PIADA DE MAL GOSTO EM NÚMEROS
A força que os dados demonstram sempre é um álibi
irrefutável. Quando se quer exprimir discrepâncias, diferenças absurdas e até
mesmo absurdos, recorre-se aos argumentos quantitativos. O que quero demonstrar
não é novidade para ninguém, infelizmente. Somos afluentes dos rios de dinheiro
que nossos parlamentares tomam banho ou, na linguagem mais agro, dos rios que
eles irrigam suas fortunas.
Vamos às cenas de horror...
A cada legislatura,
um senador pode fazer reformas em seu gabinete ou apartamento – diga-se de
passagem, que pertence a União – no valor de quase R$ 61 mil. Com esse valor
daria para construir 16 casa populares e ainda sobrava um trocado pro
refrigerante. E casa que seriam ocupadas por uma família. Muitos desses
senadores não se mudam para Brasília. Continuam, com sua casa em sua cidade de
origem.
Entre contatos de telefonia móvel (isso mesmo, pagamos para
eles ligarem!), interligações telefônicas dos blocos de apartamentos que os
senhores senadores moram – aqueles mesmos que já têm 61 mil para reforma – e telefonia
fixa dos gabinetes, foram gastos irrisórios 11 milhões e 54 mil reais
E gastar 2 milhões 876 mil reais com suprimentos para
impressora. Só impressoras, hein!? E pensar que uma recarga de cartucho de
tinta preta é feito por R$ 25.
Pergunto: qual empresa privada funcionaria com 85% de seu
orçamento dedicado ao pagamento de funcionários e suas despesas??? Pois essa é
a parcela do nosso senado. Eles ainda fizeram uma verdadeira “Mobilização
midiática” para divulgar que haviam cancelado os 14º e 15º salários. E o
salário que ganham para fazer a mudança para Brasília? Esse ninguém quer
cancelar. Aproveitando o nome do blog, vamos a um “mais do mesmo” (Legião
Urbana) ou “variações do mesmo tema sem sair do tom” (Paralamas do Sucesso)...
com horas-extra gasta-se 7 milhões 677 mil reais. Quantos trabalhadores no
Brasil trabalham além da carga estabelecida em contrato, ou seja, fazem
hora-extra, e não recebem por isso?
E a saúde, senador, vai bem? Se não vai, não tem problema,
cada senador tem direito a ser reembolsado de todas as despesas com tratamento
médico, conforme relatou o Jornal Primeira edição. E são TODOS,
senadores e ex-senadores. Os atuais não possuem limite de gastos. Já os
ex-senadores SÓ podem ser reembolsados até R$ 33 mil. Como vai gastar isso tudo
em um ano? Calma, o senado já achou a solução para isso. Além do “beneficiário”,
seu companheiro (a), filhos, enteados e pais podem “mamar” nessa teta gorda.
Assim fica mais fácil gastar 33 mil. E tem mais... eles podem escolher qualquer
médico. Você aí, leitor, no seu plano de saúde, pode escolher qualquer um ou
ele deve estar, no mínimo, credenciado junto ao plano?
Totalizando a “poiva” – como nós nordestinos chamamos alguém
que come e bebe sem pagar nada, somente com o dinheiro dos outros – o senado
federal custou aos cofres públicos, segundo a Revista VEJA de 26/02, cerca de
3.300.000.000,00 de reais. Se perdeu nos zeros? Então, meu amigo, são 3,3
BILHÕES, solamente! Sabe a Paraíba, o Estado? O orçamento do senado é um terço
do orçamento da Paraíba inteira.
Brincadeirinha de mal gosto, não é? Sabe o que é pior? Não é
brincadeira! Agora sim, pode começar a rir!
Olha a surpresa! Acabei encontrando um engenheiro escritor. =D Parabéns pelo blog. Beijos. Dani
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