NATAL! NÃO PARA TODOS
Ontem, indo da minha casa para a dos meus pais onde faríamos a tão comentada e tradicional Ceia Natalina, vi algumas cenas que me fizeram pensar sobre o Natal, o evento, a data.
Saí da minha casa por volta das 18 horas e vi, andando no acostamento da BR-230 um carroceiro, aquele pessoal que coleta reciclado para vender. Para aquele senhor, muito provavelmente, não houve Ceia, Festa, Comida boa, bebida. Ontem, Natal, não passou de um dia comum, mais um na sua difícil vida. Enquanto, para outros, como eu, era momento de se arrumar, de ir à missa, trocar presentes. E, indo mais ao extremo. Há pessoas que não fazem nada. Têm empregados em casa e são eles que montam tudo, compram tudo, até os presentes. E o Natal para esses empregados foi vivido em outra família, que não a sua, em outra casa, ou seja, essas pessoas passaram o Natal no trabalho.
Outra cena que vi... um mendigo dormindo, nesse mesmo horário, na calçada de uma Igreja, onde seria celebrado dentro em pouco, um Culto de Natal. Ou seja, em pouco tempo, pessoas passariam por ele, nem sequer falariam com ele e iriam celebrar o Natal, o nascimento do menino Jesus. Que irônia, não!? Para não dizer, que hipocrisia. Não quero dar exclusividade à nenhuma religião, pois nós, católicos, também fazemos isso.
Fui à Missa aqui no bairro dos meus pais e lá deparei-me com outra cena. Enquanto diversas pessoas chegavam em seus carros, com roupas novas - não obrigatoriamente bonitas, mas novas - para "assistir" a Missa de Natal - que para muitos é a única do ano - havia uma menino, um adolescente, com uma bermuda velha e uma camisa de mesma cor, preta, "cuidando dos carros". Esperando que toda aquela luxúria, disfarçada em ritual cristão, acabasse para ele poder ganhar uns trocados. Será que ele vai comemorar alguma coisa? Na casa dele haverá festa? Será que há comida? Mesmo que tenha, com certeza, não é a mesma que preparamos, em nossas casas, para celebrar o Natal.
Da mesma forma, vi diversos estabelecimentos comerciais que ainda estavam abertos, como os atacadistas perto da minha casa. E os shopping centers que, com certeza, às 18 horas ainda estavam abertos. Mas aqueles que trabalham nesses locais, não têm direito, tal qual todas as outras pessoas, de se prepararem, de se vestirem, de conviverem em família um dia tão especial, tão cheio de representatividade? Boa parte da culpa deles estarem trabalhando até aquele horário é nossa. Se nós nos programássemos para comprar tudo até um dia antes do Natal, e não fôssemos aos supermercados, atacadistas, shoppings nos feriados e domingos, garanto que os proprietários desses estabelecimentos pensariam duas vezes antes de abrir nesse dia no ano que vem. Afinal, não teriam lucro que justificasse a abertura em feriados e domingos. Feriado e domingo deveria ser para todos!
Como momentos que devem ser iguais para todos, são tão diferentes! Famílias se reúnem, pessoas vêm de outras cidades para se encontrar, enquanto outras nem família tem ou não sabem onde está. O nascimento de Cristo, a renovação da certeza de que Deus nos amou e continua nos amando, deveria ser vivenciada igualmente, entre todos. Deus não enviou seu filho somente aos ricos. Muitos pelo contrário, ele veio até aqueles que mais precisavam. Como aqueles que precisam, em nossos dias: o carroceiro, o mendigo, o trabalhador explorado.
Precisamos - e me incluo nessa também - fazer da época do Natal muito mais do que assistencialismo ou oportunidade de demonstração de responsabilidade social barata, sem conteúdo. Devemos lutar pla igualdade, em direitos e condições, lutar para que a mensagem de paz, de amor incondicional que Jesus nos trouxe, seja propagada e, principalmente, vivida. O Natal é um momento, importante, concordo, mas não é o único momento. Trabalhemos durante todo o ano, durante toda a nossa vida, para que haja Natal sempre e para todos.
Um espaço para opiniões pessoais sobre assuntos variados relacionados a educação, trabalho, política, reclamações de nossa cidade e país, algumas reflexões e, é claro... Flamengo.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
EDUCAÇÕES
Nessa semana li a coluna do Gustavo Ioschpe na VEJA. Ele sempre fala sobre educação. Aconselho todos a ler suas páginas, sempre muito bem escritas.
Mas, logo após lê-la, vi uma cena que volta e meia acontece e sempre fico indignado. Dentro da Universidade, um cara, como se andasse dentro de uma lata de lixo gigante, abre o vidro de seu carro e "premia" o chão com sua lata de refrigerante.
E fiquei me perguntando: o que seria, então, EDUCAÇÃO?
Aquela da Ioschpe tem domínio, aquela pela qual luto todos os dias, como professor, aquela na qual o Brasil ainda tem muito o que aprender, literalmente. O problema é que, na outra educação o Brasil também ainda tem muito a aprender. Na verdade, os brasileiros. Não é o país que joga lixo no chão, que não compreende que os mais idosos sempre devem ter preferência. Não, o Brasil anda de carro e desrespeita leis de trânsito. O Brasil não fura fila - embora aqui exista muita. Somos nós, Brasileiros, que não temos educação.
Mas quero destacar aqui o hábito, aquilo que vem da formação, da cidadania, a EDUCAÇÃO aprendida no lar, trabalhada na escola, no convívio com amigos, enfim, a educação que faltou àquele condutor do carro dentro da Universidade. E vejam que ironia, isso aconteceu em um local onde a Educação é objeto de trabalho, a Educação Superior. Então, pode-se dizer que naquela cena, faltou educação onde faz-se educação.
Quem é de interior ou já teve o prazer de conhecer um sítio, uma cidadezinha, sabe que alí, mesmo que falte educação, sobra educação. Pessoas que não têm, muitas vezes, o mínimo de instrução, tratam a todos com respeito inacabável, seja político, médico, empregado doméstico ou não seja ninguém. Para eles não importa. A Educação aprendida com seus descendentes, vai além da educação escolar que lhes falta.
Acreditar que há um hiato entre as duas educações é pessimismo demais. Existem, sim, pessoas com educação, com respeito, que possuem educação primário, secundária.
Chego a pensar, às vezes, que mais importante seria se todos tivessem educação, mesmo que não tivessem a formação educacional. Mas isso é um erro! Precisamos educar nossos alunos muito bem, para que entendam que educação não se faz apenas com boas notas. Educação, no amplo sentido da palavra, se faz com bons exemplos.
Nessa semana li a coluna do Gustavo Ioschpe na VEJA. Ele sempre fala sobre educação. Aconselho todos a ler suas páginas, sempre muito bem escritas.
Mas, logo após lê-la, vi uma cena que volta e meia acontece e sempre fico indignado. Dentro da Universidade, um cara, como se andasse dentro de uma lata de lixo gigante, abre o vidro de seu carro e "premia" o chão com sua lata de refrigerante.
E fiquei me perguntando: o que seria, então, EDUCAÇÃO?
Aquela da Ioschpe tem domínio, aquela pela qual luto todos os dias, como professor, aquela na qual o Brasil ainda tem muito o que aprender, literalmente. O problema é que, na outra educação o Brasil também ainda tem muito a aprender. Na verdade, os brasileiros. Não é o país que joga lixo no chão, que não compreende que os mais idosos sempre devem ter preferência. Não, o Brasil anda de carro e desrespeita leis de trânsito. O Brasil não fura fila - embora aqui exista muita. Somos nós, Brasileiros, que não temos educação.
Mas quero destacar aqui o hábito, aquilo que vem da formação, da cidadania, a EDUCAÇÃO aprendida no lar, trabalhada na escola, no convívio com amigos, enfim, a educação que faltou àquele condutor do carro dentro da Universidade. E vejam que ironia, isso aconteceu em um local onde a Educação é objeto de trabalho, a Educação Superior. Então, pode-se dizer que naquela cena, faltou educação onde faz-se educação.
Quem é de interior ou já teve o prazer de conhecer um sítio, uma cidadezinha, sabe que alí, mesmo que falte educação, sobra educação. Pessoas que não têm, muitas vezes, o mínimo de instrução, tratam a todos com respeito inacabável, seja político, médico, empregado doméstico ou não seja ninguém. Para eles não importa. A Educação aprendida com seus descendentes, vai além da educação escolar que lhes falta.
Acreditar que há um hiato entre as duas educações é pessimismo demais. Existem, sim, pessoas com educação, com respeito, que possuem educação primário, secundária.
Chego a pensar, às vezes, que mais importante seria se todos tivessem educação, mesmo que não tivessem a formação educacional. Mas isso é um erro! Precisamos educar nossos alunos muito bem, para que entendam que educação não se faz apenas com boas notas. Educação, no amplo sentido da palavra, se faz com bons exemplos.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
NÃO SÃO BARBEIROS; SÃO FOLGADOS!
Indo para o trabalho, hoje pela manhã, vi uma situação que acontece constantemente em vários locais de João Pessoa. Motoqueiros apresadinhos que, deparando-se com um congestionamento (por menor que seja), cortam caminho passando por cima da calçada.
Parem o mundo que eu quero descer! Sempre aprendi e até estudei, quando fui realizar a prova para tirar a Carteira de Habilitação, que calçada é lugar de pedestre. Ou motoqueiro está mudando de status e ninguém me falou? Se não pudermos, como pedestres, nas calçadas, por onde andaremos? Uma saída seria todos andarem de carro... ou de moto... também pela calçada. Solução boa, não é!?
Dois pensamentos, a partir dessa situação, vieram à tona. Primeiro, cada dia passo a odiar mais motociclista. Antes que me ameacem, deixo claro que não são todos. Mas, a a grande maioria dos motoqueiros não respeita leis de trânsito e acham isso normal, pensam que as vias são de preferência deles, em qualquer momento ou situação e que ter uma moto é ser mais esperto do que todos os demais. Daí a necessidade de fazer atos ilegais, afinal "tenho uma moto para não perder tempo". São folgados.
E isso me lembra o segundo pensamento. João Pessoa tem muuuuuuita gente folgada no trânsito. Não são barbeiros ou cangueiros, como chamamos aqui, são pessoas que acham que podem fazer o que bem quiserem na hora que quiserem e se você estiver achando ruim... vai pescar!!!! Cansei de ver gente parando onde não é permitido, só para atender o celular. E aí vem a desculpa: "Mas não é proibido atender celular enquanto se dirige"? Claro, assim como parar em lugar proibido. Dois erros não viram um acerto. Caso não haja lugar apropriado para parar, não pare. Sua vida não vai acabar se você esperar alguns minutinhos até achar um lugar adequado, parar e atender seu celular.
Aqui, criou-se uma nova lei de trânsito. Dar sinal é ter preferência. Você vem na via preferencial e de repente, sur-pre-sa, uma pessoa sai de uma via secundária e entra na sua frente, obrigando-lhe a reduzir a velocidade, frear bruscamente, sei lá, dar seu jeito. Isso por quê? Porque ele acha que dar sinal (seta) lhe confere o direito de entrar na via preferencial. É barbeiro? Não! É folgado.
Quem anda pelo centro de nossa cidade, avenida Barão do Triunfo, anel externo da lagoa, ou em mangabeira, avenida Josefa Taveira, para citar alguns exemplos, deve lembar do que vou falar. Carros que estacionam no meio da rua, atrás ou ao lado de outros que já estão estacionados e entradas de bancos, padarias e supermercados. E qual a desculpa? "É rapidinho, vou só comprar um remédio. Rapidinho" Ora, esse rapidinho, para um trânsito como está o de João Pessoa, pode se tornar um pandemômio para o restante do trânsito. Sem falar na possibilidade de provocar acidentes. Isso, sinceramente, irrita muito. Quem nunca passou pela frente do Supermercado Bemais do Bancários e teve que ir para a faixa da esquerda porque na da direita, alguém parou, ligou a luz de alerta e saiu para fazer compras? Que se dane se é rapidinho ou demoradinho! São folgados!
Mas um fator é crucial para que esses folgados continuem existindo e praticando sua "folgadice". Falta fiscalização que queira fiscalizar. Falta punição. A sensação de impunidade - que já deveria atém ser um verbete de nosso dicionário - corrobora para que esse tipo de pessoa continue fazendo esses absurdos, transgredindo a lei, e ache que está tudo bem. Secretaria de Mobilidade Urbana - SEMOB. Que nome bonito, hein!? Atual. Contemporâneo. É, porque ter Mobilidade, Sustentabilidade, Igualdade, Responsabilidade e outras mais no nome é vanguarda, virou moda. Grande coisa! Pensa-se na mobilidade e esquece-se do Trânsito, para o qual temos um Código, que deve ser seguido. E, em nossa cidade, o órgão que deve supervisionar e fiscalizar o trânsito é a SEMOB, antiga STTRANS. Vão-se as siglas, ficam os problemas. E essa SEMOB de mobilidade não tem feito nada, nada! De mobilidade só os carros novos que eles adquiriram.
E só para fechar, eu pergunto: Para que servem aquelas câmeras no cruzamento do primeiro sinal do bairro dos Bancários, em direção a Mangabeira? Se elas não podem ser utilizadas para flagrar esses motoqueiros-pedestres, qual sua utilidade? Regular o trânsito, diria um mais esperto. Que regulação é essa que nem para punir os que desrespeitam princípios básicos de trânsito, elas servem?
