A CULPA NÃO É MINHA
Há cerca de três meses, com a volta da campanha eleitoral, volta à tona, também, uma velha mania feia dos meios de comunicação, a transferência de responsabilidade. E o slogan é o de sempre: SE VOCÊ VOTA ERRADO, NÃO PODE RECLAMAR DEPOIS!
Não sei se fico triste, se fico revoltado, se dou risada, aliás, não sei nem se todos pensam como eu. Mas acho isso ridículo e de uma falta de inteligência grotesca.
Primeiramente, o que é votar certo? Isso é possível? Você, nas eleições passadas, votou certo ou errado? Eu não sei se tirei 10 ou 0 na eleição passada. Mesmo já se passando 2 anos desde lá. Existe um psicólogo chamado James Reason, que escreveu um livro chamado Human Error. Ele defende a idéia de que só há erro quando existe a possibilidade do acerto. Então, quem é o político certo para votar? Se existe, confesso que não tive o prazer de conhecer.
Em segundo lugar, que ninguém me venha com esse papo hipócrita de que sou culpado do que acontece nos mandatos desses picaretas. Independente de quem eu vote, nada, mas nada mesmo, dá o direito a esse cidadão de roubar, prevaricar, promover tráfico de influências, usar verba pública para o bem próprio (improbidade administrativa). O erro não é meu, nem seu, nem de qualquer um que tenha votado nele. O erro é única e exclusivamente dele. Ponto! Não podemos aceitar que alguém seja desonesto, em sua administração, e isso recaia sobre nosso currículo como "escolha ineficaz".
Que ganhe Dilma ou Aécio, eles têm obrigações junto à União e àqueles que dela fazem parte, mesmo que não tenham votado neles.
E como assim, não posso reclamar? Claro que posso e até devo. É uma obrigação minha lutar por uma cidade, um estado e um País melhores.
Então, amigos, nesse domingo, não tenham medo dessa pressão inverídica. Ninguém vota errado! Ninguém é culpado pelo que esses caras fazem quando estão lá dentro. E continuem a reclamar, e cada vez mais.
A CULPA NÃO É NOSSA!!!
Um espaço para opiniões pessoais sobre assuntos variados relacionados a educação, trabalho, política, reclamações de nossa cidade e país, algumas reflexões e, é claro... Flamengo.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
PRESSA X PACIENCIA
Já publiquei neste blog um texto do meu pai. Vez por outra ele escreve alguns textos, todos bem interessantes. E sempre que me envia, gosto de lê-los e, quando possível, publicá-los. Nessa semana que me mandou mais um. E disse que havia escrito após ler um outro post que fiz sobre minha última viagem.
Segue, então, o texto que ele escreveu...
O ser humano ao ser gerado, inicia a
vida intrauterina que tem a duração de, aproximadamente, 9 meses, segundo
princípios biologicamente concebidos. Todavia, algumas vezes “tenta-se“
antecipar esse período de “reclusão” e a coisa não funciona ou provoca na vida
a se iniciar, extrauterina, prejuízos a posteriori.
Nesse caso pode-se admitir, sem qualquer
juízo de valor que: “a pressa é inimiga da perfeição”.
Na sociedade moderna as pessoas estão sempre
muito apressadas, principalmente nos centros urbanos, onde acontecem as
transformações num mundo, de há muito, globalizado. Daí, para “não perder o
bonde” as pessoas ficam estressadas, tentando vencer a disputa pelas melhores
posições, seja no lado da formação profissional ou no que se refere a outros
conceitos que a vida mundana lhe impõe
como parâmetros da regra do “bom viver”.
Dessa maneira, o que importa mesmo é “ganhar
tempo” e estar sempre à frente, muito embora não se tenha, muitas vezes,
capacidade para tanto. Prevalece aí a vontade gananciosa do TER em detrimento
do SER.
E dessa constatação advém a dúvida: vale a
pena “morrer” para conseguir acumular bens
tangíveis muito além das necessidades – aí sim – para viver de forma saudável,
juntamente com a família, sempre de maneira compartilhada? Acredito que não.
“O bom da vida”, pra mim, é saber aproveitar
o tempo “disponível” que se tem para se construir novas e benfazejas relações
de amizades, quer seja na comunidade em que vivemos ou, melhor ainda, através
de viagens a outros lugares – conhecidos ou não – onde se possa vivenciar momentos culturais e de lazer,
fundamentos indispensáveis ao bem estar de qualquer pessoa.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
ONDE ANDA O SOSSEGO?
Um senhor chamado Masaru Ibuka, se estivesse vivo, estaria
se contorcendo de raiva. A criação do walkman se deveu a este senhor, que um
dia acreditou que poderia oferecer às pessoas um som individualizado. Inovação em
uma época na qual só existiam rádios com caixa de som.
Como diversas coisas que existem ou acontecem, atualmente,
questiono-me se não estaríamos, na verdade, regredindo em alguns conceitos.
Como é o caso dos smartphones. Não existe mais opção pelo silêncio em espaços
públicos. Basta você achar que o silencia está chegando que... pronto, lá vem
alguém “portando” algo que toque músicas, como um rádio particular. Mas, se é
interesse particular, por que não coloca um fone de ouvido? Assim, aproveitar-se-ia
daquela inovação criada por Ibuka. Mas
não, é “stile” andar escutando sua música nas alturas. Isso virou normal!
Aqueles “paredões” cada vez mais se tornam elemento
obrigatório de qualquer festa popular. O cara “abre a mala do carro e solta o som”,
como disse um desses cantores-filósofos de banda de forró [de plástico]. Aí,
meu amigo, todo o bairro tem de escutar a música que o bendito dono do carro
está ouvindo.
E sabe o que é pior? Seja dentro do ônibus, com 2 ou três
smartphones tocando músicas diferentes ou nas salas de espera de consultórios
ou nas disputas de carro mais “tocado”, as músicas que tocam são
terríííííííveis. É sempre algo como “Arrocha”, “funk” sem letra, Forró da pior
qualidade e variações do mesmo tema sem sair do tom... desafinado, por sinal.
Como seria bom se regredíssemos às inovações de outrora e
todos que querem curtir sua música, colocassem seus headphones e permitissem
que todos pudessem aproveitar as horas de sua vida da forma que quisessem. Sem
ser obrigados a ouvir aquilo que outrem ouve.
domingo, 17 de agosto de 2014
ISSO É TRADICIONAL?
Ontem estava passando perto do UNIPE - uma faculdade particular aqui de João Pessoa - e estava escrito em um outdoor: "VESTIBULAR TRADICIONAL - ligue e agende sua prova". Aí percebi que, realmente, estou ficando velho e cada vez mais compreendendo menos as lógicas que se criam no mundo.
Na minha época de vestibular, as provas eram em um ou dois dias, todo mundo junto. Era um evento! Marcar pelo telefone? Nem sonhando! Além de estudar para passar, você tinha que planejar, escolher o curso adequado às suas possibilidades. Não dava pra colocar como opção o curso de Direito, se você não tinha estudado muito mesmo durante o ano.
Hoje em dia, o curso de Direito do próprio UNIPE oferece 800 vagas por ano. OI-TO-CEN-TAS vagas, isso mesmo!!! O MEC cobra tanto dos cursos oferecidos pelas Instituições de Ensino Superior federais e estaduais e abre a porteira para as privadas. Ainda corre-se o risco do curso ser fechado ou deixar de receber suas cotas - no caso das Federais - caso a avaliação seja muito baixa em duas avaliações seguidas. Já pelo lado das Privadas, o papo é outro. Elas criam as dívidas, não pagam e ainda recebem ajudinhas generosas, como o perdão de cerça de 12 bilhões de reais no ano de 2012.
O ProUni não é um programa pensado, planejado para inserção de mais pessoas no sistema educacional no 3º grau. Está sendo utilizado como moeda de troca. Nós [Governo] abonamos suas dívidas e vocês ficam "obrigados" a oferecer bolsas ProUni. Assim fica fácil.
O que estamos presenciando nesses últimos anos é uma inversão: os ricos estão indo para as Universidades Públicas e os pobres, para as privadas. E, se continuarmos nessa toada, a coisa tende a se agravar ainda mais. Pouco investimento no ensino público, Universidades mal administradas e sendo, literalmente, roubadas por seus gestores, investimento em faculdades particulares. Tudo isso levará, dentro em pouco, a um dualidade, com pessoas mal capacitadas entrando a fórceps no sistema público de ensino superior, por meio de cotas de todas as variações. E os mais capacitados, os melhores irão para as faculdades. Afinal, só vão pagar a metade e apenas depois que terminar o curso.
