quarta-feira, 24 de julho de 2013

O PAPA (não) É POP!

Já começo me eximindo dos comentários e até constatações do montante gasto com a vinda do Papa Francisco ao Brasil. Que foi bem alto, é verdade! Nem me estenderei nas comparações sobre a quantidade de seguranças e agentes de trânsito. Estes, mais de 450. Tudo isso por causa de uma só pessoa.
Mas é o Papa. E por isso, há de se compreender. E sabe qual é o mais interessante? Tenho certeza que, se ele pudesse escolher, preferiria não ter tanta segurança e preocupação assim. Esse é o Papa. Um exemplo, como há muito não víamos na Igreja Católica. Com um nome que nada mais é do que o próprio codinome de Simplicidade. Ser franciscano, ser humilde, pobre de espírito. Quem é católico sabe o que Francisco tem representado: uma nova chama de esperança. Esperança de que sejamos mais iguais - como Deus sempre quis - mais humanos - como o somos, mas às veses, esquecemos - enfim, mais simples.
O Papa tem quebrado uma casca de aversões à Igreja, que por muito existiu, até mesmo entre os católicos. Tem mostrado que podemos e até devemos ser católicos. Voltar a amar o próximo, seja lá quem for, voltar a praticar atos, mesmo sem dominar ceús e Terra. Pois somos filhos de Deus. O Deus que ele representa na Terra. Então, por que não ser sua imagem e semelhança? Ele tem sido! Acho que isso é o que motiva, o que alegra, o que faz, até mesmo essa maga estrutura - de forma geral - que foi criada para sua vinda, ser aceitável. Ora, quando alguma equipe de esporte Brasileira ganha alguma competição, o que acontece? Fechamento de ruas, desfile em carro do Corpo de Bombeiros, badalação, seguranças, o escambau. E nós temos em Terras Tupiniquins, simplesmente, o alicerce, a pedra da Igreja católica, o Pedro. Até entendo que sejamos laicos. Mas também não posso esquecer que a grande maioria dos Brasileiros é católica. E o país é o que mais possui católicos no Mundo. São 123 milhões, o que corresponde a 64,6% de nossa população.
Falando como um desse milhões, sinto-me, realmente, muito feliz com o Papa e com essa recepção tão carinhosa que todos têm dado a ele. É merecedor, pelo simples fato de ser tão simples. Podendo ostentar suítes, banquetes, peças (castiçais, medalhas etc.) pela posição que se encontra na Igreja (que é muito rica), prefere dormir em quarto simples, cama de solteiro, não pede nada de especial nas refeições, não utiliza nada de ouro e outros tantos exemplos de desapego material.
Que tudo continue muito bem, não apenas na vinda ao Brasil, mas em sua vida de Papa. Que ele continue sendo, para nós, exemplo do que Deus sempre nos transmitiu!

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