Nesses dias vi um outdoor que apresentava um dado "animador" sobre a Universidade Federal da Paraíba. A UFPB é a quarta melhor Universidade do Nordeste. Muito bom, não é? NÃO!!!
Sabem quantas Instituições de Ensino Superior Federais existem no NE? São 21, contanto também os Institutos Federais. E agora, quarto lugar é bom?
Lembro-me, perfeitamente, que, por muito tempo, a UFPB - quando ainda tinha o Campus de Campina Grande - era a primeira do Nordeste em quase todos os parâmetros analisados.
Hoje em dia, o que se vê é um vácuo, uma lacuna na UFPB fruto da inércia de gestão. As coisas mais simples não são realizadas. Como cobrar excelência científica se nossos banheiros não têm papel higiênico, possuem vazamentos nas tubulações, registros quebrados? Maslow era um psicólogo que criou a Pirâmide das necessidades. E na base, o que temos... necessidades básicas. Como chegar na auto-realização ou mesmo a um status de estima elevada, se não temos papel higiênico nos banheiros de uma Instituição de Educação. Se falta papel no banheiro da escola que seus filhos estudam, o que acontece? No mínimo haverá uma reclamação de sua parte.
Sem falar aqui, pessoal, na falta de segurança no Campus em todos os horários mas, em especial, à noite.
Sem falar na alocação de atribuições que eram de funcionários aos professores, como a abertura de processos e a busca por orçamentos de materiais.
Sem falar no isolamento que a UFPB vive com relação ao mercado. Há pouquíssimas parcerias entre os Departamentos e o setor produtivo. Enquanto isso, Universidades como a UFRN e a UFPE cada vez mais abrem suas portas a Empresas como Petrobras e Microsoft.

Já passei por Instituições nas quais as Fundações de Pesquisa, realmente, funcionam. Elas são responsáveis por gerenciar os projetos dos Departamentos e Laboratórios. Na UFPB as Fundações - pois temos mais de uma - nem funcionam.
Detalhe, em algumas pesquisa que utilizam outros indicadores, a UFCG fica melhor posicionada do que a UFPB.
Quarto lugar é muito pouco. Nem medalha recebe!
Só para reforçar a visão realista - citada em outro post - que, cada vez mais, faz parte de minhas convicções, não vejo grandes mudanças nessa Universidade que já foi, com sobras, a melhor IES do Nordeste.
É difícil trabalhar onde não se há perspectiva de melhorias!!! No entanto, continuarei lutando por uma educação melhor, mais humana e construtiva dentro da Universidade Federal da Paraíba, pois gosto do que faço.
Como Diz Chaplin: "Quem faz o que gosta, jamais vai trabalhar na vida"
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