sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

E VAMOS MUDANDO

A evolução etária é visível e muitas vezes sofrível. Não lidamos muito bem com o envelhecimento, mas é inevitável. No entanto, mudamos diversas coisas ao longo de nossas vidas que são opções nossas. Crescemos em compreensão da realidade, passamos a perceber "pormenores" e "entrelinhas" nos discursos das pessoas, encaramos nossas ações como partes de um todo. Enfim, a evolução natural que qualquer pessoa sofre, direciona, também, nossa forma de pensar.
Duas coisas mudaram radicalmente em minha ideologia. Costumeiramente, deparamo-nos com pessoas em sinais de trânsito entregando panfletos. na época de eleição então... hun! Por muito tempo achei que deveria pegar todos os panfletos que me ofertassem. Não sabia do que se tratava. Não conhecia a pessoa que entregava. Muitas vezes, sabia que iria simplesmente amassar e jogar no lixo. Mas, pegava. Até então, pensava que aquelas pessoas estavam "trabalhando" e, quanto mais pessoas pegassem os panfletos, mais cedo sairiam dali e receberiam seu "salário". Mesmo tendo plena certeza de que era pouco o que receberiam, pensava comigo "Pelo menos estão recebendo algo". Só que, como comentei no início, nossa percepção muda ao longo do tempo. E a minha mudou! Duas coisas contribuiram para isso. Primeiro, observar que várias, diversas pessoas que pegavam os tais panfletos, olhavam, amassavam e... vum... jogavam pela janela. Não preciso fazer nenhuma defesa explícita do meio ambiente nem entrar em discursos formados de sustentabilidade (que é muito, mas muito mais do que limpeza de ruas e avenidas!) para que todos entendam que essa é uma atitude "porca" e de completa falta de educação. Por outro lado, mas ainda no mesmo entorno, literalmente, aqueles que entregam os malditos panfletos (já começo a me revoltar com eles!) não possuem emprego, nem sequer trabalho. Afinal, como diz Charlie Chaplin "Quem faz o que gosta jamais trabalhará na vida". A opção que essas pessoas têm não pode ser considerada como a saída. Ela é a entrada  ou o aprofundamento de uma situação de risco social, de manutenção da pobreza. Receber 50, 60 ou 70 reais, que seja, para passar uma manhã entregando papéis, submetendo-se às condições insalubres (alta temperatura, chuva, fuligem dos veículos) além de risco de atropelamentos e aquelas cantadas baratas jamais pode ser considerado trabalho, muito menos, emprego. Assim... mudei! Hoje em dia, não pego mais os panfletos com o objetivo de que os publicitários, "marketeiros" e empresários entendam que esse tipo de propaganda não é bom nem para eles, nem para a limpeza de nossa cidade. Com a penetração que os canais de internet têm, eles deveriam ser mais utilizados.
A segunda coisa, é a minha relação com prestadores de serviço. Desde que me mudei, há um ano para minha casa. Trouxe, além dos móveis e da imensa alegria e desafio, uma preocupação que não imaginei fosse me afetar tanto. SERVIÇO EM JOÃO PESSOA É UMA M... uma mediocridade!!! De minha formação, muito voltada às relações harmoniosas entre todos, sempre procurei tratar aqueles que prestam serviços para mim como se fossem amigos, conversando muito, recebendo e tratando bem. Mas, meus amigos, tenho "tomado na cara" várias vezes com esses prestadores de serviço. Calote, aborrecimento, falta de compromisso com horários, fora os preços exorbitantes e a baixa qualidade dos serviços. Se tem uma coisa, hoje em dia, que me chateia, em minha casa, é pensar que terei de procurar alguém para fazer um serviço. E, por melhor que você os trate, a recíproca quase nunca é verdadeira. No último episódio, a colocação de uma grade na minha varanda, tive problemas com o serralheiro, que fez a grade igual ao nariz dele (como dizem os mineiros), além de dizer que minha casa era torta, não pintar a grade como deveria e ainda "vir com bocão", alegando que o problema da grade não ter dado certo, não era problema dele? e é de quem? da Casa? Pronto, agora, até casa vai ser acionada na justiça! Tive problema com o pedreiro, que quis cobrar mais do que havia acertado. Enfim, uma BOM-BA. Então... mudei! A partir de agora, serviço aqui em casa só com contrato, no qual tudo fique especificado, inclusive multa por atraso na entrega. E mais, o tratamento será formal, nada de muito papo, de muita amizade!
Mudei, não sei se para melhor, mas espero que seja melhor para mim. Não quero mais ter preocupação excessiva com esses serviços

E você, o que tem mudado em sua vida?

Um comentário:

  1. É meu amigo, eu ja passei por isso inúmeras vezes em relação a serviços sem contrato, hoje, procuro somente fazê-Los com contrato e também com pagamento ao final do serviço. Também ja passei por poucas e boas. Uma delas foi ter que solicitar pessoalmente um serviço a Cagepa por 15 vezes (sempre guardando o protocolo) e
    Nao conseguir o serviço que era de obrigação deles, somente depois de ir ao Procon que eles resolveram me atender.
    Quanto aos panfletos, fiz exatamente como vc, primeiro eu recebia todos e ia juntando no carro, depois percebi o mesmo sobre esse tipo de propaganda e não os recebo mais, mesmo sentindo pouco de pena desses coitados no sol quente.
    Os prestadores de serviços me parecem cada vez piores, e tratá-los bem é nossa obrigação, porém não mais com a gentileza que fazíamos como se eles pudessem ser nossos amigos, infelizmente, isso não existe.

    Monia Nesello

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