terça-feira, 27 de agosto de 2013

GRAÇAS A DEUS... TODOS OS DIAS

Um sábado comum, alguns planos como: ir à praia, dar banho nas cachorras, talvez um sambinha com a namorada ou filminho. E, de repente, um telefonema que muda tudo. Não apenas o sábado, mas minha vida.
Meu irmão havia sofrido 4 paradas cardíacas e estava em estado crítico. Muita coisa passa na cabeça. Das melhores às piores. As últimas em maior quantidade. Liga pra pai, mãe. Arruma umas coisas pra levar pra Campina Grande. Muita coisa esquecida e muita esperança levada! No caminho, tudo começa a se acalmar. As notícias são boas. Saída do estado de parada e a providência divina de permitir que ele tivesse esse problema em um local onde havia 5 médicos, três cardiologistas.
Mas queria falar justamente dessa providência divina, do grande responsável pela vida e pelo novo nascimento do meu irmão: DEUS. Durante o sábado mesmo e até agora, quase todos que ligam, que nos encontram, exclamam: "Graças a Deus!". É interessante ver que, muita gente, só lembra da presença de Deus nos momentos difíceis. O ambiente do hospital é cercado de esperança, com alguns momentos de tristeza mas, acima de tudo, de muita fé. E, às vezes, fico pensando, será que todas essas pessoas vivem Deus em suas vidas, quando a situação não está ruim? E mais, será que agradecemos pelas pequenas coisas que Ele fez em nossas vidas todos os dias?
O simples fato de estarmos vivos já deveria ser motivo de agradecimento, todos os dias. Agradecemos?
Não quero criticar ninguém por pensar em Deus nesses momentos de sofrimento. Ele é ajuda, é conforto, Ele salva - acredito demais nisso - mas precisamos pensar nele quando a situação é das melhores também.
Outra coisa que fiquei observando e pensando nesses dias é na retribuição que damos aos nossos pais, quando estão mais velhos. As coisas se invertem: eles precisam de nós. E o que fazemos? Será que invertemos, também, o senso de cuidado? Será que passamos a dispensar nossa atenção aos velhos que, um dia foram novos, e cuidaram com tanto carinho de nós?
Escutei histórias de uma mãe que está na UTI, junto com meu irmão, e só uma dos três filhos que ele têm está vindo visitá-la. Não consigo entender isso. Acho que nunca conseguirei. Jamais, o trabalho vai ser mais importante que minha família. Aconteça o que acontecer.
São esses momentos que nos levam a pensar em tantas coisas. E, em especial, para mim, relembrar momentos difíceis, muito difíceis, há três anos, quando passei 26 dias em hospital. Estive do outro lado, sendo cuidado, sendo visitado.
Sempre valorizei e acreditei demais em Deus. Mas, sempre há espaço para acreditarmos mais. E Deus, tenho certeza disso, usou algumas pessoas para salvar meu irmão, inclusive o filho dele, que o chamou para ir jogar bola no colégio. Se meu irmão tivesse tido as paradas em casa, não poderia, hoje, estar dando GRAÇAS A DEUS pela sua vida. Não daria teria tempo de receber ajuda médica.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

HOMEM BIÔNICO: DOS ANOS 70 AO SÉCULO XXI

Alguém conhece ou já viu o seriado "O homem de seis milhões de dólares"? É a história de um homem que, após um acidente de avião, perde uma perna, um braço e um olho. Entra, então, como cobaia de uma projeto - daqueles bem Americanos - para construir um homem biônico. Recebe braço, perna e um olho biônicos. Isso foi na década de 70. Já se passaram mais de 40 anos e é uma ficção científica. Será?
Fico cada dia mais impressionado com o que tem surgido de tecnologia com relação ao suprimento de limitações humanas e ampliação de possibilidades. Como exemplo, a inserção de uma câmera em uma prótese ocular. O Google Glass, óculos que a Empresa criou para promover interação entre o ser humano e um ambiente digital, sem a necessidade de um computador, tem apresentado possibilidades inimagináveis até pouco tempo.
A mais nova do Google Glass é o reconhecimento de códigos de barra e comparação com os valores dos produtos em outros estabelecimentos.
App para escanear códigos de barras foi criado para o Glass (Foto: Reprodução/The Verge)

Isso já é feito pelos smartphones, mas há a necessidade de apontar o aparelho para o produto. Com o óculos, basta habilitar o app e pronto: sua pesquisa é feita na mesma hora.
É, literalmente, a Big Data mais perto do olhos. Será que dentro em breve - muito breve - teremos aquela visão de robôs, com diversas informações sobre distância percorrida, pessoas a sua frente, avisos e outras facilidades embutidas em nosso globo ocular? Alguém duvida?

domingo, 18 de agosto de 2013

FALE MAL, MAS FALE DE MIM

Primeiramente, queria dizer que, a partir de agora, tentarei fazer posts menores, mas com mais frequência. Vinha fazendo grande posts, mas demorava a atualizar o blog.

