segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ICEBERG PARAIBANO

Sabe aquela figura emblemática do iceberg? Aquele que muitos palestrantes de auto-ajuda ou de gestão empresarial gostam de utilizar?


Ela ilustra que o que percebemos e vemos como problema é apenas a ponta do iceberg. Sempre existe muuuuito mais por "baixo" da superfície.

Acho que fizeram essa analogia pensando na política da Paraíba. Explico: semana passada, teríamos a terceira inauguração do Rodoshop, em Caldas Brandão (Cajá), entre João Pessoa e Campina Grande. É.. terceira! Sabe por que não foi inaugurado? Um caminhão com cana-de-açucar tombou. O piso cedeu... ou seja, a ponta do iceberg!
E o submerso? Aí é que entra a política maldita e suja que temos aqui. A obra começou em 2008, no mandato do então governador Cassio Cunha Lima, de onde veio a primeira inauguração. Depois disso, não funcionou. Depois, José Maranhão, sucessor de Cassio, também inaugurou. Mas, novidade, nada de abrir loja. E agora, como que em uma brincadeira de (muito) mal gosto, acontece essa bizarrice. Três mandatários e suas equipes, 5 anos, para fazer um Rodoshop simplório, sem luxo. E ainda fazer bem mal feito. Ele iria ser inaugurado, sem luz em alguns boxes, sem água tratada. Sem falar na falta de planejamento sobre sua localização. Se for inaugurado, está fadado a continuar no esquecimento. A cidade do Cajá continua sendo o centro das atenções e alimentações daquela região.
É muita incompetência, muito descaso com a coisa pública, muita falta de respeito com o povo. Causa revolta, traisteza, descrença, enfim, causa uma série de sensações que ficam imersas. E, assim como o iceberg, a única que emerge é a certeza de que isso nunca mudará.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

CINQUENTA VEZES PERIGOSA

Já falei, em outra postagem, sobre o caos que se instalou no trânsito em todos os lugares. Em nossa cidade e estado, a coisa parece mais assombrosa. Além de todo o desrespeito e imprudência que já fazem parte do cotidiano de nossas ruas, há uma questão premente de solução: a regulamentação das motos de 50cc, ou cinquentinhas. Um nome tão carinhoso para uma verdadeira febre.
Não é difícil encontrar motoqueiros cortando os carros em rodovias como a BR a mais de 80, 100 Km/h. Pensem na estrutura que "aquilo" tem e na possibilidade de sobrevivência de uma pessoas, em uma queda a essa velocidade. Em motos maiores já é preocupante, quiçá em uma cinquentinha. Some-se a isso, a não utilização de capacete, ausência de placa, transporte de 3 e até 4 pessoas. Nesses dias, próxima à minha casa, vi um casal, em uma dessas motos, sem capacete e carregando, ou melhor, espremendo uma criança - não tinha mais que 2 anos - entre eles. Levaram o menino e deixaram juízo em casa. Se é que o têm!
E tem algo pior, origem de uma cadeia de problemas. A grande maioria dos "pilotos" é de adolescentes, jovens e, algumas vezes, crianças. Assim, não passam por nenhum curso sobre normas e código de transito. Não conhecem a legislação. Não sabem quem tem preferência em cada situação. Não estão, essa é a verdade, preparados para conduzir, seja lá o que for, em um ambiente real, com situações inesperadas, com infrações as mais diversas.
Continuaremos convivendo com esses despreparados motoqueiros, aceitando que tudo isso é normal? Acho muito pobre o discurso de que "Todos têm direito a possuir essa comodidade. Dar aos mais pobres a possibilidade de ter mais autonomia é um bem ao coletivo, à sociedade". Quem bem é esse, que congestiona nosso trânsito, já caótico, de cinquentinhas pilotadas por quinzezinhos ou desesseizinhos?
Mais um agravante para o caos rodoviário brasileiro...