Pra mim, tradicional passa longe do que temos hoje. Que saudade do tempo de Vestibular!!!
Ontem estava passando perto do UNIPE - uma faculdade particular aqui de João Pessoa - e estava escrito em um outdoor: "VESTIBULAR TRADICIONAL - ligue e agende sua prova". Aí percebi que, realmente, estou ficando velho e cada vez mais compreendendo menos as lógicas que se criam no mundo.
Na minha época de vestibular, as provas eram em um ou dois dias, todo mundo junto. Era um evento! Marcar pelo telefone? Nem sonhando! Além de estudar para passar, você tinha que planejar, escolher o curso adequado às suas possibilidades. Não dava pra colocar como opção o curso de Direito, se você não tinha estudado muito mesmo durante o ano.
Hoje em dia, o curso de Direito do próprio UNIPE oferece 800 vagas por ano. OI-TO-CEN-TAS vagas, isso mesmo!!! O MEC cobra tanto dos cursos oferecidos pelas Instituições de Ensino Superior federais e estaduais e abre a porteira para as privadas. Ainda corre-se o risco do curso ser fechado ou deixar de receber suas cotas - no caso das Federais - caso a avaliação seja muito baixa em duas avaliações seguidas. Já pelo lado das Privadas, o papo é outro. Elas criam as dívidas, não pagam e ainda recebem ajudinhas generosas, como o perdão de cerça de 12 bilhões de reais no ano de 2012.
O ProUni não é um programa pensado, planejado para inserção de mais pessoas no sistema educacional no 3º grau. Está sendo utilizado como moeda de troca. Nós [Governo] abonamos suas dívidas e vocês ficam "obrigados" a oferecer bolsas ProUni. Assim fica fácil.
O que estamos presenciando nesses últimos anos é uma inversão: os ricos estão indo para as Universidades Públicas e os pobres, para as privadas. E, se continuarmos nessa toada, a coisa tende a se agravar ainda mais. Pouco investimento no ensino público, Universidades mal administradas e sendo, literalmente, roubadas por seus gestores, investimento em faculdades particulares. Tudo isso levará, dentro em pouco, a um dualidade, com pessoas mal capacitadas entrando a fórceps no sistema público de ensino superior, por meio de cotas de todas as variações. E os mais capacitados, os melhores irão para as faculdades. Afinal, só vão pagar a metade e apenas depois que terminar o curso.
Pra mim, tradicional passa longe do que temos hoje. Que saudade do tempo de Vestibular!!!
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
VIAJAR É UMA VIAGEM!
“O que vale na vida não é o ponto de partida, e sim, a
caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher”
Essa frase é de Cora Coralina, escritora Goiana, que nasceu
na cidade de Goiás. Isso mesmo, uma cidade que se chama Goiás ou, como preferem
os goianos, Goiás Velho. Essa foi uma das descobertas que fiz nessa minha
última viagem. Já que a idéia é semear, semeei mais amizades. Entre elas,
algumas pessoas de Goiás, a cidade.
Toda viagem é uma colheita, realmente. Isso é, se você se
dispõe a colher. Por menor que seja a distância, todos somos modificados quando
saímos de nosso conforto, de nossa fortaleza e entramos em terrenos novos,
novas tradições, novas culturas, mesmo que sejam antigos culturas. Como é o
caso de Paraty, cidade do Rio de Janeiro que conheci. Guarda uma história
grande, como as pedras que forram o chão do seu centro histórico. Não tão bonita,
afinal, muito da escravidão brasileira por alí passou. Mas os resquícios de uma
época romântica podem ser sentidos em sua arquitetura, sua culinária, enfim,
nos casarões que abrigam, além de nostalgia, uma contemporaneidade. O atual
fica por conta da FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty.
E aí entra parte do meu desafio nessa empreitada turística.
Ter uma formação em ciências exatas e me aventurar no campo da literatura.
Mas... pense numa aventura massa! Algumas coisas, confesso, eram de difícil compreensão.
Mas algumas mesas redondas foram bem interessantes. Acho que a gente precisa,
ás vezes, abrir nossas percepções e tentar absorver conhecimentos de outras
“praias” para aumentar nosso repertório mental. Vi palestras interessantes de
Cacá Diegues, um dos maiores cineastas brasileiros e de Fernanda Montenegro . E
fiquei impressionado como há tanta coisa a ser aproveitada em livros que não
são, a princípio de minha área de conhecimento. Fora, a surpresa de ver
paraibanos presentes na Feira.
Sejam amigas, sejam desconhecidos, quase
vizinhos – agora conhecidos – ou mesmo expositores ambulantes. Quanta alegria
me deu ver que nossa cultura também encanta uma multidão de pessoas que curtem
literatura. E mais, como é bom ver crianças procurando livros para ler e
presenciar diálogos como o de um menino de cerca de 10 anos com sua mãe, dentro
da biblioteca-loja da FLIP:
“Mãe, mas esses dois do Millôr [Fernandes] eu já li. Tem
outro dele?”
É... às vezes ainda dá pra acreditar que uma nova geração
venha a se tornar a GERAÇÃO BRASIL de verdade e não seja manipulado por essa
geração brasil de mentirinha ou que tenha que conviver com esses Boogies oogie's da vida.
As conversas, os lugares, as dificuldades, as surpresas,
tudo faz parte de uma memória que jamais se apagará. Isso, por si só, já vale a
viagem. Conviver, em um Hostel com argentinos, franceses, americanos, paulistas, goianos,
alagoanos preenche sua vida de experiências que, com certeza, lhe servirão mais
à frente. Digo, já valeria a viagem, porque ainda não acabou. Pra um grande fã
de Samba, poder conhecer uma verdadeira roda no Rio de Janeiro é algo
inexplicável e inapagável da memória. Mesmo que seja a minha, completamente
reduzida e de curta duração
Mas ainda ficam as fotos, os contatos, as possibilidades de
ajudar outros viajantes quando estiverem em nossa região e de ser ajudado
quando for os visitar. Esse ciclo de colaboração é impagável. É a demonstração
de que a humanidade sempre guardará a nobreza da simplicidade.
E como disse Érico Veríssimo “Existem dois tipos de
viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar”. Seja fugindo
ou buscando... VIAJE!
terça-feira, 29 de julho de 2014
Voltando à ativa...
Queria me permitir discordar do Grande Renato Russo, sem jamais desmerecer ou diminuir a grandeza e atualidade de suas músicas. Mas dizer que "os bons morrem jovens" nem sempre é verdade.
Nesse mês de julho tivemos um contra-exemplo disso. Não se pode dizer que morrer aos 87 anos seja morrer jovem. Assim foi o BOM Ariano Suassuna.
Não apenas bom por ser Paraibano. Mas pelo conjunto da obra, literalmente. Defensor irrestrito da cultura nordestina, apaixonado pela linguagem e pelas histórias do sertanejo, enfim, um homem TOP. Ou melhor, um homem SUPERIOR, já que não gostava de palavras estrangeiras.
Alguém que levava, como poucos, os pensamentos que muitos de nós carregamos e não podemos publicizar ou não temos como. Ariano tinha espaço e sabia utilizá-lo muito bem. Desafiou muitos que não acreditavam que houvesse mínima chance de criar arte erudita a partir de elementos da cultura popular - notadamente, a nordestina. Nasce dessa insistência, o Movimento Armorial.
Tantos passagens célebres pode-se encontrar nas aulas-espetáculo que fez em vida. Fazia questão de não chamar aula-SHOW, dada a aversão ao estrangeirismo. "Por que usar SHOW quando temos uma palavra tão bonita em nossa língua, ESPETÁCULO". Ou a crítica a toda essa cultura vazia, sem conteúdo que cerca a verdadeira cultura brasileira. Como sua análise à banda Calipso.
Citando uma reportagem de um jornal que dizia "A Calipso é a verdade do povo Brasileiro... Chimbinha é um guitarrista genial", ele analisa: "Eu me senti insultado. A verdade do povo brasileiro ser UOU UOU UOU? Se eu uso o adjetivo genial para Chimbinha, o que eu vou dizer de Beethoven?" E poderíamos passar a noite inteira falando de seus casos e contos. Além da inteligência natural que detinha. Mas nada será comparado à parda que tivemos, com a ida de mais um crítico da cultura circense que se instalou há tempos em nosso País. Não digo, circense de bonecos, mambembes, truques e música. Mas a cultura de pão e circo que nos transforma em palhaços sem graça, em um contexto em que os verdadeiros palhaços - bem vestidos e endinheirados - é que dão risadas de nós.
