O MAL ESTÁ VENCENDO
Aquele final feliz, típico de filmes americanos, no qual tudo dá errado para o mocinho, durante o filme, mas no final... o bem vence o mal, parece ser apenas ficção na Paraíba. Esse é um dos pontos que tenho a criticar o atual governo. Dentro várias ações positivas e, por que não dizer, bastante corajosas, enfrentar o crime organizado e, até mesmo o desorganizado, não tem sido prioridade para a equipe do Mago.
Equipar a polícia com novas viaturas é louvável e necessário, mas é preciso, literalmente, usar a cabeça, INTELIGÊNCIA. Se até os bandidos, hoje em dia, utilizam tecnologia, por que não a Polícia utilizar? Temos vários exemplos positivos quando ela é utilizada. Que o digam todas as ações que a Polícia Federal tem deflagrado. Pouquíssimos tiros e muitas apreensões, de pessoas, de material, de dinheiro, de drogas...
Assaltar agências já virou uma indústria. Têm-se fornecedores de matéria-prima, atravessadores, receptores exigentes (clientes finais) e até benchmarking - aqueles que observam os concorrentes para se aproveitar de suas qualidades. Não entra na minha cabeça que uma cidadezinha do interior tenha um policial como seu EFETIVO. O cara vai trabalhar 24 horas sem dormir? É máquina? E um só policial para proteger uma cidade, é suficiente? Precisa ser especialista em segurança pública para dar seu parecer? Ou terei de mostrar números? Serve esse: 120 agências atacadas na PB até agora, neste ano?
E a quantidade de estabelecimentos assaltados nas proximidades de delegacias e postos de polícia? Isso é uma afronta à autoridade primária e declarada que deveria ter a Polícia. São farmácias, mais agências bancárias, comércios e restaurantes.
já somos, pasmem, o estado com a terceira maior taxa de homicídios do país. Pra quem era o 16º, a coisa piorou um pouquinho, hein!?
Não sei como vocês encaram esse cenário. Mas eu vejo como extremamente preocupante. Dentro em pouco - e já há rumores sobre isso - seremos paraíso de bandidos. Muitos vindos das cidades e estados que tem investido seriamente em segurança pública e combate pesado ao crime organizado, como o Rio de janeiro. Dos grandes crimes que aterrorizam aos pequenos furtos, tudo tem contribuído para que estejamos mais temerosos de viajar ao interior, de caminhar na praia, de fazer uma festinha em casa e deixar o portão aberto. O nível de atenção está redobrado. A tensão prevalece ao prazer de um passeio. Estamos, enfim, cada vez mais presos em nossas próprias casas.
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