sexta-feira, 22 de novembro de 2013

CINQUENTA VEZES PERIGOSA

Já falei, em outra postagem, sobre o caos que se instalou no trânsito em todos os lugares. Em nossa cidade e estado, a coisa parece mais assombrosa. Além de todo o desrespeito e imprudência que já fazem parte do cotidiano de nossas ruas, há uma questão premente de solução: a regulamentação das motos de 50cc, ou cinquentinhas. Um nome tão carinhoso para uma verdadeira febre.
Não é difícil encontrar motoqueiros cortando os carros em rodovias como a BR a mais de 80, 100 Km/h. Pensem na estrutura que "aquilo" tem e na possibilidade de sobrevivência de uma pessoas, em uma queda a essa velocidade. Em motos maiores já é preocupante, quiçá em uma cinquentinha. Some-se a isso, a não utilização de capacete, ausência de placa, transporte de 3 e até 4 pessoas. Nesses dias, próxima à minha casa, vi um casal, em uma dessas motos, sem capacete e carregando, ou melhor, espremendo uma criança - não tinha mais que 2 anos - entre eles. Levaram o menino e deixaram juízo em casa. Se é que o têm!
E tem algo pior, origem de uma cadeia de problemas. A grande maioria dos "pilotos" é de adolescentes, jovens e, algumas vezes, crianças. Assim, não passam por nenhum curso sobre normas e código de transito. Não conhecem a legislação. Não sabem quem tem preferência em cada situação. Não estão, essa é a verdade, preparados para conduzir, seja lá o que for, em um ambiente real, com situações inesperadas, com infrações as mais diversas.
Continuaremos convivendo com esses despreparados motoqueiros, aceitando que tudo isso é normal? Acho muito pobre o discurso de que "Todos têm direito a possuir essa comodidade. Dar aos mais pobres a possibilidade de ter mais autonomia é um bem ao coletivo, à sociedade". Quem bem é esse, que congestiona nosso trânsito, já caótico, de cinquentinhas pilotadas por quinzezinhos ou desesseizinhos?
Mais um agravante para o caos rodoviário brasileiro...

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