é...temos muita coisa para mudar ainda.
Indo para o trabalho, hoje pela manhã, vi uma situação que acontece constantemente em vários locais de João Pessoa. Motoqueiros apresadinhos que, deparando-se com um congestionamento (por menor que seja), cortam caminho passando por cima da calçada.
Parem o mundo que eu quero descer! Sempre aprendi e até estudei, quando fui realizar a prova para tirar a Carteira de Habilitação, que calçada é lugar de pedestre. Ou motoqueiro está mudando de status e ninguém me falou? Se não pudermos, como pedestres, nas calçadas, por onde andaremos? Uma saída seria todos andarem de carro... ou de moto... também pela calçada. Solução boa, não é!?
Dois pensamentos, a partir dessa situação, vieram à tona. Primeiro, cada dia passo a odiar mais motociclista. Antes que me ameacem, deixo claro que não são todos. Mas, a a grande maioria dos motoqueiros não respeita leis de trânsito e acham isso normal, pensam que as vias são de preferência deles, em qualquer momento ou situação e que ter uma moto é ser mais esperto do que todos os demais. Daí a necessidade de fazer atos ilegais, afinal "tenho uma moto para não perder tempo". São folgados.
E isso me lembra o segundo pensamento. João Pessoa tem muuuuuuita gente folgada no trânsito. Não são barbeiros ou cangueiros, como chamamos aqui, são pessoas que acham que podem fazer o que bem quiserem na hora que quiserem e se você estiver achando ruim... vai pescar!!!! Cansei de ver gente parando onde não é permitido, só para atender o celular. E aí vem a desculpa: "Mas não é proibido atender celular enquanto se dirige"? Claro, assim como parar em lugar proibido. Dois erros não viram um acerto. Caso não haja lugar apropriado para parar, não pare. Sua vida não vai acabar se você esperar alguns minutinhos até achar um lugar adequado, parar e atender seu celular.
Aqui, criou-se uma nova lei de trânsito. Dar sinal é ter preferência. Você vem na via preferencial e de repente, sur-pre-sa, uma pessoa sai de uma via secundária e entra na sua frente, obrigando-lhe a reduzir a velocidade, frear bruscamente, sei lá, dar seu jeito. Isso por quê? Porque ele acha que dar sinal (seta) lhe confere o direito de entrar na via preferencial. É barbeiro? Não! É folgado.
Quem anda pelo centro de nossa cidade, avenida Barão do Triunfo, anel externo da lagoa, ou em mangabeira, avenida Josefa Taveira, para citar alguns exemplos, deve lembar do que vou falar. Carros que estacionam no meio da rua, atrás ou ao lado de outros que já estão estacionados e entradas de bancos, padarias e supermercados. E qual a desculpa? "É rapidinho, vou só comprar um remédio. Rapidinho" Ora, esse rapidinho, para um trânsito como está o de João Pessoa, pode se tornar um pandemômio para o restante do trânsito. Sem falar na possibilidade de provocar acidentes. Isso, sinceramente, irrita muito. Quem nunca passou pela frente do Supermercado Bemais do Bancários e teve que ir para a faixa da esquerda porque na da direita, alguém parou, ligou a luz de alerta e saiu para fazer compras? Que se dane se é rapidinho ou demoradinho! São folgados!
Mas um fator é crucial para que esses folgados continuem existindo e praticando sua "folgadice". Falta fiscalização que queira fiscalizar. Falta punição. A sensação de impunidade - que já deveria atém ser um verbete de nosso dicionário - corrobora para que esse tipo de pessoa continue fazendo esses absurdos, transgredindo a lei, e ache que está tudo bem. Secretaria de Mobilidade Urbana - SEMOB. Que nome bonito, hein!? Atual. Contemporâneo. É, porque ter Mobilidade, Sustentabilidade, Igualdade, Responsabilidade e outras mais no nome é vanguarda, virou moda. Grande coisa! Pensa-se na mobilidade e esquece-se do Trânsito, para o qual temos um Código, que deve ser seguido. E, em nossa cidade, o órgão que deve supervisionar e fiscalizar o trânsito é a SEMOB, antiga STTRANS. Vão-se as siglas, ficam os problemas. E essa SEMOB de mobilidade não tem feito nada, nada! De mobilidade só os carros novos que eles adquiriram.
E só para fechar, eu pergunto: Para que servem aquelas câmeras no cruzamento do primeiro sinal do bairro dos Bancários, em direção a Mangabeira? Se elas não podem ser utilizadas para flagrar esses motoqueiros-pedestres, qual sua utilidade? Regular o trânsito, diria um mais esperto. Que regulação é essa que nem para punir os que desrespeitam princípios básicos de trânsito, elas servem?
é...temos muita coisa para mudar ainda.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
PRECISAMOS TRABALHAR... VIAJAR, DESCANSAR, SAIR.
Nesse feriadão estive em Barra do Cunhaú, no Rio Grande do Norte. Aconselho qualquer um a conhecer. Encontro do rio com o mar, passeio de barco, caiaques, piscinas naturais, camarão barato, enfim, um dos aposentos do paraíso. Descansei muito, relaxei, bebi, comi bem, peguei sol... e hoje, logo pela manhã resolvi ler um blog que acho bem interessante, de André Caldeira. No post "Uma vida que se chama trabalho" ele fala sobre seu livro lançado há pouco. E me fez pensar em um coisa que, vez por outro, retorno. O fato da vida ser muito mais do que apenas trabalho.
Hoje em dia tenho a plena noção de que aquilo que fiz nesse feriadão não apenas bom; é necessário. Precisamos trabalhar? Sim, mas para muito além de ganhar dinheiro. O trabalho tem suas beneses. É ocupação. Ocupamos a cabeça, colocamos o cérebro para trabalhar junto conosco, mexemos o corpo, criamos redes sociais (é, ainda existem redes sociais que não são no facebook), até viajamos por causa do trabalho. Mas não ocupemos nossa vida apenas com ele.
"A vida é uma só e passa rápido". Quantas vezes você já escutou isso? Inúmeras. Talvez por isso não a levemos à sério. Saia do lugar comum e "processe" essa informação. A vida é curta! Devemos trabalhar como loucos, esquecendo dos amigos, da diversão, do lazer, da vida familiar a fim de juntar dinheiro e poder ter uma velhice tranquila? E se você não chegar lá? E se você chegar lá com problemas sérios de saúde? Vai olhar para trás, com certeza, e se arrepender de ter trabalhado tanto. E aí, sabe qual será sua
trilha sonora? Epitáfio (Titãs):
"Devia ter complicado menos / Trabalhado menos / Ter visto o sol se pôr..."
Veja o sol de pôr. Há quanto tempo você não faz isso? Veja o sol nascer. Visite lugares na sua cidade que você não vai normalmente. Faça coisas simples, caminhar na praia, tomar um sorvete, brincar com crianças, sobrinhos, filhos, filhos de amigos, crie um blog, escreva o que pensa, sei lá... use sua vida!
Nesses momentos simples, caso se interesse, existe um ótimo livro que fala exatamente nessa tênue linha que divide trabalho e lazer, cada vez mais invisível. O livro se chama O ócio criativo e é de Domenico De Masi. Dentro das novas formas de trabalho isso emerge de forma preocupante. Cada vez mais, criam-se postos de trabalho em home office. Bacana, não é!? Até certo ponto, eu diria. A divisão entre trabalho e lazer, tão necessária à nossa vida, fica comprometida. Quando estou em casa, estou trabalhando ou descansando? Que horas acaba meu trabalho em casa e vou para minha casa, agora, para o lazer? São questões que poucos se apegam, mas que, em algum momento vão criar problemas de relacionamento, psicológicos, físicos etc.
Tudo passa pelo que você de si próprio. Há os que sintam-se observados pelos outros por aquilo que produzem, pelo seu trabalho, pelo seu cargo, pelo que recebe em seu trabalho. E há os que já entenderam que não adianta trabalhar para ser observado.
O trabalho tem que ser mais um coisa em sua vida e não o foco de suas atenções. Você precisa ter um crença, gostar de alguém, ter um programa favorito, planejar uma viagem, conversar com amigos, desafiar-se e buscar vencer tais desafios. Você precisa viver, sem jargões, no restrito sentido da palavra viver. E viver não é apenas trabalhar!
Tenho em minha casa um quadro que possui uma frase de uma das pessoas que mais viveu a vida brincando. Brincando enquanto trabalhava. E até hoje é visto como exemplo do cinema:
"A vida é um show sem direito a ensaio. Por isso cante, chore, dance, ria e viva intensamente antes que a cortina se feche sem aplauso"... Charlie Chaplin!!!
Nesse feriadão estive em Barra do Cunhaú, no Rio Grande do Norte. Aconselho qualquer um a conhecer. Encontro do rio com o mar, passeio de barco, caiaques, piscinas naturais, camarão barato, enfim, um dos aposentos do paraíso. Descansei muito, relaxei, bebi, comi bem, peguei sol... e hoje, logo pela manhã resolvi ler um blog que acho bem interessante, de André Caldeira. No post "Uma vida que se chama trabalho" ele fala sobre seu livro lançado há pouco. E me fez pensar em um coisa que, vez por outro, retorno. O fato da vida ser muito mais do que apenas trabalho.
Hoje em dia tenho a plena noção de que aquilo que fiz nesse feriadão não apenas bom; é necessário. Precisamos trabalhar? Sim, mas para muito além de ganhar dinheiro. O trabalho tem suas beneses. É ocupação. Ocupamos a cabeça, colocamos o cérebro para trabalhar junto conosco, mexemos o corpo, criamos redes sociais (é, ainda existem redes sociais que não são no facebook), até viajamos por causa do trabalho. Mas não ocupemos nossa vida apenas com ele.
"A vida é uma só e passa rápido". Quantas vezes você já escutou isso? Inúmeras. Talvez por isso não a levemos à sério. Saia do lugar comum e "processe" essa informação. A vida é curta! Devemos trabalhar como loucos, esquecendo dos amigos, da diversão, do lazer, da vida familiar a fim de juntar dinheiro e poder ter uma velhice tranquila? E se você não chegar lá? E se você chegar lá com problemas sérios de saúde? Vai olhar para trás, com certeza, e se arrepender de ter trabalhado tanto. E aí, sabe qual será sua
trilha sonora? Epitáfio (Titãs):
"Devia ter complicado menos / Trabalhado menos / Ter visto o sol se pôr..."
Veja o sol de pôr. Há quanto tempo você não faz isso? Veja o sol nascer. Visite lugares na sua cidade que você não vai normalmente. Faça coisas simples, caminhar na praia, tomar um sorvete, brincar com crianças, sobrinhos, filhos, filhos de amigos, crie um blog, escreva o que pensa, sei lá... use sua vida!
Nesses momentos simples, caso se interesse, existe um ótimo livro que fala exatamente nessa tênue linha que divide trabalho e lazer, cada vez mais invisível. O livro se chama O ócio criativo e é de Domenico De Masi. Dentro das novas formas de trabalho isso emerge de forma preocupante. Cada vez mais, criam-se postos de trabalho em home office. Bacana, não é!? Até certo ponto, eu diria. A divisão entre trabalho e lazer, tão necessária à nossa vida, fica comprometida. Quando estou em casa, estou trabalhando ou descansando? Que horas acaba meu trabalho em casa e vou para minha casa, agora, para o lazer? São questões que poucos se apegam, mas que, em algum momento vão criar problemas de relacionamento, psicológicos, físicos etc.
Tudo passa pelo que você de si próprio. Há os que sintam-se observados pelos outros por aquilo que produzem, pelo seu trabalho, pelo seu cargo, pelo que recebe em seu trabalho. E há os que já entenderam que não adianta trabalhar para ser observado.
O trabalho tem que ser mais um coisa em sua vida e não o foco de suas atenções. Você precisa ter um crença, gostar de alguém, ter um programa favorito, planejar uma viagem, conversar com amigos, desafiar-se e buscar vencer tais desafios. Você precisa viver, sem jargões, no restrito sentido da palavra viver. E viver não é apenas trabalhar!
Tenho em minha casa um quadro que possui uma frase de uma das pessoas que mais viveu a vida brincando. Brincando enquanto trabalhava. E até hoje é visto como exemplo do cinema:
"A vida é um show sem direito a ensaio. Por isso cante, chore, dance, ria e viva intensamente antes que a cortina se feche sem aplauso"... Charlie Chaplin!!!
terça-feira, 13 de novembro de 2012
2014 é o ano! Até lá...
Hoje vi o
resultado de testes que foram feitos com carros que trafegam em nosso país.
Eram testes de segurança contra impactos frontais. E os resultados daqueles que
não possuíam airbag eram horríveis. Mas o bizarro é saber que a obrigatoriedade
da colocação do airbag duplo (motorista e passageiro da frente) só passa a
vigorar em 2014. Realmente, o nível de tecnologia das montadoras é tal que eles
não conseguem implementar essa medida em um período menor que 2 anos. Ou será
que não querem!?
