamais poderão ser explicadas, pois foram vivenciadas e são intransferíveis; há outras a serem esquecidas. Para tudo isso é que servem as viagens. Levarei, do Chile, muita coisa boa. Muito mais das pessoas e da natureza do que daquilo que o dinheiro me ajudou a comprar.



Um comentário:

  1. É mesmo muito bom viajar, enriquecer nossa cultura, nossa memória, aproveitar cada minuto.
    Hoje já está mais acessível conhecer outras cidades e outros países, mas deveria ser muito mais.
    Parabéns pelo dom que Deus te deu, pois do jeito que você escreveu, pareceu que eu conhecia o Chile.

    ResponderExcluir