Para quem não conhece João Pessoa, aqui temos uma semana, anterior ao carnaval, que se chama Folia de Rua. Nela, há vários blocos pelos bairros. Alguns com mais tradição que reunem maior número de pessoas e outros mais modestos. A abertura se dá com a saída de um bloco que se chama Picolé de Manga. Que possui uma história interessante. No primeiro ano, os fundadores resolveram alugar um carrinho de picolé para colocar as cervejas e refrigerantes. Daí um dos motivos de seu nome.
Seria, esse ano, mais um de muita tradição e saudosismo, como foram os anteriores, com muito frevo, charangas tocando, fantasias e tudo muito simples, como foi o carrinho de picolé de seus idealizadores. No entanto, o carrinho virou um trio eletríco. O bloco saiu do Centro Histórico da Capital - local condizente com a "aura" de um bloquinho do folia de rua - e foi para a praia, por onde desfilam outros blocos grandes, como Muriçocas do Miramar - segundo maior bloco de arrasto do Brasil - e Virgens de Tambaú. E para deixar qualquer admirador do carnaval dos bons tempos, o bloco trouxe Aviões do Forró. Não vou falar muito sobre eles, pois só tenho críticas à banda. Mas é mais um tiro no corpo já baleado das tradições de nossa cidade.
A violência perambula nesse período, em especial, nos blocos maiores. Blocos como as Virgens de tambaú, no meu ponto de vista, já não atrai como anos anteriores. Artistas locais cada vez com menos espaço. Enfim, Aviões do Forró é só a ponta do iceberg. O que está imerso do iceberg é muito maior. Nossa CULTURA TEM SE PERDIDO!
Como é bonito ver, por exemplo, que Olinda ainda guarda sua tradição e a defende por meio de seus súditos foliões. O Frevo, lá, reina, mais até que o próprio Rei Momo.
E só para reforçar essa percepção pessoal, pergunto para vocês: Se você recebe uma pessoa de fora e ela pede para que você a leve em um Forró... mas forró dos bons... o original... pé-de-serra... onde você a leva??? Difícil, né!? A Paraíba tem o maior São João do Mundo. Está no Nordeste, uma região que tem o forró como música mais autêntica de suas origens. Da Paraíba sairam cantores e compositores como Zé Limeira da Paraíba, Elba Ramalho - que começou cantando forró - Sivuca, Amazan, Flavio José. E não temos sequer uma agenda constante de locais onde se possa dançar e ouvir um bom forró.
Einstein, que tradicionalmente, traz bons pensamentos, diz que "além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos"
A violência perambula nesse período, em especial, nos blocos maiores. Blocos como as Virgens de tambaú, no meu ponto de vista, já não atrai como anos anteriores. Artistas locais cada vez com menos espaço. Enfim, Aviões do Forró é só a ponta do iceberg. O que está imerso do iceberg é muito maior. Nossa CULTURA TEM SE PERDIDO!
Como é bonito ver, por exemplo, que Olinda ainda guarda sua tradição e a defende por meio de seus súditos foliões. O Frevo, lá, reina, mais até que o próprio Rei Momo.
E só para reforçar essa percepção pessoal, pergunto para vocês: Se você recebe uma pessoa de fora e ela pede para que você a leve em um Forró... mas forró dos bons... o original... pé-de-serra... onde você a leva??? Difícil, né!? A Paraíba tem o maior São João do Mundo. Está no Nordeste, uma região que tem o forró como música mais autêntica de suas origens. Da Paraíba sairam cantores e compositores como Zé Limeira da Paraíba, Elba Ramalho - que começou cantando forró - Sivuca, Amazan, Flavio José. E não temos sequer uma agenda constante de locais onde se possa dançar e ouvir um bom forró.
Einstein, que tradicionalmente, traz bons pensamentos, diz que "além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos"
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