Mas, povo brasileiro,
sobrevivamos até o áureo Dois Mil e Quatorze. Esse será o ano! É pouco tempo
sofrendo, só mais um ano. Vejam, em 2014, não teremos mais problemas de
"engarrafamento" aéreo. É o ano da Copa e, segundo o Comitê
Organizadora local, até a abertura, todo o sistema de controle de tráfego aéreo
e de gerenciamento em solo estará perfeito. É o ano da Copa, pessoal, alegria,
alegria.. teremos os estádios prontos, novinhos. Aquelas construções
maravilhosas, que custam em média 50% do orçado inicialmente. E que o governo
banca e a grana sai fácil e rápido porque é obra do PAC. E sabe quantas vezes
cada estádio será utilizado depois da Copa? Umas 40 no ano inteiro! Já
imaginaram quantas creches poderiam ser construídas e com uma taxa de
utilização mastrodonticamente maior do que os estádios, com crianças por lá a
semana inteira.
E o Nordeste... ê seca, hein!? Mas guenta aí, só mais um ano. A
promessa é de que no final de 2014 a transposição do Rio São Francisco fica
pronta. Só está um pouquinho de nada atrasada. A previsão inicial era 2010. “Atraso
normal”. E aqui, amigos, a ampliação no orçamento foi de 71% do projeto
inicial, coisa pouca, irrisórios R$ 3,4 bilhões a mais nos R$ 4,8 Bilhões de
partida. Errinho pequeno! Mas em 2014, ele que me aguarde, vou tomar banho de
canal no interior da Paraíba.
Não teremos mais, a partir de 2014, o ano cabalístico nacional,
colheita manual de cana-de-açucar, pelo menos no Estado de São Paulo. É uma
avanço? Sim! Quase na mesma velocidade de crescimento de um bonsai. E nós,
temos que cultivar a paciência dos orientais. Até lá, continuamos permitindo
que morram, por estafa, 3 trabalhadores por ano, como aconteceu no próprio estado
de São Paulo, nos últimos dois. Estafa, esgotamento físico total. O cara sai
para trabalhar e não recebe, nem volta. Pelo contrário, paga o descaso de seus
donos com a própria vida. Chamo dono porque, alguns trabalham em condições semelhantes
à escravatura. O que é comprovado no Pacto pela erradicação do trabalho escravo
no Brasil.
Não posso terminar sem uma mensagem de otimismo. Pensem bem, são
apenas 12 meses! Se os Maias não estiverem certos e o mundo não acabar em
dezembro de 2012 – há grande probabilidade de estarem certos, porque o
Corinthians foi campeão da Libertadores – sofreremos só mais um ano para
presenciar a bonanza! Como disse Renato Russo na música 1965 (Duas tribos): “O
Brasil é o país do futuro”. O legado, utilizando o jargão esportivo, será a
partir de 2014. Aos que vivem hoje, no Brasil, e viverão em terras tupiniquins
no próximo ano, como eu, utilizo as sábias palavras do Excelentíssimo Senhor Deputado
Federal Titirica, em entrevista à Rede Bandeirantes:
“chupa que é de uva”
terça-feira, 6 de novembro de 2012
QUE SE CUMPRAM AS PROPOSTAS!
‘Saúde é melhor em casa’ – Com o programa, a ideia é ampliar o atendimento domiciliar, em que uma equipe vai visitar pacientes com doenças crônicas e outros quadros no conforto do lar. A proposta visa proteger o paciente de infecções e garantir o conforto maior ao lado da família.
Construção de três novas UPAs – Para que mais pessoas tenham acesso a às Unidades de Pronto Atendimento, serão instaladas mais Upas. Os locais beneficiados serão Mangabeira, Cruz das Armas e Geisel.Rezemos uma novena para que isso aconteça!
Mais escolas em tempo integral – Ampliação do número de escolas em tempo integral, oferecendo atividades ligadas ao esporte e a cultura em parceria com o ensino, além do ensino de línguas estrangeiras.
Revisão do PCCR dos professores – Para garantir a valorização dos profissionais da educação e rediscutir o Plano de Cargo, Carreira e Remuneração, o Município vai também garantir salários justos. Além disso, a prefeitura quer ampliar o número de vagas para qualificação.
Já escutei isso de Dilma na Campanha para Presidente e o que eles fizeram com os professores Federais???
Atenção aos bairros – Luciano pretende asfaltar 600 ruas em João Pessoa e garantir ampla atenção aos bairros mais afastados e mais necessitados de atenção. Além de calçamento e pavimentação asfáltica, as comunidades terão acesso a iluminação e saneamento.
Novas moradias - João Pessoa vai ganhar 13 mil novas moradias. A ideia é que a casa venha acompanhada da infraestrutura e serviços necessários à população, como transporte, escolas, postos de saúde e acesso ao emprego.
Isso é interessante! Não basta casa; é preciso infraestrutura
Ciclovias – Os esforços serão amplos para buscar recursos junto ao governo federal para implantar 80 km de ciclovias. Ao mesmo tempo, desenvolver campanhas educativas para conscientizar as pessoas sobre os direitos de todos os envolvidos.
Novos terminais de integração - Além das melhorias nas linhas de ônibus, o candidato acredita que a ideia de construir novos terminais de integração vai ser decisiva para facilitar a vida de quem mora mais afastado do Centro. “Serão três novos terminais, equipados com lanchonetes, estacionamentos e serviços como banco e lotéricas.
E a cidade volta ao normal - mesmo que não seja o ideal - após a eleição. Os ânimos parecem se arrefecer, os políticos que, até então, brigavam com participantes de rinhas, já apertam as mãos, dão abraços calorosos e voltam a trabalhar, mesmo que pouco, em suas funções originais. Quer dizer, os que voltaram!
Esse é o problema. Tudo passa e junto com o tudo, o mais importante tende a se agarrar a esse bonde e passar também. As propostas, onde estão, quais são? Alguém sabe quais as propostas do "experiente" Luciano Cartaxo? Não quero ser parcial, até porque não votei em ninguém. Aliás, Sr Nulo já tem meu voto há algum tempo. Antes de chegar nas propostas - sim, elas existem - queria relatar que me assustei hoje pela manhã, vendo a notícia de que o atual futuro prefeito fará a transição de uma forma amigável e junto aos técnicos da Caixa Econômica Federal (http://www.paraiba.com.br/2012/11/06/66877-luciano-cartaxo-afirma-que-ainda-nao-esta-discutindo-nomes-para-o-secretariado-da-pmjp). Dentro de um escritório da Caixa. Sabe-se que a Caixa realmente apoia, financia e que seus técnicos auxiliam os Governos em decisões relacionadas a investimentos. Mas daí a montar a estrutura de transição dentro de um escritório de um banco, mesmo que seja público... aaaah, aí é demais!
Para mim, já começou mal, quer dizer, errado. Isso não é certo, é imoral, sob os meus princípios de transparência
Quanto às propostas, listo-as abaixo, extraídas do próprio site de Luciano Cartaxo. Sugestão, salvem o texto e deixem guardadinho em algum lugar de seu PC ou imprima e guarde bem. Como queira. Mas utilize, depois, para cobrar os administradores dessa gestão sobre o que foi estabelecido nesse documento.
Propostas...
Saúde
Ampliar o atendimento da Estratégia Saúde da Família – O compromisso é atender 100% da população com o PSF. A gestão também vai mobilizar esforços para garantir médicos em todas as unidades, por meio de concurso público.‘Saúde é melhor em casa’ – Com o programa, a ideia é ampliar o atendimento domiciliar, em que uma equipe vai visitar pacientes com doenças crônicas e outros quadros no conforto do lar. A proposta visa proteger o paciente de infecções e garantir o conforto maior ao lado da família.
Construção de três novas UPAs – Para que mais pessoas tenham acesso a às Unidades de Pronto Atendimento, serão instaladas mais Upas. Os locais beneficiados serão Mangabeira, Cruz das Armas e Geisel.Rezemos uma novena para que isso aconteça!
Educação
Ampliação do número de creches – A proposta de Luciano é garantir que João pessoa tenha, pelo menos, uma creche em cada um dos 64 bairros.Mais escolas em tempo integral – Ampliação do número de escolas em tempo integral, oferecendo atividades ligadas ao esporte e a cultura em parceria com o ensino, além do ensino de línguas estrangeiras.
Revisão do PCCR dos professores – Para garantir a valorização dos profissionais da educação e rediscutir o Plano de Cargo, Carreira e Remuneração, o Município vai também garantir salários justos. Além disso, a prefeitura quer ampliar o número de vagas para qualificação.
Já escutei isso de Dilma na Campanha para Presidente e o que eles fizeram com os professores Federais???
Segurança
Pública
Guarda Municipal – A Guarda Municipal tem que ser cada vez mais capacitada para que seus integrantes possam fazer uso de armamentos e ajudar na segurança pública, que é de responsabilidade do Estado.
Sistema Municipal de Monitoramento – Será criado um sistema de monitoramento com câmeras espalhadas por pontos estratégicos da cidade e acompanhadas por guardas municipais.
Plano de combate ao crack – Será elaborado um plano intersetorial de combate ao crack com ações divididas em quatro grandes eixos: prevenção do uso, tratamento e reinserção social; educação permanente; comunicação e mobilização social; e alianças estratégicas e projetos integrados.
Tomara que essas câmeras não sigam a lógica das licitações abertas por Ricardo Coutinho para o Jampa DigitalSistema Municipal de Monitoramento – Será criado um sistema de monitoramento com câmeras espalhadas por pontos estratégicos da cidade e acompanhadas por guardas municipais.
Plano de combate ao crack – Será elaborado um plano intersetorial de combate ao crack com ações divididas em quatro grandes eixos: prevenção do uso, tratamento e reinserção social; educação permanente; comunicação e mobilização social; e alianças estratégicas e projetos integrados.
Infraestrutura
e habitação
Plano Municipal de Drenagem – Será implantado um plano para evitar a ocorrência de alagamentos em larga escala, que ainda ocorrem na cidade em diversos pontos específicos e cria milhares de vítimas. Atenção aos bairros – Luciano pretende asfaltar 600 ruas em João Pessoa e garantir ampla atenção aos bairros mais afastados e mais necessitados de atenção. Além de calçamento e pavimentação asfáltica, as comunidades terão acesso a iluminação e saneamento.
Novas moradias - João Pessoa vai ganhar 13 mil novas moradias. A ideia é que a casa venha acompanhada da infraestrutura e serviços necessários à população, como transporte, escolas, postos de saúde e acesso ao emprego.
Isso é interessante! Não basta casa; é preciso infraestrutura
Mobilidade
Urbana
PAC da Mobilidade – Luciano quer dar continuidade aos projetos que estão incluídos dentro do PAC da Mobilidade. Será implantado o Bus Rapid Transit (BRT) nos corredores Pedro II, Dois de Fevereiro, Epitácio Pessoa e Cruz das Armas, ciclovias, construção de estações de passageiros e implantação de bicicletários nas imediações destas estações. Ciclovias – Os esforços serão amplos para buscar recursos junto ao governo federal para implantar 80 km de ciclovias. Ao mesmo tempo, desenvolver campanhas educativas para conscientizar as pessoas sobre os direitos de todos os envolvidos.
Novos terminais de integração - Além das melhorias nas linhas de ônibus, o candidato acredita que a ideia de construir novos terminais de integração vai ser decisiva para facilitar a vida de quem mora mais afastado do Centro. “Serão três novos terminais, equipados com lanchonetes, estacionamentos e serviços como banco e lotéricas.
É.. como esse Luciano é continuação do outro, esse maldito Plano de Mobilidade será implementado. Pelo menos, espera-se. Mas não resolverá. É paliativo. Já comentei isso aqui no blog. Mobilidade Urbana, hoje me dia, é tirar carro da rua. Como? Oferecendo transporte coletivo de qualidade, com horário certo, ônibus bons, com ar-condicionado, em quantidade adequada à demanda da população etc. Mas ninguém quer assumir isso, pois é caro e demora a ser implantado. Então sofreremos com esse PAC - odeio essa sigla - da mobilidade, que irá saturar em alguns poucos anos e teremos novamente a mesma situação de hoje.
E também não me venham com esse papinho de que ciclovia é pintar no asfalto "preferência a bicicletas", sem isolar a ciclovia, como vem acontecendo em alguns pontos de nossa cidade.
Vamos torcer por uma boa administração e ajudar, dentro do possível, mas estejamos atentos e cobremos quando o prometido não for cumprido.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
ELA CHEGOU E JÁ FEZ MORADA
Por vezes, fico me questionando se não seria bom para João Pessoa investimentos intensivos no turismo. Como temos tanta paisagem natural, tanta cultura, culinária própria e não evoluímos exponencialmente no número de visitantes? Tudo bem que percebemos, a cada verão, um aumento na população transitória de nossa cidade, mas nada comparada aos vizinhos Recife e Natal.
Na mesma hora, um pensamento cauteloso me surge: Não devemos incentivar esse Turismo! Estamos bem assim, vivemos bem aqui. A abertura do mercado turístico tem suas vantagens, mas traz a reboque, uma série de mazelas. Prostituição e aumento dos preços dos serviços, que o diga Natal. Aglomerações excessivas de pessoas, como no centro de Recife. Violência, como se observa em... João Pessoa! É, ela veio chegando e fez morada definitiva em nossa pacata Cidade de Nossa Senhora das Neves.
O Mapa da Violência 2012 (http://mapadaviolencia.org.br), construído pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos - CEBELA, leva em conta os dados de homicídios e acidentes de trânsito até o ano de 2010. Nele, algumas surpresas chamam a atenção, como a redução brusca de homicídios em cidades historicamente líderes fúnebres de tal estatística. De outro lado, as até então posicionadas no chamado "rabo da gata" pleiteiam as cabeças de uma tabela na qual os últimos são os primeiros, os de melhores índices no que tange à violência.