Bom, sábado à noite peguei a Revista VEJA dessa semana. E a capa é a seguinte

Alguma surpresa?
Os mais detalhistas, talvez, percebam rapidamente. Black Bloc, máscara de gás, expressão de protesto. Nada disso tem sido novidade nos últimos tempos. Assim como, nenhuma novidade em ter a nossa amada Paraíba presente nas manchetes negativas ou associada a elas. Se não perceberam, vejam direitinho e com calma: qual a cor do tecido que a manifestante usa para cobrir o rosto? Quais as três letras que nela aprecem? Algum semelhança com esta.?...


Aos que gostam do poder semântico de uma fotografia, deliciem-se com as inúmeras conotações que a capa da VEJA apresenta.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

UFPB: COMO MUDOU!

Passei 9 anos de minha vida dentro da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), entre graduação e mestrado. Voltei em fevereiro de 2011. e, cada dia mais, penso e vejo como a UFPB mudou.
Não pensem que vou falar do REUNI, das obras, da injeção de alunos, dos investimentos. Se fosse falar disso, teria inúmeros motivos para criticar. Mas tenho mais inúmeros motivos para reclamar.
Às vezes fico indignado com certas coisas que vejo, às vezes, chateado e impotente por não poder interferir em determinadas situações, como a falta de segurança completa com que os trabalhadores das obras do REUNI - olha ele aí - realizam seus trabalhos. Por vezes, fico triste mesmo. E isso aconteceu hoje. Fui pegar um livro na biblioteca - que, por sinal, não melhorou quase nada da minha época de estudante - e deparei-me com uma situação que já me revolta há muito tempo. As pessoas que precisam fazer empréstimos ou devolver livros, chegam e precisam se AUTOrganizar. "quem é o último?" pergunta um. "acho que é ele" responde outro. Na verdade, você só sabe quem está imediatamente na sua frente na "fila". É um completo desrespeito com todos os envolvidos, alunos, professores, funcionários. Sabe o pior? Tem um daqueles painéis eletrônicos. Dou um doce pra quem acertar a pergunta: e funciona? E ficamos, umas 30 pessoas, sendo atendidas por apenas um funcionário. Até tinha uma outra senhora no balcão, mas ela não tinha computador. COMPUTADOR, gente! Falta um computador para atender as pessoas dentro de uma Biblioteca Universitária. E a Reitora vem dizer que a UFPB caminha para retomar seu status de melhor Universidade do Nordeste, que tivera outrora.
Sem falar no tão badalado sistema de gerenciamento da UFPB, o SIGAA, que viria para organizar todas as atividades da Universidade. BA-LE-LA, das bem grandes! Quase nada foi implantado nesse sistema. O biblioteca, sim! Então, fiz o cadastro em outra oportunidade e hoje fui retirar um livro. Esperei a desorganizada fila por 20 minutos. Quando cheguei no balcão, foi-me solicitado "documento com foto". Eu havia deixado a carteira no carro. Então, o funcionário me disse "sem documento não pode fazer empréstimo. Tem que fazer um cadastro no SIGAA". "Mas eu já fiz, pode rastrear aí". E ele retrucou, meio irônico "Mas não trouxe documento". Dá vontade de voltar lá e mandar cancelar o cadastro no SIGAA da biblioteca.
E pra fechar a triste manhã, uma visão que incomoda qualquer um que espera ver a Universidade se preocupando com seus funcionários e clientes (alunos). A fila do Restaurante Universitário parecia uma centopéia, uma linha gigante de pessoas que pareciam formar uma só coisa, e vários pés apoiando a espera e trabalhando para sustentar corpos que precisam de alimento para sustentar o pensamento e o raciocínio. Até quando vai se tratar o estudante como um, ou mais um, dentro de um aglomerado de outros tantos, que juntos, não representam nada? Aliás, só representam quando pesquisam, quando tiram boas notas. A UFPB deixou de ser uma das melhores do Nordeste e do Brasil, quando começou a ver alunos como números. Quanto mais, melhor - idéia registrada do PT e formalizada no REUNI. Mas o melhor não está apenas nos números, está na formação do pensamento, na construções de conhecimentos. Os alunos são, efetivamente, um dos patrimônios dessa Universidade. E estão sendo muito mal cuidados!
Outra coisa que mudou de minha época pra cá foi a capacidade de mobilização dos alunos. Isso não se via em meu tempo acadêmico. Então, vamos cobrar mais respeito na bibliioteca, melhor local para se realizar uma refeição. Se aumentaram o número de cursos e estudantes - como o REUNI pregou - vamos cobrar dos pais do REUNI que cuide dos filhos que colocou no mundo. Vamos exigir divisórias nos banheiros. Vamos mostrar pra sociedade que as construções mais recentes da UFPB não passam, em sua maioria, de cascas. Não há recheio. Não há equipamentos, funcionários, material básico etc.
Utilizando-se de uma das novas modinhas do facebook... SINTO-ME TRISTE #HOJE em #UFPB