Assim, Renato Russo, ao encontrar Ariano aí por cima, mude a música para "os bons nunca deveriam morrer"
Queria me permitir discordar do Grande Renato Russo, sem jamais desmerecer ou diminuir a grandeza e atualidade de suas músicas. Mas dizer que "os bons morrem jovens" nem sempre é verdade.
Nesse mês de julho tivemos um contra-exemplo disso. Não se pode dizer que morrer aos 87 anos seja morrer jovem. Assim foi o BOM Ariano Suassuna.
Não apenas bom por ser Paraibano. Mas pelo conjunto da obra, literalmente. Defensor irrestrito da cultura nordestina, apaixonado pela linguagem e pelas histórias do sertanejo, enfim, um homem TOP. Ou melhor, um homem SUPERIOR, já que não gostava de palavras estrangeiras.
Alguém que levava, como poucos, os pensamentos que muitos de nós carregamos e não podemos publicizar ou não temos como. Ariano tinha espaço e sabia utilizá-lo muito bem. Desafiou muitos que não acreditavam que houvesse mínima chance de criar arte erudita a partir de elementos da cultura popular - notadamente, a nordestina. Nasce dessa insistência, o Movimento Armorial.
Tantos passagens célebres pode-se encontrar nas aulas-espetáculo que fez em vida. Fazia questão de não chamar aula-SHOW, dada a aversão ao estrangeirismo. "Por que usar SHOW quando temos uma palavra tão bonita em nossa língua, ESPETÁCULO". Ou a crítica a toda essa cultura vazia, sem conteúdo que cerca a verdadeira cultura brasileira. Como sua análise à banda Calipso.
Citando uma reportagem de um jornal que dizia "A Calipso é a verdade do povo Brasileiro... Chimbinha é um guitarrista genial", ele analisa: "Eu me senti insultado. A verdade do povo brasileiro ser UOU UOU UOU? Se eu uso o adjetivo genial para Chimbinha, o que eu vou dizer de Beethoven?" E poderíamos passar a noite inteira falando de seus casos e contos. Além da inteligência natural que detinha. Mas nada será comparado à parda que tivemos, com a ida de mais um crítico da cultura circense que se instalou há tempos em nosso País. Não digo, circense de bonecos, mambembes, truques e música. Mas a cultura de pão e circo que nos transforma em palhaços sem graça, em um contexto em que os verdadeiros palhaços - bem vestidos e endinheirados - é que dão risadas de nós.
Assim, Renato Russo, ao encontrar Ariano aí por cima, mude a música para "os bons nunca deveriam morrer"
segunda-feira, 12 de maio de 2014
EU, GERAÇÃO BRASIL?
é... quando você pensa que a Globo chegou no fundo do poço da criatividade - tal qual o sistema Cantareira com a água de São Paulo - sempre aparece algo e essa espectativa se supera.
Depois de perder o Mestre Chico Anísio e ver a popularidade e a qualidade de Casseta&Planeta ir para os ares, resolve investir forte em Zorra Total. Acho que a pior coisa que a Globo já fez em todos os tempos. Tem algumas coisinhas que disputariam pesado, mas seria páreo duro.
O cartel de péssimoas opções já era recheado de exemplos, como: tirar fátima bernardes do jornalismo e dar um programa vagabundo e sem conteúdo pra ela. Ou entregar o BBBosta a Pedro Bial que é, acreditem, um grande jornalista. Já fez cobertura de vários eventos importantes.
Mas conseguiram piorar!
Desde já, declaro: NÃO FAÇO PARTE DESSA GERAÇÃO BRASIL! Sou brasileiro com muito orgulho, apesar de achar que poderíamos ser um país muuuito melhor. Mas a minha geração não é essa da novela. Definitivamente. Ter um cara que se intitula o "Guru da nova era", veste uma roupa que parece de dançarino americano dos anos 70, usa pulseiras variadas, de hippie, de ouro, tudo junto e, mesmo sendo negro, faz corte de cabelo de branco. Esse cara é filho de um casal transexual, que o homem (ou a mulher, sei lá!) fala meio-homem e se veste como mulher. E tooooodo mundo da novela ou tem relação com um tal de Jonas Marra ou quer conhecê-lo. Esse Jonas é um empresário rico, esnobe, que passa por cima de qualquer coisa para manter sua fortuna. Enfim, é um retrato do Brasil que eu não me identifico em nada. É, no mínimo, um desrespeito à nossa história e ao que queremos que esse Pais seja ou tenha, em vários aspectos: igualdade social, racial, redução da ostentação, possibilidade de crescimento em qualquer profissão e sem trapaças etc.
E, só para fechar, porque não podia deixar de comentar, vi uma chamada do Programa de Regina Casé na semana passada. Sabe como a chamaram? A mãezona do Brasil... ah, vá pra RIMA DO BRASIL.
é... quando você pensa que a Globo chegou no fundo do poço da criatividade - tal qual o sistema Cantareira com a água de São Paulo - sempre aparece algo e essa espectativa se supera.
Depois de perder o Mestre Chico Anísio e ver a popularidade e a qualidade de Casseta&Planeta ir para os ares, resolve investir forte em Zorra Total. Acho que a pior coisa que a Globo já fez em todos os tempos. Tem algumas coisinhas que disputariam pesado, mas seria páreo duro.
O cartel de péssimoas opções já era recheado de exemplos, como: tirar fátima bernardes do jornalismo e dar um programa vagabundo e sem conteúdo pra ela. Ou entregar o BBBosta a Pedro Bial que é, acreditem, um grande jornalista. Já fez cobertura de vários eventos importantes.
Mas conseguiram piorar!
Desde já, declaro: NÃO FAÇO PARTE DESSA GERAÇÃO BRASIL! Sou brasileiro com muito orgulho, apesar de achar que poderíamos ser um país muuuito melhor. Mas a minha geração não é essa da novela. Definitivamente. Ter um cara que se intitula o "Guru da nova era", veste uma roupa que parece de dançarino americano dos anos 70, usa pulseiras variadas, de hippie, de ouro, tudo junto e, mesmo sendo negro, faz corte de cabelo de branco. Esse cara é filho de um casal transexual, que o homem (ou a mulher, sei lá!) fala meio-homem e se veste como mulher. E tooooodo mundo da novela ou tem relação com um tal de Jonas Marra ou quer conhecê-lo. Esse Jonas é um empresário rico, esnobe, que passa por cima de qualquer coisa para manter sua fortuna. Enfim, é um retrato do Brasil que eu não me identifico em nada. É, no mínimo, um desrespeito à nossa história e ao que queremos que esse Pais seja ou tenha, em vários aspectos: igualdade social, racial, redução da ostentação, possibilidade de crescimento em qualquer profissão e sem trapaças etc.
E, só para fechar, porque não podia deixar de comentar, vi uma chamada do Programa de Regina Casé na semana passada. Sabe como a chamaram? A mãezona do Brasil... ah, vá pra RIMA DO BRASIL.
domingo, 4 de maio de 2014
1º DE MAIO, DIA DO BOLSA-FAMÍLIA
Talvez o dia de maior simbolismo do Brasil, quiçá do mundo - exceto os dias religiosos - o dia do Trabalho tem grande representatividade para toda a sociedade. Não apenas por ser uma data Mundial, como poucas, mas pelos motivos que criaram tal data.
Seria, então, um dia propício para anúncios governamentais sobre novas conquistas trabalhistas, criação de mais postos de trabalho, aprovação de leis ou normas que favorecessem os trabalhadores, enfim, o dia áureo em matérias laborais.
E, nós aqui, Brasil, país com mais de 94 milhões de trabalhadores, governado por um partido que tem Trabalhadores em seu nome e é, com certeza, o que tem maior histórico de lutas, reivindicações e vitórias nessa esfera.
Cenário perfeito para uma grande divulgação. Então, vamos escutar! Último dia de abril, a Presidente vai fazer pronunciamento em Radio e TV. É agora, Presidente, o que teremos de bom para o trabalho e os trabalhadores no Brasil?
“Assinei também um decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família recebidos por 36 milhões de brasileiros beneficiários do Programa Brasil sem Miséria”
Talvez o dia de maior simbolismo do Brasil, quiçá do mundo - exceto os dias religiosos - o dia do Trabalho tem grande representatividade para toda a sociedade. Não apenas por ser uma data Mundial, como poucas, mas pelos motivos que criaram tal data.