Positivamente, Recife, Vitória, Rio de Janeiro e São Paulo, tiveram seus índices reduzidos de forma quase inimaginável. Nossa visita Pernambucana, reduziu entre 2000 e 2010 a taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes em 68,54%. Vitória, assídua frequentadora das primeiras posições, nos anos anteriores, inclusive em primeiro, hoje ocupa a posição 52. Rio de Janeiro, do tráfico, dos latrocínios, "Rio 40 graus.. purgatório da beleza e do caos", o próprio, reduziu de 2008 a 2010 essa mesma taxa de homicídios em 24,4%. Redução que sobe para 133% se compararmos 2000 e 2010. E São paulo, o que falar? Dizer que sua população aumentou 7,28% na última década com um incremento de quase 1 milhão de moradores serve? Se a população aumenta, os homicídios... diminuem! Nesse mesmo período, a taxa de homicídios para cada 100 mil hab. teve uma redução de 400%. Quatrocentos por cento, para vocês não acharem que digitei errado. Eles saíram da quarta posição para a vigésima sétima.
E onde fica João Pessoa nisso tudo? Com o "honroso" segundo lugar entre as capitais Brasileiras, atrás apenas de Maceió, que sempre foi péssima em qualquer número que reflita as consequências de desigualdades sociais, tal forte no estado de Alagoas. A cada 100 mil pessoenses, 80 foram assassinados em 2010. Há de se relatar que nossa população aumentou de 2000 a 2010, cerca de 17,4%. Nada que justifique um aumento de 52,93% na fatídica taxa Homicídios/100 mil hab. no mesmo péríodo. A título de comparação, em 2000 nós estávamos na 13ª posição. Fizemos o caminho inverso, em posições, da nossa seleção brasileira de futebol, que em outubro de 2007 era a 2ª colocada no ranking da FIFA e agora, outubro de 2012, é a 13ª. Só que lá, isso não afeta nem tira a vida de ninguém, pelo menos diretamente.
Tenho ótimas lembranças ainda de João Pessoa quando era tranquila. Brincávamos na rua até meia-noite, sem maiores preocupações. Andávamos de bicicleta sozinhos. Tráfico era quase um neologismo. Quase se escutava a palavra, já se pensava: "Você não quis dizer tráfego?". Atualmente, as duas estão mais que presentes em nosso dicionário e em negrito.
Não quero sentenciar o Turismo como único réu, mesmo não sendo confesso, de tal cenário. Mas a cadeia do turismo engloba vértices não salutares. Turismo traz gringos, que vem com muito dinheiro, e querem prostituição, drogas etc. Mas fica minha reflexão sobre tais assuntos. E espero que todos possam discutir mais essas questões e buscar, cada vez mais, bases para formar suas idéias e defender suas posições. A minha é: "DEIXA O TURISMO DO JEITO QUE ESTÁ"
Por vezes, fico me questionando se não seria bom para João Pessoa investimentos intensivos no turismo. Como temos tanta paisagem natural, tanta cultura, culinária própria e não evoluímos exponencialmente no número de visitantes? Tudo bem que percebemos, a cada verão, um aumento na população transitória de nossa cidade, mas nada comparada aos vizinhos Recife e Natal.
Na mesma hora, um pensamento cauteloso me surge: Não devemos incentivar esse Turismo! Estamos bem assim, vivemos bem aqui. A abertura do mercado turístico tem suas vantagens, mas traz a reboque, uma série de mazelas. Prostituição e aumento dos preços dos serviços, que o diga Natal. Aglomerações excessivas de pessoas, como no centro de Recife. Violência, como se observa em... João Pessoa! É, ela veio chegando e fez morada definitiva em nossa pacata Cidade de Nossa Senhora das Neves.
O Mapa da Violência 2012 (http://mapadaviolencia.org.br), construído pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos - CEBELA, leva em conta os dados de homicídios e acidentes de trânsito até o ano de 2010. Nele, algumas surpresas chamam a atenção, como a redução brusca de homicídios em cidades historicamente líderes fúnebres de tal estatística. De outro lado, as até então posicionadas no chamado "rabo da gata" pleiteiam as cabeças de uma tabela na qual os últimos são os primeiros, os de melhores índices no que tange à violência.
Positivamente, Recife, Vitória, Rio de Janeiro e São Paulo, tiveram seus índices reduzidos de forma quase inimaginável. Nossa visita Pernambucana, reduziu entre 2000 e 2010 a taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes em 68,54%. Vitória, assídua frequentadora das primeiras posições, nos anos anteriores, inclusive em primeiro, hoje ocupa a posição 52. Rio de Janeiro, do tráfico, dos latrocínios, "Rio 40 graus.. purgatório da beleza e do caos", o próprio, reduziu de 2008 a 2010 essa mesma taxa de homicídios em 24,4%. Redução que sobe para 133% se compararmos 2000 e 2010. E São paulo, o que falar? Dizer que sua população aumentou 7,28% na última década com um incremento de quase 1 milhão de moradores serve? Se a população aumenta, os homicídios... diminuem! Nesse mesmo período, a taxa de homicídios para cada 100 mil hab. teve uma redução de 400%. Quatrocentos por cento, para vocês não acharem que digitei errado. Eles saíram da quarta posição para a vigésima sétima.
E onde fica João Pessoa nisso tudo? Com o "honroso" segundo lugar entre as capitais Brasileiras, atrás apenas de Maceió, que sempre foi péssima em qualquer número que reflita as consequências de desigualdades sociais, tal forte no estado de Alagoas. A cada 100 mil pessoenses, 80 foram assassinados em 2010. Há de se relatar que nossa população aumentou de 2000 a 2010, cerca de 17,4%. Nada que justifique um aumento de 52,93% na fatídica taxa Homicídios/100 mil hab. no mesmo péríodo. A título de comparação, em 2000 nós estávamos na 13ª posição. Fizemos o caminho inverso, em posições, da nossa seleção brasileira de futebol, que em outubro de 2007 era a 2ª colocada no ranking da FIFA e agora, outubro de 2012, é a 13ª. Só que lá, isso não afeta nem tira a vida de ninguém, pelo menos diretamente.
Tenho ótimas lembranças ainda de João Pessoa quando era tranquila. Brincávamos na rua até meia-noite, sem maiores preocupações. Andávamos de bicicleta sozinhos. Tráfico era quase um neologismo. Quase se escutava a palavra, já se pensava: "Você não quis dizer tráfego?". Atualmente, as duas estão mais que presentes em nosso dicionário e em negrito.
Não quero sentenciar o Turismo como único réu, mesmo não sendo confesso, de tal cenário. Mas a cadeia do turismo engloba vértices não salutares. Turismo traz gringos, que vem com muito dinheiro, e querem prostituição, drogas etc. Mas fica minha reflexão sobre tais assuntos. E espero que todos possam discutir mais essas questões e buscar, cada vez mais, bases para formar suas idéias e defender suas posições. A minha é: "DEIXA O TURISMO DO JEITO QUE ESTÁ"
terça-feira, 9 de outubro de 2012
UM TEXTO DAQUELES
Hoje iria comentar sobre os 20 dias que teremos a mais de sujeira nas ruas com aqueles "santinhos" (caberia muito mais "diabinhos"), de dificuldades ainda maiores no trânsito por causa das "tartarugas-de-som" camufladas de carros-de-som, responsáveis pela poluição sonora estressante em nossa cidade, mais 20 dias de show de horrores, mentirinhas e acusações mútuas na televisão e no radio. Enfim, dessa mesmice que se repete a cada dois anos, mas que nos irrita cada vez mais. Tomara que a irritação seja sinal de conscientização política!
Mas, recebi hoje pela manhã um e-mail com um texto daqueles. Aqueles que trazem muita coisa que gostaríamos de falar ou escrever. Aqueles carregados de sentimento, nos quais você quase consegue ver o autor e suas expressões faciais e corporais no momento da escrita. Aqueles textos que são tão rebuscados e ao mesmo tempo, simples. Textos como esse, devem ser difundidos, amplamente repassados, "curtidos" muito mais do que as fotos que são disponibilizadas em sites de relacionamento.
Em maio, a PresidentE (Com 'E' mesmo, como sempre achei correto) Dilma lançou o Projeto Brasil Carinhoso. Justamente no Dia das Mães. Nada mais marqueteiro do que isso! Em um texto fantástico, a senhora Martha Pannunzio, professora aposentada, faz duras críticas ao Programa e a diversas outras atitudes do governo e, especificamente, de nossa PresidentE. Copiei ipsis literis seu texto abaixo. É bem grande, especialmente para os padrões normais de um blog, mas garanto: vale muito à pena ler!!!
Hoje iria comentar sobre os 20 dias que teremos a mais de sujeira nas ruas com aqueles "santinhos" (caberia muito mais "diabinhos"), de dificuldades ainda maiores no trânsito por causa das "tartarugas-de-som" camufladas de carros-de-som, responsáveis pela poluição sonora estressante em nossa cidade, mais 20 dias de show de horrores, mentirinhas e acusações mútuas na televisão e no radio. Enfim, dessa mesmice que se repete a cada dois anos, mas que nos irrita cada vez mais. Tomara que a irritação seja sinal de conscientização política!
Mas, recebi hoje pela manhã um e-mail com um texto daqueles. Aqueles que trazem muita coisa que gostaríamos de falar ou escrever. Aqueles carregados de sentimento, nos quais você quase consegue ver o autor e suas expressões faciais e corporais no momento da escrita. Aqueles textos que são tão rebuscados e ao mesmo tempo, simples. Textos como esse, devem ser difundidos, amplamente repassados, "curtidos" muito mais do que as fotos que são disponibilizadas em sites de relacionamento.
Em maio, a PresidentE (Com 'E' mesmo, como sempre achei correto) Dilma lançou o Projeto Brasil Carinhoso. Justamente no Dia das Mães. Nada mais marqueteiro do que isso! Em um texto fantástico, a senhora Martha Pannunzio, professora aposentada, faz duras críticas ao Programa e a diversas outras atitudes do governo e, especificamente, de nossa PresidentE. Copiei ipsis literis seu texto abaixo. É bem grande, especialmente para os padrões normais de um blog, mas garanto: vale muito à pena ler!!!
BRASIL CARINHOSO
Bom dia, dona Dilma!
Eu também assisti ao seu pronunciamento
risonho e maternal na véspera do Dia das Mães. Como cidadã da classe média,
mãe, avó e bisavó, pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no
meu contracheque de professora aposentada da rede pública mineira e em cada
Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio do
BRASIL CARINHOSO.
Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em
ano de eleição municipalista? Faça-me o favor, senhora presidentA! É
preciso que o Brasil crie um mecanismo bastante severo de controle dos impulsos
eleitoreiros dos seus executivos (presidente da república, governador e
prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do
Brasil.
Setenta reais per
capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto
bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque
elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes
para engordar sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão
correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem
dúvida, um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente
expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.
É muito fácil dar bom dia com chapéu
alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar para a plateia. É fácil e é um
sintoma evidente de que se trabalha (que se governa, no seu caso)
irresponsavelmente.
Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo
por mim. Não votei na senhora. Sou bastante madura, bastante politizada,
marxista, sobrevivente da ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu
jamais votei nem votarei num petista, simplesmente porque a cartilha
doutrinária do PT é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor,
pragmático no mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do quanto pior,
melhor. São discricionários, praticantes do bullying mais indecente da História
do Brasil.
Em 1988 a Assembleia Nacional
Constituinte, numa queda-de-braço espetacular, legou ao Brasil uma Carta Magna
bastante democrática e moderna. No seu Art. 5º está escrito que todos são
iguais perante a lei*. Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta
disposição, enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto seu
modus governandi a partir do qual todos são iguais perante
a lei,menos os que são diferentes: os
beneficiários das cotas e das bolsas-esmola. A partir de vocês. Sr. Luís
Inácio e dona Dilma, negro é negro, pobre é pobre e miserável é miserável. E a
Constituição que vá para a pqp. Vocês selecionaram estes brasileiros e
brasileiras, colocaram-nos no tronco, como eu faço com o meu gado, e os
marcaram com ferro quente, para não deixar dúvida d e que são mal-nascidos. Não
fizeram propriamente uma exclusão, mas
fizeram, com certeza, publicamente, uma apartação étnica e social. E o PROUNI se
transformou num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de
qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação. Faculdades
capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter sido fechadas a bem da
moralidade, da ética e da saúde intelectual, empresarial, cultural e política
do País. A Câmara Federal endoidou? O Senado endoidou? O STJ endoidou? O
ex-presidente e a atual presidentA endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente
lutou por uma escola de qualidade, laica, gratuita e democrática. A senhora
disse que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma? Oi,
por favor, alguém pare o trem que eu quero descer!
Uma escola pública decente, realista,
sintonizada com um País empreendedor, com uma grade curricular objetiva, com
professores bem remunerados, bem preparados, orgulhosos da carreira, felizes, é
disto que o Brasil precisa. Para ontem. De ensino técnico,
profissionalizante. Para ontem. Nossa grade curricular é tão superficial e
supérflua, que o aluno chega ao final do ensino médio incapaz de conjugar um
verbo, incapaz de localizar a oração principal de um período composto por
coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe regra de três. Não sabe calcular juros.