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

FAÇAM O "MAIS POLICIAIS", "MAIS PROFESSORES"!

É verdade, temos que continuar cobrando mais atenção à saúde por parte dos governantes. Temos que exigir bons hospitais públicos, pronto-socorros dignos dos impostos pagos. Há urgência por remédios a preços mais acessíveis e por atendimento humanizado. Concordo com tudo isso e com muitos outros pleitos que se apresentam todos os dias em nosso país. Mas, não posso concordar com essa "birra" da classe médica com o programa Mais Médico do Governo Federal.
Os saudosos médicos da família já não existem mais. Aqueles que conheciam todo o histórico médico das pessoas, desde os mais abastados aos menos privilegiados. Todos eram tratados igualmente. O contato era próximo, a anmnese não tinha tempo máximo. Os problemas eram vistos de forma holística. O que impera, na grande maioria dos nossos "doutores" é a veia capitalista - ou seria artéria? - na qual o lucro vem em primeiro lugar e o juramento médico fica em segundo plano. "Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade" e "A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação" são trechos do juramento que, tornaram-se meros recitais de colação de grau. Não são vivenciados; não são postos em prática.
Ser contra o Mais Médico e não aceitar ir trabalhar nas cidades do interior é ir contra o juramento. É ser capitalista. Volto a dizer, concordo com as cobranças por melhores condições nessas cidades, mas não é por isso que aquelas pessoas podem ficar sem atendimento. aí recebo um documento que mostra a concorrência em um concurso para residência médica em Pernambuco. Ou seja, são aqueles que serão nossos médicos dentro em pouco. Olha aí...

Espantado? Também fiquei. Mas não surpreso. Cirurgia plástica e Dermatologia, acima de 10 candidatos por vaga. Medicina da família e da Comunidade, menos de um por vaga. São 171 inscritos para as duas especialidades e apenas 5 (CIN-CO) para a última. Quem vai atender no interior? Preciso responder?
Tem mais... sabem como é a remuneração de quem entra no Programa? Salário de R$ 10.000,00, mais ajuda de custo para instalação. E mais, o município tem que arcar com moradia e alimentação dos médicos. Quer mais? Tem! Ainda terão uma especialização paga pelo Ministério da Saúde. E mesmo assim, eles acham pouco. É! Somente 938 médicos se inscreveram. Isso irá atender apenas 6% da demanda dos municípios. E querem que não sejam permitidos médicos estrangeiros? Por que não? Não encontro justificativa plausível. O REVALIDA serve para que, senão atestar que o candidato possui um mínimo de conhecimentos técnicos, tal qual um médico formado aqui? Se os nossos só querem Cirurgia Plástica e Dermatologia, que venham os de fora que querem trabalhar a saúde pública, a saúde da família, a saúde preventiva.
As condições no interior não são ideias. Concordo! Então, meus amigos, por analogia, pergunto: e as condições de um policial, que trabalha, muitas vezes, sozinho em uma cidade, sem nem mesmo uma arma? Quanto ele deveria ganhar para ir trabalhar lá? E os milhares de professores que não tÊm nem mesmo uma sala de aula adequada e tem de se virar em ginásios, salas improvisadas e, até mesmo, em suas casas, quanto mereciam ganhar por isso?

Então, senhores "doutores" médicos, cumpram seu juramento e sirvam à humanidade e não ao dinheiro! Lembrando que ricos e pobres são humanidade do mesmo jeito.