Seria, então, um dia propício para anúncios governamentais sobre novas conquistas trabalhistas, criação de mais postos de trabalho, aprovação de leis ou normas que favorecessem os trabalhadores, enfim, o dia áureo em matérias laborais.
E, nós aqui, Brasil, país com mais de 94 milhões de trabalhadores, governado por um partido que tem Trabalhadores em seu nome e é, com certeza, o que tem maior histórico de lutas, reivindicações e vitórias nessa esfera.
Cenário perfeito para uma grande divulgação. Então, vamos escutar! Último dia de abril, a Presidente vai fazer pronunciamento em Radio e TV. É agora, Presidente, o que teremos de bom para o trabalho e os trabalhadores no Brasil?
“Assinei também um decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família recebidos por 36 milhões de brasileiros beneficiários do Programa Brasil sem Miséria”
An???
Presidente, ao invés de trabalho, o Brasil está sendo favorecido no assistencialismo? Como assim? Naquilo que tem tirado as pessoas do trabalho ou da busca por ele?
É, daí é que vem a indignação daqueles que, como eu, acreditam que trabalho e educação são dois dos principais pilares de crescimento e, mais importante, de diminuição das diferenças sociais. O Partidos dos Trabalhadores, há muito tempo, deveria ter mudado o nome e passar a se chamar Partido das Bolsas.
Aqui, não se ensina a pescar, dá-se o peixe. O problema é que o peixe pode, um dia, acabar. E quem não aprendeu ou desenvolveu algo para trabalhar, não terá como se sustentar sozinho. E viverá dependente do Governo, sendo, assim, "dependente" do estado.
domingo, 27 de abril de 2014
LITERALMENTE... DEMAIS DO MESMO
Estamos a cerca de 5 meses da próxima eleição e há um bom tempo não vejo mais os governantes atuais governarem, administrarem, fazerem aquilo que é sua obrigação.
Quantas cadeiras mudaram nesse mês, até o dia 5, dia da desincompatibilização? Só de governadores foram 7. Prefeitos, então, nem se fala. Com isso, vêm os vices, os suplentes, ou seja, aqueles que não foram eleitos. Quase ninguém vota pensando no suplente ou no vice. Concordam?
Assim, ficamos aí, 5 meses tendo nossas cidades e estados dirigidos por "um qualquer" que era o número 2 e virou o número 1.
E quanto às ações de governança. Ah meu amigo, agora é só mostrar resultado. Sai a administração e entra o marketing. Precisa maquear, precisa terminar logo, é, de qualquer jeito. Tem que ficar pronto ou maqueado pra colocar na propaganda. Mas as cidades não param; o estado não pode parar; a União, muito menos. E sabe o que achamos disso tudo? Nada! Mais um maldito ano de eleição e mais um monte de risadas desses que foram eleitos, eram dirigentes e, simplesmente, saem, não são mais.
E começa a passar dinheiro de um lado pro outro. E gente começa a traficar influências. Helicópteros são emprestados (até pra transportar drogas!). Pessoas surgem com carros novos. Votos são comprados. E toda aquela velha, mas sempre presente chacota nacional.
Fizemos um início de revolução popular. Mas, as mentiras postas como panos quentes abafaram o ímpeto de mudança. Na Copa ressurgirá? Ah... agora o governo está preparado. O local onde os protestos chamariam a atenção, os estádios, serão muuuuuito bem protegidos.
Continuo cada vem com menos esperança de mudança em nosso País... infelizmente!
Estamos a cerca de 5 meses da próxima eleição e há um bom tempo não vejo mais os governantes atuais governarem, administrarem, fazerem aquilo que é sua obrigação.
Quantas cadeiras mudaram nesse mês, até o dia 5, dia da desincompatibilização? Só de governadores foram 7. Prefeitos, então, nem se fala. Com isso, vêm os vices, os suplentes, ou seja, aqueles que não foram eleitos. Quase ninguém vota pensando no suplente ou no vice. Concordam?
Assim, ficamos aí, 5 meses tendo nossas cidades e estados dirigidos por "um qualquer" que era o número 2 e virou o número 1.
E quanto às ações de governança. Ah meu amigo, agora é só mostrar resultado. Sai a administração e entra o marketing. Precisa maquear, precisa terminar logo, é, de qualquer jeito. Tem que ficar pronto ou maqueado pra colocar na propaganda. Mas as cidades não param; o estado não pode parar; a União, muito menos. E sabe o que achamos disso tudo? Nada! Mais um maldito ano de eleição e mais um monte de risadas desses que foram eleitos, eram dirigentes e, simplesmente, saem, não são mais.
E começa a passar dinheiro de um lado pro outro. E gente começa a traficar influências. Helicópteros são emprestados (até pra transportar drogas!). Pessoas surgem com carros novos. Votos são comprados. E toda aquela velha, mas sempre presente chacota nacional.
Fizemos um início de revolução popular. Mas, as mentiras postas como panos quentes abafaram o ímpeto de mudança. Na Copa ressurgirá? Ah... agora o governo está preparado. O local onde os protestos chamariam a atenção, os estádios, serão muuuuuito bem protegidos.
Continuo cada vem com menos esperança de mudança em nosso País... infelizmente!
quinta-feira, 10 de abril de 2014
PALHAÇOS DEFENDEM LADRÕES
O que você faria se comete alguns erros em seu trabalho? Não digo erros operacionais, não intencionais, que acontecem no dia-a-dia de qualquer trabalhador. Falo de erros com dolo, erros mal intencionados. Pediria licença do trabalho? Muito simples, não é? Mas pergunto: seu chefe lhe daria tal licença?
Pois é, mais uma vez, o Congresso nos presenteia com uma chacota dessas. O excelentíssimo senhor Deputado André Cunha viu o circo começar a ruir e pegar fogo, desde que as denuncias de ligação ilícita com o doleiro Alberto Youssef. Sua saída... pedir licença da Câmara dos Deputados. Ora, ele foi eleito. Não está lá por concurso ou mérito adquirido, e sim por confiança depositada. É mais um absurdo que somos obrigados a ver, em nosso País.
A coisa está tão descabida que chega-se a defender um cara desse tipo frente a uma ação ridículo e totalmente inadequada para um ambiente parlamentar. Como o que esse sínico fez após a decisão do STF de punir os "mensaleiros".
Uma afronta à verdade. Uma gozação à justiça. Uma piada sem graça nenhuma, contada por um palhaço que defende ladrões. Ou seria ladrão que defende palhaços? E que ri todos os dias, quando acorda, da impunidade que utiliza como escudo de suas falcatruas. E o faz porque sabe que o gigante acordou, mas toma tranquilizante todos os dias. E, em ano eleitoral, a dose de sonífero aumenta.
Cada vez mais decepcionado com o Governo...
Cada vez mais sentindo-me enganado pelo PT...
Cada vez mais achando que somos muito passivos...
Cada vez menos esperança de que o Brasil mude...
O que você faria se comete alguns erros em seu trabalho? Não digo erros operacionais, não intencionais, que acontecem no dia-a-dia de qualquer trabalhador. Falo de erros com dolo, erros mal intencionados. Pediria licença do trabalho? Muito simples, não é? Mas pergunto: seu chefe lhe daria tal licença?
Pois é, mais uma vez, o Congresso nos presenteia com uma chacota dessas. O excelentíssimo senhor Deputado André Cunha viu o circo começar a ruir e pegar fogo, desde que as denuncias de ligação ilícita com o doleiro Alberto Youssef. Sua saída... pedir licença da Câmara dos Deputados. Ora, ele foi eleito. Não está lá por concurso ou mérito adquirido, e sim por confiança depositada. É mais um absurdo que somos obrigados a ver, em nosso País.
A coisa está tão descabida que chega-se a defender um cara desse tipo frente a uma ação ridículo e totalmente inadequada para um ambiente parlamentar. Como o que esse sínico fez após a decisão do STF de punir os "mensaleiros".
Uma afronta à verdade. Uma gozação à justiça. Uma piada sem graça nenhuma, contada por um palhaço que defende ladrões. Ou seria ladrão que defende palhaços? E que ri todos os dias, quando acorda, da impunidade que utiliza como escudo de suas falcatruas. E o faz porque sabe que o gigante acordou, mas toma tranquilizante todos os dias. E, em ano eleitoral, a dose de sonífero aumenta.
Cada vez mais decepcionado com o Governo...
Cada vez mais sentindo-me enganado pelo PT...
Cada vez mais achando que somos muito passivos...