Não sabe o nome dos Estados nem de suas capitais. Em casa não sabe consertar o
ferro de passar roupa. Não é capaz de fritar um ovo. O estudante e a
estudantA brasileiros só servem para prestar vestibular, para mais nada.
E tomar bomba, o que é mais triste. Nossos meninos e jovens leem (quando leem),
mas não compreendem o que leram. Estamos na rabeira do mundo, dona Dilma.
Acorde! Digo isto com conhecimento de causa porque domino o assunto. Fui a vida
toda professora regente da escola pública mineira, por opção política e
ideológica, apesar da humilhação a que Minas submete seus professores. A
educação de Minas é uma vergonha, a senhora é mineira (é?), sabe disto tanto
quanto eu. Meu contracheque confirma o que estou informando.
Seu presente para as mães miseráveis
seria muito mais aplaudido se anunciasse apenas duas decisões: um programa
nacional de planejamento familiar a partir do seu exemplo, como mãe de uma
única filha, e uma escola de um turno só, de doze horas. Não sabe como fazer
isto? Eu ajudo. Releia Josué de Castro, A GEOGRAFIA DA FOME. Releia Anísio
Teixeira. Releia tudo de Darcy Ribeiro. Revisite os governos gaúcho e
fluminense de seu meio-conterrâneo e companheiro de PDT, Leonel Brizola.
Convide o senador Cristovam Buarque para um café-amigo, mesmo que a Casa Civil
torça o nariz. Ele tem o mapa da mina.
A senhora se lembra dos CIEPs? É disto
que o Brasil precisa. De escola em tempo integral, igual para as crianças e
adolescentes de todas as camadas, miseráveis ou milionárias. Escola com quatro
refeições diárias, escova de dente e banho. E aulas objetivas,
evidentemente. Com biblioteca, auditório e natação. Com um jardim bem
cuidado, sombreado, prazeroso. Com uma baita horta, para aprendizado dos alunos
e abastecimento da cantina. Escola adequada para os de zero a seis, para
estudantes de ensino fundamental e para os de ensino médio, em instalações
individuais para um máximo de quinhentos alunos por prédio. Escola no bairro,
virando a esquina de casa. De zero a dezessete anos. Dê um pulinho na
Finlândia, dona Dilma. No aerolula dá pra chegar num piscar de olhos. Vá
até lá ver como se gerencia a educação pública com responsabilidade e
resultado. Enquanto os finlandeses amam a escola, os brasileiros a depredam. Lá
eles permanecem. Aqui a evasão é exorbitante. Educação custa caro? Depende do
ponto de vista de quem analisa. Só que educação não é despesa. É investimento.
E tem que ser feita por qualquer gestor minimamente sério e minimamente
inteligente. Povo educado ganha mais, consome mais, come mais corretamente,
adoece menos e recolhe mais imposto para as burras dos governos. Vale à pena investir mais em educação do que em
caridade, pelo menos assim penso eu, materialista convicta.
Antes que eu me esqueça e para ser bem
clara: planejamento familiar não tem nada a ver com controle de natalidade.
Aliás, é a única medida capaz de evitar a legalização do controle de
natalidade, que é uma medida indesejável, apesar de alguns países precisarem
recorrer a ela. Uberlândia, inspirada na lei de Cascavel, Paraná, aprovou, em
novembro de 1992, a lei do planejamento familiar. Nossa cidade foi a segunda do
Brasil a tomar esta iniciativa, antecipando-se ao SUS. Eu, vereadora à época,
fui a autora da mesma e declaro isto sem nenhuma vaidade, apenas para a senhora
saber com quem está falando.
Senhora PresidentA, mesmo não tendo
votado na senhora, torço pelo sucesso do seu governo como mulher e como cidadã.
Mas a maior torcida é para que não lhe falte discernimento, saúde nem coragem
para empunhar o chicote e bater forte, se for preciso. A primeira chibatada é o
seu veto a este Código Florestal, que ainda está muito ruim, precisado de muito
amadurecimento e aprendizado. O planeta terra é muito mais importante do que o
lucro do agronegócio e a histeria da reforma agrária fajuta que vocês estão
promovendo. Sou fazendeira e ao mesmo tempo educadora ambiental.
Exatamente por isto não perco a sensatez. Deixe o Congresso pensar um
pouco mais, afinal, pensar não dói e eles estão em Brasília, bem instalados e
bem remunerados, para isto mesmo. E acautele-se durante o processo eleitoral
que se aproxima. Pega mal quando um político usa a máquina para beneficiar seu
partido e sua base aliada. Outros usaram? E daí? A senhora não é os outros. A
senhora á a senhora, eleita pelo povo brasileiro para ser a presidentA do
Brasil, e não a presidentA de um partidinho de aluguel,
qualquer.
Se conselho fosse bom a gente não dava,
vendia. Sei disto, é claro. Assim mesmo vou aconselhá-la a pedir desculpas às
outras mães excluídas do seu presente: as mães da classe média baixa, da classe
média média, da classe média alta, e da classe dominante, sabe por quê? Porque
somos nós, com marido ou sem marido, que, junto com os homens produtivos,
geradores de empregos, pagadores de impostos, sustentamos a carruagem
milionária e a corte perdulária do seu governo tendencioso, refém do PT e da
base aliada oportunista e voraz.
A senhora, confinada no seu palácio,
conhece ao vivo os beneficiários da Bolsa-família? Os muitos que eu
conheço se recusam a aceitar qualquer trabalho de carteira assinada, por medo
de perder o benefício. Estou firmemente convencida de que
este novo programa, BRASIL CARINHOSO, além de não solucionar o problema de
ninguém, ainda tem o condão de produzir uma casta inoperante, parasita social,
sem qualificação profissional, que não levará nosso País a lugar nenhum. E, o
que é mais grave, com o excesso de propaganda institucional feita
incessantemente pelo governo petista na última década, o Brasil está na mira
dos desempregados do mundo inteiro, a maioria qualificada, que entrarão por
todas as portas e ocuparão todos os empregos disponíveis, se contentando até
mesmo com a informalidade. E aí os brasileiros e brasileira vão ficar chupando
prego, entregues ao deus-dará, na ociosidade que os levará à delinquência e às
drogas.
Quem cala, consente. Eu não me calo.
Aos setenta e quatro anos, o que eu mais queria era poder envelhecer
despreocupada, apesar da pancadaria de 1964. Isto não está sendo possível.
Apesar de ter lutado a vida toda para criar meus cinco filhos, de ter educado
milhares de alunos na rede pública, o País que eu vou legar aos meus
descendentes ainda está na estaca zero, com uma legislação que deu a todos a
obrigação de votar e o direito de votar e ser votado, mas gostou da
sacanagem de manter a maioria silenciosa no ostracismo social, alienada e
desinteressada de enfrentar o desafio de lutar por um lugar ao sol, de ganhar o
pão com o suor do seu rosto. Sem dignidade, mas com um título de eleitor na
mão, pronto para depositar um voto na urna, a favor do político paizão/mãezona
que lhe dá alguma coisa. Dar o peixe, ao invés de ensinar a pescar, est a foi a
escolha de vocês.
A senhora não pediu minha opinião, mas
vai mandar a fatura para eu pagar. Vai. Tomou esta decisão sem me consultar.
Num país com taxa de crescimento industrial abaixo de zero, eu, agropecuarista,
burro-de-carga brasileiro, me dou o direito de pensar em voz alta e o
dever de me colocar publicamente contra este cafuné na cabeça dos miseráveis.
Vocês não chegaram ao poder agora. Já faz nove anos, pense bem! Torraram uma
grana preta com o FOME ZERO, o bolsa-escola, o bolsa-família, o vale-gás, as
ONGs fajutas e outras esmolas que tais. Esta sangria nos cofres públicos não
salvou ninguém? Não refrescou niente? Gostaria que a senhora me mandasse
o mapeamento do Brasil miserável e uma cópia dos estudos feitos para avaliar o
quantitativo de miseráveis apurado pelo Palácio do Planalto antes do anúncio do
BRASIL CARINHOSO. Quero fazer uma continha de multiplicar e outra de dividir,
só para saber qual a parte que me toca nesta chamada de capital.
Democracia é isto, minha cara. Transparência. Não ofende. Não dói.
Ah, antes que eu me esqueça, a palavra
certa é PRESIDENTE. Não sou impertinente nem desrespeitosa, sou apenas
professora de latim, francês e português. Por favor, corrija esta informação.
Se eu mandar esta correspondência pelo
correio, talvez ela pare na Casa Civil ou nas mãos de algum assessor censor e a
senhora nunca saberá que desagradou alguém em algum lugar. Então vai pela
internet. Com pessoas públicas a gente fala publicamente para que alguém,
ciente, discorde ou concorde. O contraditório é muito saudável.
Não gostei e desaprovo o BRASIL
CARINHOSO. Até o nome me incomoda. R$2,00 (dois reais) por dia para cada
familiar de quem tem em casa uma criança de zero a seis anos, é uma esmolinha
bem insignificante, bem insultuosa, não é não, dona Dilma? Carinho de
presidentA da república do Brasil neste momento, no meu conceito, é uma
campanha institucional a favor da vasectomia e da laqueadura em quem já
produziu dois filhos. É mais creche institucional e laica. Mais escola pública
e laica em tempo integral com quatro refeições diárias. É professor dentro da
sala de aula, do laboratório, competente e bem remunerado. É ensino
profissionalizante e gente capacitada para o mercado de trabalho.
Eu podia vociferar contra os
descalabros do poder público, fazer da corrupção escandalosa o meu assunto para
esta catilinária. Mas não. Prefiro me ocupar de algo mais grave, muitíssimo
mais grave, que é um desvio de conduta de líderes políticos desonestos, chamado
populismo, utilizado para destruir a dignidade da massa ignara. Aliciar as classes
sociais menos favorecidas é indecente e profundamente desonesto. Eles são
ingênuos, pobres de espírito, analfabetos, excluídos? Os miseráveis são.
Mas votam, como qualquer cidadão produtivo, pagador de impostos. Esta é a
jogada. Suja.
A televisão mostra ininterruptamente
imagens de desespero social. Neste momento em todos os países, pobres,
emergentes ou ricos, a população luta, grita, protesta, mata, morre, reivindicando
oportunidade de trabalho. Enquanto isto, aqui no País das
Maravilhas, a presidente risonha e ricamente produzida anuncia um programa de
estímulo à vagabundagem. Estamos na contramão da História,
dona Dilma!
Pode ter certeza de que a senhora conseguiu
agredir a inteligência da minoria de brasileiros e brasileiras que mourejam dia
após dia para sustentar a máquina extraviada do governo petista.
Último lembrete: a pobreza é uma
consequência da esmola. Corta a esmola que a pobreza acaba, como dois mais dois
são quatro.
Não me leve a mal
por este protesto público. Tenho obrigação de protestar, sabe por quê? Porque,
de cada delírio seu, quem paga a conta sou eu.
Atenciosamente,
Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
Fazenda Água Limpa, Uberlândia, em 16-05-2012
marthapannunzio@hotmail.com
CPF nº 394172806-78
OBS.:- foi entregue em mãos à
PRESIDENTE
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
EDUCAÇÃO: MELHORAMOS???
Um grande estudo realizado pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e divulgado no mês passado revela que, quantitativamente, o Brasil evoluiu seus indicadores de investimento em educação. O estudo envolve os 34 países que compõem a OCDE mais Brasil, Argentina, Índia, Indonésia, China, Arábia Saudita, África do Sul e Rússia.
O problema está no foco da lupa! Olhar apenas para o Brasil é esquecer-se que o mundo tem vislumbrado a educação como saída para diversos problemas atuais e futuros. Assim como o Brasil o tem, mas apenas na esfera do discurso. A operacionalização das falas está em uma proporção muito menor. Fala-se e pensa-se muito; age-se pouco! Quando comparado com os demais países, nossa avaliação é deplorável, para não dizer ridícula, ou mesmo criminosa.
Os dados apenas analtecem o que se tem de melhor no país quanto à educação: Verbas mal investidas, sem planejamento e com excesso de desvios. Evoluímos, é verdade, no montante investido. O salto no gasto por aluno nos ensinos primário e secundário foi de 149% entre 2005 e 2009. E o que se tem visto nas escolas que demonstre essa evolução? E sabe onde ficamos entre os países avaliados na pesquisa? Em quinto... de trás pra frente. Nosso investimento por aluno é, na média, um quarto da média do investimento dos países da OCDE. Se passarmos para o ensino superior... huuun... nosso investimento por aluno foi reduzido, nesse período de 5 anos, em 2%. Somos o 23º nesse quesito, de um total de 29 países.
Lutamos com o brio de visionários "nostradâmicos" para exigir que o Brasil invista 10% do PIB em educação, prevendo o que é Déjàvu em outros países: a educação é a instância que pode modificar e fortalecer um país. Uma luta movida, principalmente, por estudantes, professores e funcionários das Instituições Federais de Ensino, as Universidades. E sabe quanto dos grandiosos 5,55% do PIB investidos atualmente em educação no Brasil vão para o ensino superior?... 0,8%. Talvez por escrito pareça mais... zero virgula oito por cento. E ainda temos que escutar o Ministro da Educação, Aloízio Mercadante, falar que o Projeto de Lei que trata da Reestruturação da Carreira Docente, enviado sem acordo com os professores, valoriza a qualificação. Como, Vossa Excelência, cobrar qualificação se o governo não vê qualidade no ensino superior? Só um aparte, ainda patinaremos muito, enquanto tivermos Ministros indicados por interesse político e não por competência técnica para a cadeira. Mas há pesquisa nas Universidades, não é? Há, sim senhor. Bancadas por estratosféricos 0,04% do PIB nacional. Nesse quesito, somos o derradeiro, o "fim de rama", estamos "no rabo da gata". O brasil é o pais que menos investe em Pesquisa e Desenvolvimento.
