segunda-feira, 12 de agosto de 2013

UFPB: COMO MUDOU!

Passei 9 anos de minha vida dentro da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), entre graduação e mestrado. Voltei em fevereiro de 2011. e, cada dia mais, penso e vejo como a UFPB mudou.
Não pensem que vou falar do REUNI, das obras, da injeção de alunos, dos investimentos. Se fosse falar disso, teria inúmeros motivos para criticar. Mas tenho mais inúmeros motivos para reclamar.
Às vezes fico indignado com certas coisas que vejo, às vezes, chateado e impotente por não poder interferir em determinadas situações, como a falta de segurança completa com que os trabalhadores das obras do REUNI - olha ele aí - realizam seus trabalhos. Por vezes, fico triste mesmo. E isso aconteceu hoje. Fui pegar um livro na biblioteca - que, por sinal, não melhorou quase nada da minha época de estudante - e deparei-me com uma situação que já me revolta há muito tempo. As pessoas que precisam fazer empréstimos ou devolver livros, chegam e precisam se AUTOrganizar. "quem é o último?" pergunta um. "acho que é ele" responde outro. Na verdade, você só sabe quem está imediatamente na sua frente na "fila". É um completo desrespeito com todos os envolvidos, alunos, professores, funcionários. Sabe o pior? Tem um daqueles painéis eletrônicos. Dou um doce pra quem acertar a pergunta: e funciona? E ficamos, umas 30 pessoas, sendo atendidas por apenas um funcionário. Até tinha uma outra senhora no balcão, mas ela não tinha computador. COMPUTADOR, gente! Falta um computador para atender as pessoas dentro de uma Biblioteca Universitária. E a Reitora vem dizer que a UFPB caminha para retomar seu status de melhor Universidade do Nordeste, que tivera outrora.
Sem falar no tão badalado sistema de gerenciamento da UFPB, o SIGAA, que viria para organizar todas as atividades da Universidade. BA-LE-LA, das bem grandes! Quase nada foi implantado nesse sistema. O biblioteca, sim! Então, fiz o cadastro em outra oportunidade e hoje fui retirar um livro. Esperei a desorganizada fila por 20 minutos. Quando cheguei no balcão, foi-me solicitado "documento com foto". Eu havia deixado a carteira no carro. Então, o funcionário me disse "sem documento não pode fazer empréstimo. Tem que fazer um cadastro no SIGAA". "Mas eu já fiz, pode rastrear aí". E ele retrucou, meio irônico "Mas não trouxe documento". Dá vontade de voltar lá e mandar cancelar o cadastro no SIGAA da biblioteca.
E pra fechar a triste manhã, uma visão que incomoda qualquer um que espera ver a Universidade se preocupando com seus funcionários e clientes (alunos). A fila do Restaurante Universitário parecia uma centopéia, uma linha gigante de pessoas que pareciam formar uma só coisa, e vários pés apoiando a espera e trabalhando para sustentar corpos que precisam de alimento para sustentar o pensamento e o raciocínio. Até quando vai se tratar o estudante como um, ou mais um, dentro de um aglomerado de outros tantos, que juntos, não representam nada? Aliás, só representam quando pesquisam, quando tiram boas notas. A UFPB deixou de ser uma das melhores do Nordeste e do Brasil, quando começou a ver alunos como números. Quanto mais, melhor - idéia registrada do PT e formalizada no REUNI. Mas o melhor não está apenas nos números, está na formação do pensamento, na construções de conhecimentos. Os alunos são, efetivamente, um dos patrimônios dessa Universidade. E estão sendo muito mal cuidados!
Outra coisa que mudou de minha época pra cá foi a capacidade de mobilização dos alunos. Isso não se via em meu tempo acadêmico. Então, vamos cobrar mais respeito na bibliioteca, melhor local para se realizar uma refeição. Se aumentaram o número de cursos e estudantes - como o REUNI pregou - vamos cobrar dos pais do REUNI que cuide dos filhos que colocou no mundo. Vamos exigir divisórias nos banheiros. Vamos mostrar pra sociedade que as construções mais recentes da UFPB não passam, em sua maioria, de cascas. Não há recheio. Não há equipamentos, funcionários, material básico etc.
Utilizando-se de uma das novas modinhas do facebook... SINTO-ME TRISTE #HOJE em #UFPB

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