Cada vez menos esperança de que o Brasil mude...
sábado, 5 de abril de 2014
MALDITOS ÓCULOS ESCUROS
"Quem não tem colírio, usa óculos escuro". Hoje em dia, a música de Rauzito pode ser modificada. Não apenas quem não tem colírio. Todos usam óculos escuro a todo o momento. Já repararam em fotos atuais? Não se vê mais os olhos das pessoas.
Óculos escuro não pode mais ser chamado de óculos de sol. As pessoas usam óculos escuro de noite, na chuva, a qualquer momento e situação. Para mim, é algo estranho, pois sempre achei interessante observar o olhar das pessoas e é algo que me chama muito a atenção. Além do mais, o olhar diz muito sobre a personalidade das pessoas e entrega facilmente um sentimento. Afinal, os olhos são o espelho da alma!
Chega a ser incômodo chegar em um lugar e ver que todos estão de óculos escuros. Não se sabe para onde estão olhando, se estão dormindo, com sono, cansadas, se nos olham ou se choram. Sem falar no tamanho dos picinez - como eram chamados, antigamente, tais artefatos - cada vez maiores. O estilo caminhoneiro passou a ser moda entre as mulheres. Horrível! O estilo Cazuza virou febre! E ainda aqueles gigantes, grosseiros. Virou sinônimo de "pessoas descolada".
Estamos, enfim, cada vez mais longe das pessoas, sentados em postos computadorizados, a quilômetros de distância uns dos outros. E agora, quando conseguimos nos juntar fisicamente, continuamos à distância, separados por smartphones e os malditos óculos escuros.
Vamos nos olhar mais nos olhos! Precisamos conhecer a alma dos seres humanos.
"Quem não tem colírio, usa óculos escuro". Hoje em dia, a música de Rauzito pode ser modificada. Não apenas quem não tem colírio. Todos usam óculos escuro a todo o momento. Já repararam em fotos atuais? Não se vê mais os olhos das pessoas.
Óculos escuro não pode mais ser chamado de óculos de sol. As pessoas usam óculos escuro de noite, na chuva, a qualquer momento e situação. Para mim, é algo estranho, pois sempre achei interessante observar o olhar das pessoas e é algo que me chama muito a atenção. Além do mais, o olhar diz muito sobre a personalidade das pessoas e entrega facilmente um sentimento. Afinal, os olhos são o espelho da alma!
Chega a ser incômodo chegar em um lugar e ver que todos estão de óculos escuros. Não se sabe para onde estão olhando, se estão dormindo, com sono, cansadas, se nos olham ou se choram. Sem falar no tamanho dos picinez - como eram chamados, antigamente, tais artefatos - cada vez maiores. O estilo caminhoneiro passou a ser moda entre as mulheres. Horrível! O estilo Cazuza virou febre! E ainda aqueles gigantes, grosseiros. Virou sinônimo de "pessoas descolada".
Estamos, enfim, cada vez mais longe das pessoas, sentados em postos computadorizados, a quilômetros de distância uns dos outros. E agora, quando conseguimos nos juntar fisicamente, continuamos à distância, separados por smartphones e os malditos óculos escuros.
Vamos nos olhar mais nos olhos! Precisamos conhecer a alma dos seres humanos.
domingo, 30 de março de 2014
ACASO E DESTINO
Existem duas palavras que caminham lado a lado, muitas vezes confundidas, outras até associadas como sinônimo: Acaso e Destino. Eu diria que o acaso trabalha para o destino, facilitando a tecelagem dos fios da vida, que as Moiras mitológicas tinham como sua lida.
Se pararmos pra pensar em todos aqueles que já passaram por nossa vida, perceberemos que, por várias vezes elas entram e, até mesmo saem, por mero fruto do acaso, como algo que acontece a esmo, sem motivo ou explicação aparente. São amigos que se vão, sem tempo de um abraço final. Familiares que se mudam e jamais veremos novamente. Amores que surgem, sem que esperássemos. Será que tudo está traçado na linha do destino?
O fato é que vivemos de grandes encontros e, como disse Vinicius de Moraes: "A vida é a arte do encontro". E como é bom encontrarmos pessoas interessantes em nossa vida. Estejam elas, ou não, programadas em nosso destino. A isso, podemos chamar de sorte, outro sinônimo para destino.
Não é por termos vários encontros na vida que não devemos valorizar cada um deles. E viver intensamente o tempo que tivermos com as pessoas que "encontramos". Ou seria "que o destino nos fez encontrar"? Porque esse tempo, em tempo, pode acabar. Não acredito que TUDO é obra desse tal Destino. Acho que o moldamos e temos, até certo ponto, poder de decisão sobre ele. Realmente, é difícil ter certeza de que o acaso sempre está ao nosso lado. Mas, pode nos ajudar. Pois "o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído", palavras do grupo Titãs. E te mostrar pessoas, daquelas, interessantes, que se tornam especiais, fundamentais.
Mas, muitas vezes, o destino se zanga, por acharmos que poderíamos controlá-lo. E, da mesma forma que usou o acaso para nos dar, pode nos tirar. E provar que, o trabalho das Moiras não se desfaz tão facilmente.
Seja ao acaso, seja programando, seja por destino, a única certeza que devemos ter é de aproveitar o tempo que temos da forma que julgarmos melhor. Afinal, ele passa. E leva consigo muita coisa que não pode mais voltar. Parece lugar comum, mas é uma das poucas verdades absolutas da vida: "a vida é uma só!".
Precisamos viver a vida, aceitar o destino, e ficar atento aos acasos. Só assim chegaremos aos 60, 70, 80 anos achando que a música de Titãs não será o epitáfio de sua vida:
"Devia ter amado mais
Existem duas palavras que caminham lado a lado, muitas vezes confundidas, outras até associadas como sinônimo: Acaso e Destino. Eu diria que o acaso trabalha para o destino, facilitando a tecelagem dos fios da vida, que as Moiras mitológicas tinham como sua lida.
Se pararmos pra pensar em todos aqueles que já passaram por nossa vida, perceberemos que, por várias vezes elas entram e, até mesmo saem, por mero fruto do acaso, como algo que acontece a esmo, sem motivo ou explicação aparente. São amigos que se vão, sem tempo de um abraço final. Familiares que se mudam e jamais veremos novamente. Amores que surgem, sem que esperássemos. Será que tudo está traçado na linha do destino?
O fato é que vivemos de grandes encontros e, como disse Vinicius de Moraes: "A vida é a arte do encontro". E como é bom encontrarmos pessoas interessantes em nossa vida. Estejam elas, ou não, programadas em nosso destino. A isso, podemos chamar de sorte, outro sinônimo para destino.
Não é por termos vários encontros na vida que não devemos valorizar cada um deles. E viver intensamente o tempo que tivermos com as pessoas que "encontramos". Ou seria "que o destino nos fez encontrar"? Porque esse tempo, em tempo, pode acabar. Não acredito que TUDO é obra desse tal Destino. Acho que o moldamos e temos, até certo ponto, poder de decisão sobre ele. Realmente, é difícil ter certeza de que o acaso sempre está ao nosso lado. Mas, pode nos ajudar. Pois "o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído", palavras do grupo Titãs. E te mostrar pessoas, daquelas, interessantes, que se tornam especiais, fundamentais.
Mas, muitas vezes, o destino se zanga, por acharmos que poderíamos controlá-lo. E, da mesma forma que usou o acaso para nos dar, pode nos tirar. E provar que, o trabalho das Moiras não se desfaz tão facilmente.
Seja ao acaso, seja programando, seja por destino, a única certeza que devemos ter é de aproveitar o tempo que temos da forma que julgarmos melhor. Afinal, ele passa. E leva consigo muita coisa que não pode mais voltar. Parece lugar comum, mas é uma das poucas verdades absolutas da vida: "a vida é uma só!".
Precisamos viver a vida, aceitar o destino, e ficar atento aos acasos. Só assim chegaremos aos 60, 70, 80 anos achando que a música de Titãs não será o epitáfio de sua vida:
"Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
Até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer"

Precisamos ver a vida de forma holística, uma união de vários fatores que se interrelacionam: Família, trabalho, amigos, amores, moradia, natureza, bens, religião...
"Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
ter visto o sol se pôr"
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
Até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer"

Precisamos ver a vida de forma holística, uma união de vários fatores que se interrelacionam: Família, trabalho, amigos, amores, moradia, natureza, bens, religião...
"Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
ter visto o sol se pôr"
domingo, 23 de fevereiro de 2014
UM PICOLÉ ESTRANHO
Para quem não conhece João Pessoa, aqui temos uma semana, anterior ao carnaval, que se chama Folia de Rua. Nela, há vários blocos pelos bairros. Alguns com mais tradição que reunem maior número de pessoas e outros mais modestos. A abertura se dá com a saída de um bloco que se chama Picolé de Manga. Que possui uma história interessante. No primeiro ano, os fundadores resolveram alugar um carrinho de picolé para colocar as cervejas e refrigerantes. Daí um dos motivos de seu nome.
Para quem não conhece João Pessoa, aqui temos uma semana, anterior ao carnaval, que se chama Folia de Rua. Nela, há vários blocos pelos bairros. Alguns com mais tradição que reunem maior número de pessoas e outros mais modestos. A abertura se dá com a saída de um bloco que se chama Picolé de Manga. Que possui uma história interessante. No primeiro ano, os fundadores resolveram alugar um carrinho de picolé para colocar as cervejas e refrigerantes. Daí um dos motivos de seu nome.
Seria, esse ano, mais um de muita tradição e saudosismo, como foram os anteriores, com muito frevo, charangas tocando, fantasias e tudo muito simples, como foi o carrinho de picolé de seus idealizadores. No entanto, o carrinho virou um trio eletríco. O bloco saiu do Centro Histórico da Capital - local condizente com a "aura" de um bloquinho do folia de rua - e foi para a praia, por onde desfilam outros blocos grandes, como Muriçocas do Miramar - segundo maior bloco de arrasto do Brasil - e Virgens de Tambaú. E para deixar qualquer admirador do carnaval dos bons tempos, o bloco trouxe Aviões do Forró. Não vou falar muito sobre eles, pois só tenho críticas à banda. Mas é mais um tiro no corpo já baleado das tradições de nossa cidade.
A violência perambula nesse período, em especial, nos blocos maiores. Blocos como as Virgens de tambaú, no meu ponto de vista, já não atrai como anos anteriores. Artistas locais cada vez com menos espaço. Enfim, Aviões do Forró é só a ponta do iceberg. O que está imerso do iceberg é muito maior. Nossa CULTURA TEM SE PERDIDO!
Como é bonito ver, por exemplo, que Olinda ainda guarda sua tradição e a defende por meio de seus súditos foliões. O Frevo, lá, reina, mais até que o próprio Rei Momo.
E só para reforçar essa percepção pessoal, pergunto para vocês: Se você recebe uma pessoa de fora e ela pede para que você a leve em um Forró... mas forró dos bons... o original... pé-de-serra... onde você a leva??? Difícil, né!? A Paraíba tem o maior São João do Mundo. Está no Nordeste, uma região que tem o forró como música mais autêntica de suas origens. Da Paraíba sairam cantores e compositores como Zé Limeira da Paraíba, Elba Ramalho - que começou cantando forró - Sivuca, Amazan, Flavio José. E não temos sequer uma agenda constante de locais onde se possa dançar e ouvir um bom forró.
Einstein, que tradicionalmente, traz bons pensamentos, diz que "além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos"
A violência perambula nesse período, em especial, nos blocos maiores. Blocos como as Virgens de tambaú, no meu ponto de vista, já não atrai como anos anteriores. Artistas locais cada vez com menos espaço. Enfim, Aviões do Forró é só a ponta do iceberg. O que está imerso do iceberg é muito maior. Nossa CULTURA TEM SE PERDIDO!
Como é bonito ver, por exemplo, que Olinda ainda guarda sua tradição e a defende por meio de seus súditos foliões. O Frevo, lá, reina, mais até que o próprio Rei Momo.
E só para reforçar essa percepção pessoal, pergunto para vocês: Se você recebe uma pessoa de fora e ela pede para que você a leve em um Forró... mas forró dos bons... o original... pé-de-serra... onde você a leva??? Difícil, né!? A Paraíba tem o maior São João do Mundo. Está no Nordeste, uma região que tem o forró como música mais autêntica de suas origens. Da Paraíba sairam cantores e compositores como Zé Limeira da Paraíba, Elba Ramalho - que começou cantando forró - Sivuca, Amazan, Flavio José. E não temos sequer uma agenda constante de locais onde se possa dançar e ouvir um bom forró.
Einstein, que tradicionalmente, traz bons pensamentos, diz que "além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos"
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
4º LUGAR NÃO GANHA MEDALHA
Nesses dias vi um outdoor que apresentava um dado "animador" sobre a Universidade Federal da Paraíba. A UFPB é a quarta melhor Universidade do Nordeste. Muito bom, não é? NÃO!!!
Sabem quantas Instituições de Ensino Superior Federais existem no NE? São 21, contanto também os Institutos Federais. E agora, quarto lugar é bom?
Lembro-me, perfeitamente, que, por muito tempo, a UFPB - quando ainda tinha o Campus de Campina Grande - era a primeira do Nordeste em quase todos os parâmetros analisados.
Hoje em dia, o que se vê é um vácuo, uma lacuna na UFPB fruto da inércia de gestão. As coisas mais simples não são realizadas. Como cobrar excelência científica se nossos banheiros não têm papel higiênico, possuem vazamentos nas tubulações, registros quebrados? Maslow era um psicólogo que criou a Pirâmide das necessidades. E na base, o que temos... necessidades básicas. Como chegar na auto-realização ou mesmo a um status de estima elevada, se não temos papel higiênico nos banheiros de uma Instituição de Educação. Se falta papel no banheiro da escola que seus filhos estudam, o que acontece? No mínimo haverá uma reclamação de sua parte.
Sem falar aqui, pessoal, na falta de segurança no Campus em todos os horários mas, em especial, à noite.
Sem falar na alocação de atribuições que eram de funcionários aos professores, como a abertura de processos e a busca por orçamentos de materiais.
Sem falar no isolamento que a UFPB vive com relação ao mercado. Há pouquíssimas parcerias entre os Departamentos e o setor produtivo. Enquanto isso, Universidades como a UFRN e a UFPE cada vez mais abrem suas portas a Empresas como Petrobras e Microsoft.

Já passei por Instituições nas quais as Fundações de Pesquisa, realmente, funcionam. Elas são responsáveis por gerenciar os projetos dos Departamentos e Laboratórios. Na UFPB as Fundações - pois temos mais de uma - nem funcionam.
Detalhe, em algumas pesquisa que utilizam outros indicadores, a UFCG fica melhor posicionada do que a UFPB.
Quarto lugar é muito pouco. Nem medalha recebe!
Só para reforçar a visão realista - citada em outro post - que, cada vez mais, faz parte de minhas convicções, não vejo grandes mudanças nessa Universidade que já foi, com sobras, a melhor IES do Nordeste.
É difícil trabalhar onde não se há perspectiva de melhorias!!! No entanto, continuarei lutando por uma educação melhor, mais humana e construtiva dentro da Universidade Federal da Paraíba, pois gosto do que faço.
Nesses dias vi um outdoor que apresentava um dado "animador" sobre a Universidade Federal da Paraíba. A UFPB é a quarta melhor Universidade do Nordeste. Muito bom, não é? NÃO!!!
Sabem quantas Instituições de Ensino Superior Federais existem no NE? São 21, contanto também os Institutos Federais. E agora, quarto lugar é bom?
Lembro-me, perfeitamente, que, por muito tempo, a UFPB - quando ainda tinha o Campus de Campina Grande - era a primeira do Nordeste em quase todos os parâmetros analisados.
Hoje em dia, o que se vê é um vácuo, uma lacuna na UFPB fruto da inércia de gestão. As coisas mais simples não são realizadas. Como cobrar excelência científica se nossos banheiros não têm papel higiênico, possuem vazamentos nas tubulações, registros quebrados? Maslow era um psicólogo que criou a Pirâmide das necessidades. E na base, o que temos... necessidades básicas. Como chegar na auto-realização ou mesmo a um status de estima elevada, se não temos papel higiênico nos banheiros de uma Instituição de Educação. Se falta papel no banheiro da escola que seus filhos estudam, o que acontece? No mínimo haverá uma reclamação de sua parte.
Sem falar aqui, pessoal, na falta de segurança no Campus em todos os horários mas, em especial, à noite.
Sem falar na alocação de atribuições que eram de funcionários aos professores, como a abertura de processos e a busca por orçamentos de materiais.
Sem falar no isolamento que a UFPB vive com relação ao mercado. Há pouquíssimas parcerias entre os Departamentos e o setor produtivo. Enquanto isso, Universidades como a UFRN e a UFPE cada vez mais abrem suas portas a Empresas como Petrobras e Microsoft.