Enfim, não há nada tão ruim que não possa ser piorado. E o Brasil sabe disso muito bem. E tem trabalhado para piorar cada vez mais nossa educação. Andamos na contramão, mesmo sabendo o sentido ideal. Fazemos questão de fechar os olhos para o descaso com escolas, professores, material didático, laboratórios. Ainda achamos que escola pública é de graça. E por isso, não participamos das discussões sobre projetos pedagógicos, sobre melhorias nas escolas e por aí vai até chegar na inércia que a sociedade Brasileira vendo como normal um professor do ensino fundamental de São Paulo tenha rendimento anual de U$ 10,6 mil. Isso representa 10% do que ganha um professor equivalente na Suíça. Aí você pode questionar: "Mas a Suíça é diferente". Então, vamos esquecer toda esse papo e deixar tudo como está, afinal, somos Brasil e Brasil não muda. Prefiro pensar diferente!!!
Na contra-mão do Brasil - que anda na contramão do desenvolvimento - várias iniciativas, mesmo que tendo um viés corporativo, trabalham o desenvolvimento da educação, na percepção de qualidades e áreas de interesse desde os anos inciais do ensino. Segue o link de uma dessas iniciativas. É desenvolvido por uma Empresa, mas mostra o grande abismo que nos separa dos demais países analisados na pesquisa da OCDE. Um acidente geográfico que se chama Grand Canyon Educação.
http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/1162302-empresas-tentam-convencer-adolescentes-a-estudar-tecnologia.shtml
Um grande estudo realizado pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e divulgado no mês passado revela que, quantitativamente, o Brasil evoluiu seus indicadores de investimento em educação. O estudo envolve os 34 países que compõem a OCDE mais Brasil, Argentina, Índia, Indonésia, China, Arábia Saudita, África do Sul e Rússia.
O problema está no foco da lupa! Olhar apenas para o Brasil é esquecer-se que o mundo tem vislumbrado a educação como saída para diversos problemas atuais e futuros. Assim como o Brasil o tem, mas apenas na esfera do discurso. A operacionalização das falas está em uma proporção muito menor. Fala-se e pensa-se muito; age-se pouco! Quando comparado com os demais países, nossa avaliação é deplorável, para não dizer ridícula, ou mesmo criminosa.
Os dados apenas analtecem o que se tem de melhor no país quanto à educação: Verbas mal investidas, sem planejamento e com excesso de desvios. Evoluímos, é verdade, no montante investido. O salto no gasto por aluno nos ensinos primário e secundário foi de 149% entre 2005 e 2009. E o que se tem visto nas escolas que demonstre essa evolução? E sabe onde ficamos entre os países avaliados na pesquisa? Em quinto... de trás pra frente. Nosso investimento por aluno é, na média, um quarto da média do investimento dos países da OCDE. Se passarmos para o ensino superior... huuun... nosso investimento por aluno foi reduzido, nesse período de 5 anos, em 2%. Somos o 23º nesse quesito, de um total de 29 países.
Lutamos com o brio de visionários "nostradâmicos" para exigir que o Brasil invista 10% do PIB em educação, prevendo o que é Déjàvu em outros países: a educação é a instância que pode modificar e fortalecer um país. Uma luta movida, principalmente, por estudantes, professores e funcionários das Instituições Federais de Ensino, as Universidades. E sabe quanto dos grandiosos 5,55% do PIB investidos atualmente em educação no Brasil vão para o ensino superior?... 0,8%. Talvez por escrito pareça mais... zero virgula oito por cento. E ainda temos que escutar o Ministro da Educação, Aloízio Mercadante, falar que o Projeto de Lei que trata da Reestruturação da Carreira Docente, enviado sem acordo com os professores, valoriza a qualificação. Como, Vossa Excelência, cobrar qualificação se o governo não vê qualidade no ensino superior? Só um aparte, ainda patinaremos muito, enquanto tivermos Ministros indicados por interesse político e não por competência técnica para a cadeira. Mas há pesquisa nas Universidades, não é? Há, sim senhor. Bancadas por estratosféricos 0,04% do PIB nacional. Nesse quesito, somos o derradeiro, o "fim de rama", estamos "no rabo da gata". O brasil é o pais que menos investe em Pesquisa e Desenvolvimento.
Enfim, não há nada tão ruim que não possa ser piorado. E o Brasil sabe disso muito bem. E tem trabalhado para piorar cada vez mais nossa educação. Andamos na contramão, mesmo sabendo o sentido ideal. Fazemos questão de fechar os olhos para o descaso com escolas, professores, material didático, laboratórios. Ainda achamos que escola pública é de graça. E por isso, não participamos das discussões sobre projetos pedagógicos, sobre melhorias nas escolas e por aí vai até chegar na inércia que a sociedade Brasileira vendo como normal um professor do ensino fundamental de São Paulo tenha rendimento anual de U$ 10,6 mil. Isso representa 10% do que ganha um professor equivalente na Suíça. Aí você pode questionar: "Mas a Suíça é diferente". Então, vamos esquecer toda esse papo e deixar tudo como está, afinal, somos Brasil e Brasil não muda. Prefiro pensar diferente!!!
Na contra-mão do Brasil - que anda na contramão do desenvolvimento - várias iniciativas, mesmo que tendo um viés corporativo, trabalham o desenvolvimento da educação, na percepção de qualidades e áreas de interesse desde os anos inciais do ensino. Segue o link de uma dessas iniciativas. É desenvolvido por uma Empresa, mas mostra o grande abismo que nos separa dos demais países analisados na pesquisa da OCDE. Um acidente geográfico que se chama Grand Canyon Educação.
http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/1162302-empresas-tentam-convencer-adolescentes-a-estudar-tecnologia.shtml
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
IDENTIDADE RUBRO-NEGRA
Todos nós temos uma Identidade, não apenas no papel, o RG, mas aquele conjunto de características que nos faz conhecidos entre todos e que permite que sejamos únicos dentre grupos por vezes muito homogêneos.
Ontem, quarta-feira (26/09), vi, após muito tempo, uma das maiores identidades ressurgir. Estava perdida, talvez se escondendo em más administrações ou na omissão dos que a carregam. A verdade é que a Identidade Rubro-negra do Flamengo havia tirado férias e estendido seu retorno à normalidade. Mas, como qualquer identidade, não some, desaparece ou se estingue. E ontem foi uma prova disso. Prova incontestável!
A raça que se caracteriza como combustível, sangue motivador de todos que defendem o manto sagrado - bastilha impugnável, como define Nelson Rodrigues - esteve presente durante a necessária vitória contra o Atlético Mineiro, segundo melhor time do Brasileirão até aqui. A Raça que está na história do time, em nome de torcida e em seus gritos, no Hino, enfim, a velha caraterística da Identidade do Mais Querido fez-se atual, mostrando que o DNA é atemporal.
Como é bom ver que outro traço de nossa Identidade ainda é capaz de manifestar-se. A Torcida, a Magnética de Jorge Ben, como que em um evento paranormal, transforma-se em um jogador. É um mistério inexplicável, mas bastante visível. Foram 40 mil FLAnáticos que viraram UM. Talvez seja a unidade que vale mais, que mais agrega valor ao que soma. Aplausos, gritos de incentivo, sofrimento, porque isso também é Flamengo, sentimentos que há muito não se viam, em quantidades tão expressivas. E aqui, novamente, temos que agradecer a Ronaldinho Gaúcho. Essa ira com o R49 fez o Engenhão se enchera de apitos e vaias a cada vez que ele tocava na bola. Resultado, um patético jogador que se escondeu na ponta esquerda e preferiu assistir, porque foi lindo demais, o show que a Torcida deu ontem. Aquela que tem, por mérito e reconhecimento, o número 12 imortalizado - nenhum jogador poderá mais utilizar tal número - reencontrou o RG perdido.
Raça, Torcida e Vitórias! Isso caracteriza o Maior time do Brasil. Ontem foram 40 mil, mas somos 40 milhões que cobram do time: "Que a vitória não venha, mas que nunca falte Raça". A vitória nem foi tão sofrida assim, como por vezes somos acostumados a ver, mas foi para muito mais do que uma vitória, muito mais do que 3 pontos. Tiramos ontem, por assim dizer, nossa segunda via da Identidade Rubro-negra.
Todos nós temos uma Identidade, não apenas no papel, o RG, mas aquele conjunto de características que nos faz conhecidos entre todos e que permite que sejamos únicos dentre grupos por vezes muito homogêneos.
Ontem, quarta-feira (26/09), vi, após muito tempo, uma das maiores identidades ressurgir. Estava perdida, talvez se escondendo em más administrações ou na omissão dos que a carregam. A verdade é que a Identidade Rubro-negra do Flamengo havia tirado férias e estendido seu retorno à normalidade. Mas, como qualquer identidade, não some, desaparece ou se estingue. E ontem foi uma prova disso. Prova incontestável!
A raça que se caracteriza como combustível, sangue motivador de todos que defendem o manto sagrado - bastilha impugnável, como define Nelson Rodrigues - esteve presente durante a necessária vitória contra o Atlético Mineiro, segundo melhor time do Brasileirão até aqui. A Raça que está na história do time, em nome de torcida e em seus gritos, no Hino, enfim, a velha caraterística da Identidade do Mais Querido fez-se atual, mostrando que o DNA é atemporal.
Como é bom ver que outro traço de nossa Identidade ainda é capaz de manifestar-se. A Torcida, a Magnética de Jorge Ben, como que em um evento paranormal, transforma-se em um jogador. É um mistério inexplicável, mas bastante visível. Foram 40 mil FLAnáticos que viraram UM. Talvez seja a unidade que vale mais, que mais agrega valor ao que soma. Aplausos, gritos de incentivo, sofrimento, porque isso também é Flamengo, sentimentos que há muito não se viam, em quantidades tão expressivas. E aqui, novamente, temos que agradecer a Ronaldinho Gaúcho. Essa ira com o R49 fez o Engenhão se enchera de apitos e vaias a cada vez que ele tocava na bola. Resultado, um patético jogador que se escondeu na ponta esquerda e preferiu assistir, porque foi lindo demais, o show que a Torcida deu ontem. Aquela que tem, por mérito e reconhecimento, o número 12 imortalizado - nenhum jogador poderá mais utilizar tal número - reencontrou o RG perdido.
Raça, Torcida e Vitórias! Isso caracteriza o Maior time do Brasil. Ontem foram 40 mil, mas somos 40 milhões que cobram do time: "Que a vitória não venha, mas que nunca falte Raça". A vitória nem foi tão sofrida assim, como por vezes somos acostumados a ver, mas foi para muito mais do que uma vitória, muito mais do que 3 pontos. Tiramos ontem, por assim dizer, nossa segunda via da Identidade Rubro-negra.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
A ESPERANÇA NÃO É A ÚLTIMA... NEM MORRE
Há muito tempo que em nossos noticiários as boas notícias, as construtivas, instrutivas vem dando espaço para notícias de violência, corrupção, abusos trabalhistas, desrespeito à vida. É comum, hoje em dia, mostrar cenas de pessoas mortas em pleno horário matutino ou vespertino. Mais recentemente, as notícias sobre guerras civis e "santas" - nenhuma guerra pode ser santa - já não causam comoção ou surpresa. Aqueles que querem passar por cima dos outros a todo custo com imedidas consequências se proliferam. A busca mercenária pelo lucro expropriante, face mais nefasta de uma máquina nomeada Capitalismo, sufoca qualquer lampejo de igualdade social. Cada vez mais, Chico Science, mesmo morto define o mundo atual, quando diz ou dizia "...e a situação sempre mais ou menos; uns com mais e outros com menos".
Mas minha reflexão é justamente para o outro lado, para o lado da esperança, pois se ela ainda não morreu, quero procurá-la a todo custo, um custo que não me torna opressor. O custo da motivação e da certeza que essa esperança move outras máquina, que não a do mal que se alastra pela sociedade em várias frentes. E essa esperança passou em minha frente com muita clareza, nesse final de semana.
Trabalhei em um Encontro de Jovens. Talvez alguns não saibam o que é ou significa. Talvez até imaginem, mas só vivendo para comprovar que a esperança ainda não morreu. A esperança de ver pessoas que se amam sem intenções marginais. Um amor sem interesses ou metas quantificáveis. Amor, simples, como o que Deus teve por todos nós, quando enviou seu filho para viver e morrer entre nós.
