sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

UM NOVO ANO. SERÁ?

Mais um ano que começa... e começa tudo de novo. Gostaria muito de vir aqui, escrever palavras de motivação, de falar de um futuro próximo melhor para todos, enfim, de seguir o tsunami de hipocrisias que surge nessa época.
Mas é, realmente, pra mim, bastante difícil criar cenários positivos, diante de tantos sinais de mesmice. É como jogar tintas claras sobre uma mancha de tinta negra. O ano nem tinha acabado e continuávamos a ver a imensa discrepância que existe em nossa cidade - algo parecido com a grande maioria do restante do país. Enquanto muitos comemoravam o Réveillon, com comidas carísimas, bebidas importadas, roupas luxuosas que, muitas vezes, só são usadas naquela noite, depois vão para o lixo, outros tantos mendigavam comida, qualquer que fosse, pois a fome não escolhe o que a sacia. Outros tantos estavam longe de suas famílias, trabalhando. Isso sempre me chamou muito a atenção. O mesmo acontece no Natal. O filme se repete todo ano, como Loucademia de Polícia na Sessão da Tarde.
E, opa, viramos o ano. Novas esperanças! Bom, se ela é a última que morre, acho que a minha está bem doente há um certo tempo. Não vejo muito perspectiva de que as coisas mudem. Em várias esferas. A educação da população continua quase inexistente. Ainda ontem, vi, enquanto comprava pão, duas pessoas, em carros diferentes, abrirem o vidro do carro e... como há muito se vê... jogarem papel no chão. Como ver esperança de mudança de mentalidade, se todo mundo sabe que é tão simples juntar seu lixo e esperar chegar em casa para colocá-lo em um local adequado?
O trânsito continua o mesmo. Acho que até piorando, pra falar a verdade. Qual a perspectiva de melhorias nos congestionamentos. Vejam a velocidade das ações dos governantes para implementar políticas de incentivo e facilitação de transportes menos poluentes, mais saudáveis, como as bicicletas, por exemplo. Pessoas cada vez mais estressadas, sem senso de coletividade. Para-se onde quiser, simplesmente para atender o celular, sem se preocupar com o restante das pessoas. Estaciona-se onde não é permitido. "Mas é só dois minutinhos". O problema não é tempo; é respeito à coletividade. Se todos respeitássemos as normas, garanto que muita coisa seria melhor no trânsito. Há quanto tempo isso acontace em nossas ruas e avenidas?
2014, meus amigos, se eu falar em POLÍTICA, não cabe a frase "lá vêm eles de novo!"? Por que pensamos assim? Porque estamos fatidicamente acostumados a ver e ouvir promessas que jamais se concretizam. As costureiras estão à todo o vapor confeccionando as peles de cordeiro que os lobos vestirão nesse ano. Governantes esquecem as obrigações e funções para as quais foram eleitos e passam, na maior cara dura, a fazer "campanha". Isso é um absurdo! Mas todo período de eleições isso acontece. Ou estou vendo demais e entendendo de menos? Novamente virão as doações simplórias, 10 mil reais, 200 mil reais em troca de influências, garantias e favorecimentos futuros. A sujeira vai voltar. Aliás, na "entreleição" pode até feder menos, mas a sujeira continua a existir. Não consigo - até me esforço, juro - ver 6, 7 ou 8 políticos que queiram mudar essa sina de roubos, de negligência com saúde, educação, segurança pública, esse não fazer nada e ganhar muito, essa desumanidade que é feita com nós, povo brasileiro. Sinceramente, qual o cenário futuro animador que temos? Algo mudará se Dilma continuar, se Aércio ganhar ou Eduardo Campos? E aqui na PB, ficando Ricardo, voltando Cassio, surgindo Nadia Palitot, alguém espera um bom político, isento de peculato, de prevaricação e todas essas práticas nojentas que vemos há muito tempo?
Sinceramente, depois desse texto (desabafo) acho que minhas esperanças pioraram, foram pra UTI e, dificilmente, ganharão forças novamente. 

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