Já passei por Instituições nas quais as Fundações de Pesquisa, realmente, funcionam. Elas são responsáveis por gerenciar os projetos dos Departamentos e Laboratórios. Na UFPB as Fundações - pois temos mais de uma - nem funcionam.
Detalhe, em algumas pesquisa que utilizam outros indicadores, a UFCG fica melhor posicionada do que a UFPB.
Quarto lugar é muito pouco. Nem medalha recebe!
Só para reforçar a visão realista - citada em outro post - que, cada vez mais, faz parte de minhas convicções, não vejo grandes mudanças nessa Universidade que já foi, com sobras, a melhor IES do Nordeste.
É difícil trabalhar onde não se há perspectiva de melhorias!!! No entanto, continuarei lutando por uma educação melhor, mais humana e construtiva dentro da Universidade Federal da Paraíba, pois gosto do que faço.
Como Diz Chaplin: "Quem faz o que gosta, jamais vai trabalhar na vida"
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
E SE FOSSE COMIGO OU VOCÊ?
Pessoal, foi preso o acusado de acender o rojão que matou o cinegrafista Santiago!!!
Todo mundo já sabe disso, não é? Claro!
Ligou a televisão... estão falando disso. Escutou rádio... mais notícias sobre a prisão. Sentou pra tomar um cafezinho.. é o assunto da vez!
Não quero fazer julgamento de ninguém. Quero apenas fazer uma, uma única pergunta:
E SE FOSSE UM POLICIAL MORTO, TERÍAMOS A MESMA REPERCUSSÃO E ATENÇÃO AO CASO???
Será que alguém lembra dos casos, ainda em manifestações, de policiais que foram feridos por manifestantes? Desculpem... na verdade, por criminosos. Só para refrescar:
Protestos no Rio: cinco PMs ficam feridos em confronto com manifestantes
Sozinho, PM quase foi linchado durante protesto na região da Sé
Coronel da PM tem a clavícula quebrada e a arma roubada em protesto em SP

Pessoal, foi preso o acusado de acender o rojão que matou o cinegrafista Santiago!!!
Todo mundo já sabe disso, não é? Claro!
Ligou a televisão... estão falando disso. Escutou rádio... mais notícias sobre a prisão. Sentou pra tomar um cafezinho.. é o assunto da vez!
Não quero fazer julgamento de ninguém. Quero apenas fazer uma, uma única pergunta:
E SE FOSSE UM POLICIAL MORTO, TERÍAMOS A MESMA REPERCUSSÃO E ATENÇÃO AO CASO???
Será que alguém lembra dos casos, ainda em manifestações, de policiais que foram feridos por manifestantes? Desculpem... na verdade, por criminosos. Só para refrescar:
Protestos no Rio: cinco PMs ficam feridos em confronto com manifestantes
Sozinho, PM quase foi linchado durante protesto na região da Sé
Coronel da PM tem a clavícula quebrada e a arma roubada em protesto em SP

Continuo perguntando: Será que aquele rojão foi apontado para o cinegrafista? Não seria mais indicado que o alvo fosse a Polícia Militar ou, pelo menor, a direção dos policiais?
Para manter os questionamentos: Precisamos ressucitar Nostradamus para prever, na sua capacidade visionária, que dentro em pouco tempo, a mesma tragédia que aconteceu com o cinegrafista vai acontecer com um policial ou mesmo, um cidadão comum?
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
NOSSOS PROBLEMAS ESTÃO RESOLVIDOS
EUREKA! Amigos Brasucas, seus problemas financeiros acabaram!
Parece a chamada das Organizações Tabajara. Alguém lembra de Seu Creysson? Uma grande brincadeira do Casseta & Planeta.
Mas a miséria no Brasil pode acabar. É! Ou seria mais uma grande brincadeira?
Conseguir arrecadar 667,50 mil reais em 10 dias é algo fantástico. Se o ano tem 365 dias, podemos arrecadar, em 2014, cerca de R$ 24,36 milhões. Quanta coisa poderíamos fazer com isso, hein! Mas com os 667,50 mil vamos pagar a dívida de um condenado pela justiça. Isso mesmo, José Genoíno recebeu esse presente - não de grego - mas de Brasileiro mesmo, para pagar a multa que lhe foi imposta pela participação no Mensalão.

Ora, fazendo uma brevíssima conta, na média, cada doador contribuiu com a bagatela de 500 mangos. Mas há detalhes mais ilários, não fossem trágicos, nessa história de MUITO mal gosto. Uma pessoa doou 48 mil reais. Dá pra comprar um carro 0Km, ou ajudar muita gente no Nordeste a construir um reservatório para armazenar água da chuva e não sofrer tanto na estiagem, por exemplo.
Ah, e você, meu amigo Brasieliro, que não desiste nunca, não conseguiu doar, perdeu o prazo? Desencana! A coisa deu tão CERTO, que o PT já pensa em estender o que eles chama de "Rede de Solidariedade" e fazer um site para José Dirceu, Delúbio Soares e João Paulo Cunha. Já estou fazendo minhas economias para contribuir com os "Companheiros".
Quer mais? Tem mais! Sabe quem contribuiu com essa "vaquinha"? A atriz Tássia Camargo. Fui ver quem era, claro! E sabe o nome da peça que ela atuou no ano passado? O título poderia ser o slogan do site de "Parceiros da família Genoíno":
EUREKA! Amigos Brasucas, seus problemas financeiros acabaram!
Parece a chamada das Organizações Tabajara. Alguém lembra de Seu Creysson? Uma grande brincadeira do Casseta & Planeta.
Mas a miséria no Brasil pode acabar. É! Ou seria mais uma grande brincadeira?
Conseguir arrecadar 667,50 mil reais em 10 dias é algo fantástico. Se o ano tem 365 dias, podemos arrecadar, em 2014, cerca de R$ 24,36 milhões. Quanta coisa poderíamos fazer com isso, hein! Mas com os 667,50 mil vamos pagar a dívida de um condenado pela justiça. Isso mesmo, José Genoíno recebeu esse presente - não de grego - mas de Brasileiro mesmo, para pagar a multa que lhe foi imposta pela participação no Mensalão.

Ora, fazendo uma brevíssima conta, na média, cada doador contribuiu com a bagatela de 500 mangos. Mas há detalhes mais ilários, não fossem trágicos, nessa história de MUITO mal gosto. Uma pessoa doou 48 mil reais. Dá pra comprar um carro 0Km, ou ajudar muita gente no Nordeste a construir um reservatório para armazenar água da chuva e não sofrer tanto na estiagem, por exemplo.
Ah, e você, meu amigo Brasieliro, que não desiste nunca, não conseguiu doar, perdeu o prazo? Desencana! A coisa deu tão CERTO, que o PT já pensa em estender o que eles chama de "Rede de Solidariedade" e fazer um site para José Dirceu, Delúbio Soares e João Paulo Cunha. Já estou fazendo minhas economias para contribuir com os "Companheiros".
Quer mais? Tem mais! Sabe quem contribuiu com essa "vaquinha"? A atriz Tássia Camargo. Fui ver quem era, claro! E sabe o nome da peça que ela atuou no ano passado? O título poderia ser o slogan do site de "Parceiros da família Genoíno":
SE VOCÊ ME DER A MÃO
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
ANO NOVO – RESULTADO VELHO
Hoje recebi a incumbência paternal de publicar um texto escrito por ele, meu pai.
Como sempre acho interessantes os textos que escreve - incluindo sua biografia chamada "Rastros do meu caminho" - resolvi aceitar a proposição. Segue o texto por ele escrito...
Já faz parte da cultura tupiniquim a noticia “brincalhona”
de que o ano, no Brasil, só começa depois do carnaval.
Toda essa “aberração temporal” deve ser creditada ao
jeitinho brasileiro, cantado e decantado por quem não precisa enfrentar –
diuturnamente – uma jornada de trabalho dura, massacrante e, muitas vezes, no
limite do humanamente tolerável. Esforço esse necessário para garantir a
sobrevivência própria e de seus familiares.
Faço este comentário, para confirmar que fiz parte, nos meus
32 anos de vida ativa, desse grupo de brasileiros para os quais o ano começa,
sim, em primeiro de janeiro – “dia de ano”.
Todavia, para colaborar com a teoria de “o samba do crioulo
doido”, arrisco-me a afirmar que 2014 não começará. E por quê? Ora, é uma
lógica franciscana. Como o Carnaval já enforcou fevereiro e ao findar o reinado
de momo, todo mundo já avista o folguedo
junino, que traz em seu bojo a festa “padrão FIFA” Copa do mundo. E, como somos
o país do futebol, pra que começar algo
agora!