É, realmente, de uma alegria imensa ver que os bons gestos ainda existem, boas amizades ainda podem ser construídas, momentos de calma, de meditação pessoal, de interiorização são possíveis e nos ajudam. É confortante ver que nem todo tipo de alegria está relacionada à grandes cifras, nem a bens materiais cobiçados e valiosos monetariamente. Saber que 400 pessoas podem trabalhar para outras 120, por três dias, sem receber nada em troca, pinga nesse cenário cinzento e tenebroso, algumas gotas de brilho no processo de diminuição dos contrastes sociais, trabalhistas, raciais, financeiros e ideológicos que vivemos. Mas não é justo dizer que trabalham de graça, que não recebem nada. Esses 400 recebem ao final do domingo, um quantia gigantesca de esperança. A mesmo que eu continuo tendo, de que podemos viver melhor se pensarmos e trabalharmos para que TODOS vivam melhor.
Há muito tempo que em nossos noticiários as boas notícias, as construtivas, instrutivas vem dando espaço para notícias de violência, corrupção, abusos trabalhistas, desrespeito à vida. É comum, hoje em dia, mostrar cenas de pessoas mortas em pleno horário matutino ou vespertino. Mais recentemente, as notícias sobre guerras civis e "santas" - nenhuma guerra pode ser santa - já não causam comoção ou surpresa. Aqueles que querem passar por cima dos outros a todo custo com imedidas consequências se proliferam. A busca mercenária pelo lucro expropriante, face mais nefasta de uma máquina nomeada Capitalismo, sufoca qualquer lampejo de igualdade social. Cada vez mais, Chico Science, mesmo morto define o mundo atual, quando diz ou dizia "...e a situação sempre mais ou menos; uns com mais e outros com menos".
Mas minha reflexão é justamente para o outro lado, para o lado da esperança, pois se ela ainda não morreu, quero procurá-la a todo custo, um custo que não me torna opressor. O custo da motivação e da certeza que essa esperança move outras máquina, que não a do mal que se alastra pela sociedade em várias frentes. E essa esperança passou em minha frente com muita clareza, nesse final de semana.
Trabalhei em um Encontro de Jovens. Talvez alguns não saibam o que é ou significa. Talvez até imaginem, mas só vivendo para comprovar que a esperança ainda não morreu. A esperança de ver pessoas que se amam sem intenções marginais. Um amor sem interesses ou metas quantificáveis. Amor, simples, como o que Deus teve por todos nós, quando enviou seu filho para viver e morrer entre nós.
É, realmente, de uma alegria imensa ver que os bons gestos ainda existem, boas amizades ainda podem ser construídas, momentos de calma, de meditação pessoal, de interiorização são possíveis e nos ajudam. É confortante ver que nem todo tipo de alegria está relacionada à grandes cifras, nem a bens materiais cobiçados e valiosos monetariamente. Saber que 400 pessoas podem trabalhar para outras 120, por três dias, sem receber nada em troca, pinga nesse cenário cinzento e tenebroso, algumas gotas de brilho no processo de diminuição dos contrastes sociais, trabalhistas, raciais, financeiros e ideológicos que vivemos. Mas não é justo dizer que trabalham de graça, que não recebem nada. Esses 400 recebem ao final do domingo, um quantia gigantesca de esperança. A mesmo que eu continuo tendo, de que podemos viver melhor se pensarmos e trabalharmos para que TODOS vivam melhor.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Quanto menos titulação, menor segurança?
O que de melhor pude ver foi uma pessoa sinalizando com uma bandeirola vermelha, antes do local de trabalho. Tentando alertar os motoristas quanto ao serviço executado à frente. Nesse mesmo caso, havia alguns cones que serviriam para limitar a área de trabalho e impedir o contato entre os trabalhadores e os motoristas. Nas demais, não havia sequer o sinalizador. Não vou nem entrar na questão de conteúdo do trabalho para o sinalizador, algo absurdo. Um completo desrespeito à capacidade laboral de qualquer um. Limito-me apenas aos aspectos de segurança no trabalho (e já é muita coisa).
Parem para pensar no risco real que eles estão submetidos de serem atropelados. Fornecer Capacete, luva, bota, uniforme não é suficiente. E, dependendo do impacto entre o veículo e o trabalhador, nada disso impedirá o dano. Mas poucos dispõem de EPI's.
e aí eu pergunto: será que eles devem ter menos direito de trabalhar de forma segura por terem, em geral, pouca escolaridade? Será que a vida deles vale menos que a de qualquer outro trabalhador? Não ter tido oportunidades de estudo trabalho condena uma pessoa a se sujeitar a qualquer trabalho, em quaisquer condições? É inferior o valor da vida de um trabalhador desses frente a um Doutor de Direito ou de Medicina? (link para reportagem sobre o uso da palavra doutor).
Onde estão os responsáveis pela garantia e manutenção da segurança, do bem estar e da vida dessas pessoas? Talvez em um lugar seguro, em seus escritórios, longe do risco enfrentado pelos trabalhadores. São omissos aqueles que, em sendo os responsáveis, preferem acreditar que, como sempre, nada vai acontecer. E quando acontecer? Basta voltar no tempo e promover uma sinalização melhor? Sim, basta. Só quero saber como devolver a saúde do acidentado ou a vida de falecido em acidente.
A Segurança é Direito e não premiação por formação, por titulação. E, além disso, o trabalho dessas pessoas é de suma importância para a sociedade, para a vivência diária de todos. O pessoal da limpeza de ruas, os coletores de lixo etc. merecem respeito. Não devendo, em hipótese alguma, trabalhar em condições inseguras.
É fácil acusar outras empresas sem olharmos para nosso próprio trabalho. Mas apresento-lhes essa foto que foi tirada em uma construção no Centro de Tecnologia da UFPB. Trabalhadores realizando trabalho em altura e nada de sistemas anti-quedas. Não há ancoragem, cintos paraquedista. As plataformas são improvisadas... enfim.
Mas por que protegê-los? São trabalhadores sem instrução!
Cabeça pequena a dos que pensam assim!
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
PARAlímpicos... PARA ensinar
Estive reparando que tenho me envolvido mais em acompanhar, procurar saber sobre e até mesmo assistir mais aos Jogos Paralímpicos do que assisti ou acompanhei os Olímpicos. Cheguei à conclusão de que o grande motivo é que os Paralímpicos trazem muito mais ensinamentos.
Visualizamos muito claramente que nossas lástimas e reclamações, muitas vezes, são tão insignificantes e sem fundamentos perto das dificuldades que as pessoas que possuem algum tipo de deficiência têm. Não falo aqui apenas dos atletas. Falo muito mais em relação àqueles que não o são.
Os objetivos daqueles que participam de cada um dos Jogos é bem diferente. Isso pode ser percebido nas feições e reações não dos que ganham, dos "melhores" em cada modalidade. A alegria dos paratletas, do primeiro ao último, é de contagiar até mesmo os mais sedentários e avesos ao esporte. São atletas que chegam em terceiro e dão um volta olímpica com a bandeira de seu país, comemorando como se nada mais importasse; estar alí já vale muito.. ou melhor, representa muito. As dificuldades que eles passam no dia-a-dia, de acesso (unânimidade entre todos), de desrespeito, de discrimição, de diferença no tratamento na educação, no trabalho e nas atividades rotineiras, representam barreiras transpostas com muito suor físico, literalmente, mas, acima de tudo, com muita hombridade, muita transpiração espiritual.
Hoje assisti um filme que se chama "Intocáveis". Sensacional! Aconselho a todos. Muito engraçado, sem pieguices, mas muito forte. Em uma cena, um tetraplégico comenta que a coisa que ele menos espera de seu cuidador é compaixão, dó.
É, para mim, o sentimento maior que fica dessa reunião universal de paratletas que possuem deficiências, sim, mas que não suplicam pena ou compaixão. Precisam ser vistos como pessoas com restrições físicas e/ou sensoriais, mas não como incapacitados, nulos ou limitadores daqueles que se consideram "normais". Normais estes que, quando vão para os Jogos Olímpicos, encaram aquilo como uma batalha, onde apenas aos vencedores lhes é dada atenção.
É, bem melhor assistir seres humanos paralímpicos do que soldados olímpicos!
Estive reparando que tenho me envolvido mais em acompanhar, procurar saber sobre e até mesmo assistir mais aos Jogos Paralímpicos do que assisti ou acompanhei os Olímpicos. Cheguei à conclusão de que o grande motivo é que os Paralímpicos trazem muito mais ensinamentos.
Visualizamos muito claramente que nossas lástimas e reclamações, muitas vezes, são tão insignificantes e sem fundamentos perto das dificuldades que as pessoas que possuem algum tipo de deficiência têm. Não falo aqui apenas dos atletas. Falo muito mais em relação àqueles que não o são.
Os objetivos daqueles que participam de cada um dos Jogos é bem diferente. Isso pode ser percebido nas feições e reações não dos que ganham, dos "melhores" em cada modalidade. A alegria dos paratletas, do primeiro ao último, é de contagiar até mesmo os mais sedentários e avesos ao esporte. São atletas que chegam em terceiro e dão um volta olímpica com a bandeira de seu país, comemorando como se nada mais importasse; estar alí já vale muito.. ou melhor, representa muito. As dificuldades que eles passam no dia-a-dia, de acesso (unânimidade entre todos), de desrespeito, de discrimição, de diferença no tratamento na educação, no trabalho e nas atividades rotineiras, representam barreiras transpostas com muito suor físico, literalmente, mas, acima de tudo, com muita hombridade, muita transpiração espiritual.
Hoje assisti um filme que se chama "Intocáveis". Sensacional! Aconselho a todos. Muito engraçado, sem pieguices, mas muito forte. Em uma cena, um tetraplégico comenta que a coisa que ele menos espera de seu cuidador é compaixão, dó.
É, para mim, o sentimento maior que fica dessa reunião universal de paratletas que possuem deficiências, sim, mas que não suplicam pena ou compaixão. Precisam ser vistos como pessoas com restrições físicas e/ou sensoriais, mas não como incapacitados, nulos ou limitadores daqueles que se consideram "normais". Normais estes que, quando vão para os Jogos Olímpicos, encaram aquilo como uma batalha, onde apenas aos vencedores lhes é dada atenção.
É, bem melhor assistir seres humanos paralímpicos do que soldados olímpicos!
domingo, 2 de setembro de 2012
Mais (sub)emprego na eleição
Sexta-feira passada estive, no finalzinho da tarde, no centro de João Pessoa. E comecei a reparar algumas situações muito peculiares à essa época de falta... falta de respeito com a população, falta de verdade daqueles que são candidatos, falta da devida fiscalização e, consequentemente, da devida punição.
Como somos literalmente, perturbados por esses carros de som que, além do impacto sonoro desagradabilíssimo, teimam em tumultuar mais ainda um trânsito já saturado e recheado de motoristas "folgados" (O grande mal do trânsito em JP, na minha opinião).
Basta andar na rua, em qualquer uma, e vai lembrar de vários candidatos. Basta olhar para o chão. São "santinhos" que teimam em se amontoar e sujar nossa já esquecida limpeza urbana. E olhe que eu teria mais algumas horas de reclamação contra a EMLUR e a Marquise. Em algumas ruas, quando passa um vento um pouco mais forte, parece velho oeste, aqueles redemoinhos de papel girando, impedindo a visão e fazendo-nos lembrar o quanto nossos candidatos pensam na limpeza da cidade que pleiteam administrar.
Mas o pior não é isso. Aliás, tenho minhas dúvidas do que é pior. Em um dos sinais, havia aquelas bandeiras de campanha. E, na "vigilância" delas, algumas pessoas. Umas conversando entre si. Outras mexendo no celular. A maioria totalmente entediada, com aquele olhar vazio de quem apenas espera terminar seu "turno". Sempre tive curiosidade e dessa vez resolvi perguntar. Cheguei perto de uma senhora, tinha uns 50 anos. Enrolei um pouco, conversei um bucadinho e mandei: "quanto vocês ganham pra ficar aqui?". Ela, sem receio, respondeu: "O ...... (nome do candidato) paga 30 conto por dia. Mas ..... (outro candidato) tá pagando 35 no dia e 30 na noite". Fechei a conversa e sai pensando no emprego daquela senhora. Mas definitivamente, empregar o nome EMPREGO para aquele tipo de serviço é muita ousadia. É um atentado à mínima inteligência. Aquilo é um Trabalho, dos mais condizentes com a origem do termo (Trabalho vem de Tripalium, antigo instrumento de tortura). E, ampliando um pouco mais a análise, consegue-se imaginar a "massa" de pessoas que são SUBempregadas nesse exemplo, dos mais tristes, do que vem a ser um trabalho sem conteúdo. São horas em pé, sem condições mínimas de higiene, de satisfação das necessidades básicas (Fome, sede...), sem direitos garantidos (vulgo Carteira Assinada) e em uma função que não estimula o mínimo desenvolvimento intectual. Não há satisfação! Alguns já podem mandar um: "Pelo menos eles estão recebendo. Se não tivesse isso, estariam passando fome". Assumamos então, que a vida seja feita de, cada vez mais, menos pessoas com oportunidades de uma vida minimamente digna. Falei digna; não rica! As pessoas deveriam ter um emprego, mesmo que não estivesse no hall dos mais bem pagos legalmente (ou roubados, ilegalmente!). E que fosse fixo, certo, e não apenas 3 ou 4 meses. E o resto do ano? "Vigiar bandeira" não engrandece ninguém! Esses mesmos senhores e senhoras que estarão, dentro em pouco, com o poder de modificar a situação desses "vigias", criando leis, pensando e estruturando projetos e cuidando de nossa cidade, só lembrarão dos "vigias" quando precisarem de guardiões desinformados e paupérrimos para aceitar 30 conto por não terem outra opção de sobrevivência.
Lutemos por Emprego digno e não SUBemprego!!!
Sexta-feira passada estive, no finalzinho da tarde, no centro de João Pessoa. E comecei a reparar algumas situações muito peculiares à essa época de falta... falta de respeito com a população, falta de verdade daqueles que são candidatos, falta da devida fiscalização e, consequentemente, da devida punição.
Como somos literalmente, perturbados por esses carros de som que, além do impacto sonoro desagradabilíssimo, teimam em tumultuar mais ainda um trânsito já saturado e recheado de motoristas "folgados" (O grande mal do trânsito em JP, na minha opinião).
Basta andar na rua, em qualquer uma, e vai lembrar de vários candidatos. Basta olhar para o chão. São "santinhos" que teimam em se amontoar e sujar nossa já esquecida limpeza urbana. E olhe que eu teria mais algumas horas de reclamação contra a EMLUR e a Marquise. Em algumas ruas, quando passa um vento um pouco mais forte, parece velho oeste, aqueles redemoinhos de papel girando, impedindo a visão e fazendo-nos lembrar o quanto nossos candidatos pensam na limpeza da cidade que pleiteam administrar.
Mas o pior não é isso. Aliás, tenho minhas dúvidas do que é pior. Em um dos sinais, havia aquelas bandeiras de campanha. E, na "vigilância" delas, algumas pessoas. Umas conversando entre si. Outras mexendo no celular. A maioria totalmente entediada, com aquele olhar vazio de quem apenas espera terminar seu "turno". Sempre tive curiosidade e dessa vez resolvi perguntar. Cheguei perto de uma senhora, tinha uns 50 anos. Enrolei um pouco, conversei um bucadinho e mandei: "quanto vocês ganham pra ficar aqui?". Ela, sem receio, respondeu: "O ...... (nome do candidato) paga 30 conto por dia. Mas ..... (outro candidato) tá pagando 35 no dia e 30 na noite". Fechei a conversa e sai pensando no emprego daquela senhora. Mas definitivamente, empregar o nome EMPREGO para aquele tipo de serviço é muita ousadia. É um atentado à mínima inteligência. Aquilo é um Trabalho, dos mais condizentes com a origem do termo (Trabalho vem de Tripalium, antigo instrumento de tortura). E, ampliando um pouco mais a análise, consegue-se imaginar a "massa" de pessoas que são SUBempregadas nesse exemplo, dos mais tristes, do que vem a ser um trabalho sem conteúdo. São horas em pé, sem condições mínimas de higiene, de satisfação das necessidades básicas (Fome, sede...), sem direitos garantidos (vulgo Carteira Assinada) e em uma função que não estimula o mínimo desenvolvimento intectual. Não há satisfação! Alguns já podem mandar um: "Pelo menos eles estão recebendo. Se não tivesse isso, estariam passando fome". Assumamos então, que a vida seja feita de, cada vez mais, menos pessoas com oportunidades de uma vida minimamente digna. Falei digna; não rica! As pessoas deveriam ter um emprego, mesmo que não estivesse no hall dos mais bem pagos legalmente (ou roubados, ilegalmente!). E que fosse fixo, certo, e não apenas 3 ou 4 meses. E o resto do ano? "Vigiar bandeira" não engrandece ninguém! Esses mesmos senhores e senhoras que estarão, dentro em pouco, com o poder de modificar a situação desses "vigias", criando leis, pensando e estruturando projetos e cuidando de nossa cidade, só lembrarão dos "vigias" quando precisarem de guardiões desinformados e paupérrimos para aceitar 30 conto por não terem outra opção de sobrevivência.
Lutemos por Emprego digno e não SUBemprego!!!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Voto fácil em João Pessoa...
“Época de eleição é sempre a mesma coisa” Até essa frase é
sempre a mesma. E junto vem aquela sensação de “vou votar em quem?”. É uma
dúvida que envolve diversas variáveis: partido político e sua ideologia, a
história dos candidatos, até onde estão dispostos a trabalhar pela população,
quando acaba o puritanismo pré-campanha e por aí vai...
Mas vejo nessa eleição para a prefeitura de João Pessoa um
ponto muito bom. É a eleição mais fácil, das que me lembro, de escolher em quem
votar. Na verdade, é a eleição mais fácil de escolher o “não votar”, ou seja,
anular seu voto. Isso mesmo, amigos, eles facilitaram nossa escolha. Quem disse
que eles só dificultam nossa vida? As opções que temos são tão ridículas, que o
NULO tem totais possibilidades de sair-se “eleito” por maioria de votos. Claro,
quando entra a proporcionalidade, um NULO sem partido não consegue se eleger.
Vamos às opções...
Por ordem de respeito, primeiro os mais velhos – algo que
não se aprende em política, e sim na educação de uma família – José Maranhão.
Governou a Paraíba por cerca de 9 anos, somados os três mandatos. Destacando
que dois deles “caíram em seu colo”, um com a morte do então Governador Antônio
Mariz e outro com a saída de Cassio Cunha Lima por decisão do TRE. Mas Maranhão
construiu muitas estradas, asfaltou outras, pavimentou mais algumas e ainda
sinalizou todas. É quase um DNIT por si só. E o que fez mais??? Nada. Nunca
promoveu uma grande obra na PB. Digo obra organizacional, de mudança estrutural
na saúde, no funcionalismo, em algo muito maior e mais importante do que
asfalto, como saúde, educação, valorização do trabalhador ou moradia. Mas pensam
que ele é velhinho, gagá.. ah.. doce ilusão. É o nono mais rico entre os
candidatos à prefeito das capitais brasileiras. Declarou 6,8 Milhos de reais. “Dá
pá tu?”. E, antes que comecem as contas, alerto que cada capital deve ter, por
baixo, uns 5 candidatos. É gente demais! E o velhinho está aí andando... ou
melhor... voando com seus dois aviões. Deve ter acumulado muito dinheiro em
seus anos de trabalho. Até acho!!!
Ainda me lembro do dia em que estava no Centro de Ensino da
Polícia Militar, por conta de um Encontro de Jovens com Cristo que acontecia
alí e, em determinado momento, começou uma movimentação realmente grandiosa.
Eram viaturas entrando, com sirenes ligadas, várias, um clima tenso, os policiais
apresados, algumas restrições à nossa movimentação dentro da Unidade. Não
entendi nada! Ao chegar em casa, escutei o noticiário da Televisão e descobri o
motivo da balburdia. Saber quem estava sendo preso? Ciço. Não, não é o
alegórico candidato a vereador (Procurem! É uma figura!). Sim senhores e
senhoras, Cícero Lucena. Para refrescar, Operação Confraria da Polícia Federal,
julho de 2005. Ele só foi acusado de chefiar um esquema que envolvia licitações
irregulares e desvio de verbas públicas, que movimentou uma cifra superior a
100.000.000,00... muito zero para chamar a atenção! Cem milhões de reais. Ah, e
para quem não lembro, ou era muito novo à época, sabe quem era o prefeito de
João Pessoa? BINGO... Cícero Lucena! E em 2006 já era eleito Senador. Ê
Brasilzão de mãe preta e pai joão!!!
Para encerrar esse vasto cardápio de opções, apresento-lhes
Luciano Agra... ops... Luciano Cartaxo... ah, é a mesma coisa. Até a propagando
eleitoral do Cartaxo fala mais do Agra! Alguém assistiu a entrevista dele para
o JPB? Acho que desde que decidiu (ou decidiram por ele) não sair candidato,
Luciano Agra (preste atenção para não se confundir) se arrependeu umas 765.039
mil vezes e decidiu (ou decidiram por ele) criar o “Porquinho eleitoral”. O
porquinho arrecada os votos e o dono do porquinho o quebra e fica com os votos.
O Primeiro, Cartaxo; o segundo, Agra. As propostas passam por “deixar como está”
ou seguem pela utopia descarada. Coisas impossíveis de ser operacionalizadas.
Acompanhar passo-a-passo cada aluno da rede pública municipal, monitorando seu
desempenho? Criação de 4 sub-prefeituras, nas quais a população vai “ajudar” o
prefeito a governar? E, em homenagem ao nome do blog, o Demais do mesmo projeto
de Mobilidade Urbana: alargamento de faixas, construção de viadutos, faixa exclusiva
para ônibus. Tem que ser expert para entender que Mobilidade Urbana é tirar
carro e moto da rua? É oferecer transporte coletivo de qualidade
(ar-condicionado, com horário ajustado, pontos de ônibus decentes com
iluminação adequada, que protejam contra chuva e sol etc)? Acho que não! E tem
mais, Luciano, o Cartaxo, já foi vice-governador, sabe de quem? Não, não foi de
Cícero. De José Maranhão, que é PMDB. Mas Cartaxo não é PT? E dá liga? “não
sei, só sei que foi assim!”
Reservo-me a oferecer-lhes somente esses 3 no cardápio,
afinal, os demais, muito provavelmente, não terão votação significativa. Mas
dariam boas descrições!
Para mim, fácil demais: “7 de outubro é NULO!” Até rimou. Falando
em musicalidade. Já ouvi cada música nessa campanha! Isso também daria um outro
post. Fiquemos por aqui...
sábado, 25 de agosto de 2012
Quem é "sangue-azul", cara-pálida?
Havia pensado em comentar algo mais ameno, suave, como a
proximidade do início dos jogos paraolímpicos ou talvez a amizade e os
verdadeiros amigos, mas ouvindo o que nossa Presidente falou a respeito dos
funcionários públicos, ele não me deixou outra alternativa a não coloca-la como
pauta de hoje.
Ela afirmou, nessa semana, que os principais responsáveis
pelo impasse nas negociações são os funcionários federais. Para ela temos “sangue-azul”,
ou seja, detentores de nobres títulos e posses imensuráveis. Para agravar, um
funcionário de sua equipe econômica reforça o julgamento: "Esses
sangues azuis têm que entender que os tempos de reajustes expressivos acabaram.
Vivemos em outra realidade. Não dá para comprometer o Orçamento da
União com ganhos absurdos para uma pequena classe privilegiada e deixar a
maioria à margem"
Primeiramente, quem mais
se aproxima do status de nobreza, de onde surgem os “sangues-azul”, é a própria
Presidente, que recebeu da população o direito de governar o país, sem fazer
concurso, prova, seleção pautada em requisitos técnicos ou qualquer outro
processo de verificação de mérito. Apenas herdou e entrou no vácuo deixado por
Lula. Tal qual os títulos de nobreza da realeza “sangue-azulina”, adquiridos
por herança familiar. É até difícil aceitar que tal rotulagem vem de uma
partidária do PT, partido caraterizado por lutas sindicais, mobilizações
históricas, conquistas expressivas a custo de confrontos com policiais, defesa
incondicional do direito dos trabalhadores... mas... hoje em dia, isso não é
mais tão difícil de imaginar. Convenhamos! Qual a identidade que o PT tem hoje?
Parece o Novo Gol, que tem cara de tudo, menos de Gol. Isso daria um outro
post, um documentário, quiçá um livro.
Passando para a bisonha declaração
do senhor funcionário da equipe econômica da Presidente de “sangue-azul”
(repasso o título a quem lhe é de direito), algumas coisas devem ser apontadas.
Ah, só para registrar, se ele é funcionário da equipe, então, é um Funcionário Público
também. Olha que interessante!
Pode até ser verdade que o
tempo de reajustes expressivos acabou, mas o de farra do orçamento público
ainda não. E nessa festa o Governo tem sido um ótimo anfitrião, distribuindo
presentes a todos os mais abastados ou aliados, como queiram.
Falta verba para a Educação
Pública Superior, mas surge dos confins do covil guaranil R$ 17 Bi... isso
mesmo.. bilhões, para “perdoar” a dívida de Faculdades Particulares. Será que
podemos encontrar alguém de sangue-azul na direção dessas faculdades?
Falta verba para outras categorias de FPF, mas sobre
subsídio para as grandes montadoras de automóveis, com a redução do IPI. Sofre
de um mal conhecido por cegueira quem não quer ver que isso nada mais é do que
um auxílio à desova de carros dos pátios das montadoras. O papo de geração de
empregos, para conversa de bêbado: “alguém falou, mas não lembro quem e nem sei
se aconteceu mesmo”. Continuamos com uma
taxa de desemprego muito alta e com poucas oportunidades de emprego.
O mesmo acontece para tratores.
Realmente, o investimento em educação, assim como em saúde,
é muito baixo, cerca de 3% do PIB para cada pasta. Mas será que 46,9%
reservados para pagamento de dívida interna, não é muito? Será que é? Não sei,
tenho minhas dúvidas!!!
enfim, teria mais alguns argumentos a colocar, mas sei que
já estão cansados de ler. Assim como eu estou cansado de escutar abobrinhas de
todos os que se dizem representar o Governo.
É um tratamento de bobo. O governo se omite em suas responsabilidades, alegando
falta de recurso, tenta catequizar seus súditos de que isso é verdade, manipula
a Imprensa e ainda transfere a responsabilidade para o Funcionalismo Público.
Aguardemos os próximos apelidos carinhosos que nos serão
dados pela excelentíssima Presidente Dilma “memória curta” Rousseff. E, como
bom serviçal da nobreza, refrescarei a memória da Presdiente sobre suas
palavras, ainda na campanha para a presidência, sobre a prioridade da educação
dentro do seu Governo
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