Terminada a copa, avizinha-se outubro, mais ou menos 90 dias
e... surge a eleição. Haveria clima para se iniciar alguma coisa séria? Claro
que não! É hora, sim, de colocar a campanha no “trem bala” e o povão curtir os
showmícios, carreatas e outros que tais, até para seguir ensinamentos da
ex-ministra do turismo, que aconselhou aos estressados: “relaxa e goza”.
Depois de outubro... aí, como ninguém é de ferro, já
estamos em pleno período natalino.
Dessa maneira, seria de bom alvitre apelar para os nossos historiadores contemporâneos que
publiquem o livro: “2014 O ANO QUE NÃO COMEÇOU”.
domingo, 12 de janeiro de 2014
E O TRABALHADOR?
É impressionante como vários conceitos têm surgido, acompanhados por preocupações e conscientizações das mais diversas. E, no meio dessa vanguarda de conceitos, a preocupação com o trabalhador continua arcaica e esquecida.
O MEIO AMBIENTE está em moda. Gestão ambiental, preocupação com resíduos sólidos - com novas leis - reutilização e reaproveitamento são quase que mantras para qualquer empresa ou entidade pública ou privada. A Prefeitura pôs em prática uma ação bastante bem vinda, do ponto de vista ambiental. Instalou em vários pontos de nossas praias, manilhas de concreto (tubos de água e esgoto) que serão utilizados como lixeiros. Muito bom, não é? Reaproveitamento!!!
Aí eu pergunto aos amigos: E como retirar o lixo que está dentro da manilha? Principalmente os que estão mais no fundo? Como o gari fará esse trabalho? Como esse trabalhador trabalhará? Por que ninguém pensa nisso? Achei, sinceramente, uma ação totalmente retrógrada. Várias formas de limpeza de praias bem sucedidas pelo mundo a fora e nada de bom é copiado.
Só mais um exemplo dessa despreocupação com o trabalhador. Quando forem a um Shopping, entrem no banheiro e procurem uma torneira, além daquelas que estão nas pias. E pensem, como o pessoal da limpeza joga água no banheiro? Já respondo: desenroscam o sifão das pias e ligam a torneira. Depois que encheram o balde, colocam o sifão de volta. Isso quando o sifão é acessível. Quando não é, eles têm de pegar água em outro lugar, por vezes, tendo que carregar o balde cheio de água. Problema facilmente resolvido com a instalação de uma torneira no banheiro.
Mas a variável TRABALHO ou MANUTENÇÃO sempre as últimas a serem levadas em conta em um projeto... quando o são!!!
É impressionante como vários conceitos têm surgido, acompanhados por preocupações e conscientizações das mais diversas. E, no meio dessa vanguarda de conceitos, a preocupação com o trabalhador continua arcaica e esquecida.
O MEIO AMBIENTE está em moda. Gestão ambiental, preocupação com resíduos sólidos - com novas leis - reutilização e reaproveitamento são quase que mantras para qualquer empresa ou entidade pública ou privada. A Prefeitura pôs em prática uma ação bastante bem vinda, do ponto de vista ambiental. Instalou em vários pontos de nossas praias, manilhas de concreto (tubos de água e esgoto) que serão utilizados como lixeiros. Muito bom, não é? Reaproveitamento!!!
Aí eu pergunto aos amigos: E como retirar o lixo que está dentro da manilha? Principalmente os que estão mais no fundo? Como o gari fará esse trabalho? Como esse trabalhador trabalhará? Por que ninguém pensa nisso? Achei, sinceramente, uma ação totalmente retrógrada. Várias formas de limpeza de praias bem sucedidas pelo mundo a fora e nada de bom é copiado.
Só mais um exemplo dessa despreocupação com o trabalhador. Quando forem a um Shopping, entrem no banheiro e procurem uma torneira, além daquelas que estão nas pias. E pensem, como o pessoal da limpeza joga água no banheiro? Já respondo: desenroscam o sifão das pias e ligam a torneira. Depois que encheram o balde, colocam o sifão de volta. Isso quando o sifão é acessível. Quando não é, eles têm de pegar água em outro lugar, por vezes, tendo que carregar o balde cheio de água. Problema facilmente resolvido com a instalação de uma torneira no banheiro.
Mas a variável TRABALHO ou MANUTENÇÃO sempre as últimas a serem levadas em conta em um projeto... quando o são!!!
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
UM NOVO ANO. SERÁ?
Mais um ano que começa... e começa tudo de novo. Gostaria muito de vir
aqui, escrever palavras de motivação, de falar de um futuro próximo melhor para
todos, enfim, de seguir o tsunami de hipocrisias que surge nessa época.
Mas é, realmente, pra mim, bastante difícil criar cenários positivos,
diante de tantos sinais de mesmice. É como jogar tintas claras sobre uma mancha
de tinta negra. O ano nem tinha acabado e continuávamos a ver a imensa
discrepância que existe em nossa cidade - algo parecido com a grande maioria do
restante do país. Enquanto muitos comemoravam o Réveillon, com comidas
carísimas, bebidas importadas, roupas luxuosas que, muitas vezes, só são usadas
naquela noite, depois vão para o lixo, outros tantos mendigavam comida,
qualquer que fosse, pois a fome não escolhe o que a sacia. Outros tantos
estavam longe de suas famílias, trabalhando. Isso sempre me chamou muito a
atenção. O mesmo acontece no Natal. O filme se repete todo ano, como Loucademia
de Polícia na Sessão da Tarde.
E, opa, viramos o ano. Novas esperanças! Bom, se ela é a última que
morre, acho que a minha está bem doente há um certo tempo. Não vejo muito
perspectiva de que as coisas mudem. Em várias esferas. A educação da população
continua quase inexistente. Ainda ontem, vi, enquanto comprava pão, duas
pessoas, em carros diferentes, abrirem o vidro do carro e... como há muito se
vê... jogarem papel no chão. Como ver esperança de mudança de mentalidade, se
todo mundo sabe que é tão simples juntar seu lixo e esperar chegar em casa para
colocá-lo em um local adequado?
O trânsito continua o mesmo. Acho que até piorando, pra falar a verdade.
Qual a perspectiva de melhorias nos congestionamentos. Vejam a velocidade das
ações dos governantes para implementar políticas de incentivo e facilitação de
transportes menos poluentes, mais saudáveis, como as bicicletas, por exemplo.
Pessoas cada vez mais estressadas, sem senso de coletividade. Para-se onde
quiser, simplesmente para atender o celular, sem se preocupar com o restante
das pessoas. Estaciona-se onde não é permitido. "Mas é só dois
minutinhos". O problema não é tempo; é respeito à coletividade. Se todos
respeitássemos as normas, garanto que muita coisa seria melhor no trânsito. Há
quanto tempo isso acontace em nossas ruas e avenidas?
2014, meus amigos, se eu falar em POLÍTICA, não cabe a frase "lá
vêm eles de novo!"? Por que pensamos assim? Porque estamos fatidicamente
acostumados a ver e ouvir promessas que jamais se concretizam. As costureiras
estão à todo o vapor confeccionando as peles de cordeiro que os lobos vestirão
nesse ano. Governantes esquecem as obrigações e funções para as quais foram
eleitos e passam, na maior cara dura, a fazer "campanha". Isso é um
absurdo! Mas todo período de eleições isso acontece. Ou estou vendo demais e
entendendo de menos? Novamente virão as doações simplórias, 10 mil reais, 200
mil reais em troca de influências, garantias e favorecimentos futuros. A
sujeira vai voltar. Aliás, na "entreleição" pode até feder menos, mas
a sujeira continua a existir. Não consigo - até me esforço, juro - ver 6, 7 ou
8 políticos que queiram mudar essa sina de roubos, de negligência com saúde,
educação, segurança pública, esse não fazer nada e ganhar muito, essa
desumanidade que é feita com nós, povo brasileiro. Sinceramente, qual o cenário
futuro animador que temos? Algo mudará se Dilma continuar, se Aércio ganhar ou
Eduardo Campos? E aqui na PB, ficando Ricardo, voltando Cassio, surgindo Nadia
Palitot, alguém espera um bom político, isento de peculato, de prevaricação e
todas essas práticas nojentas que vemos há muito tempo?
Sinceramente, depois desse texto (desabafo) acho que minhas esperanças
pioraram, foram pra UTI e, dificilmente, ganharão forças novamente.
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